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sexta-feira, 29 de julho de 2011

GOVERNO VAI INVESTIR EM PESQUISAS VOLTADAS À ECONOMIA VERDE (REVISTA AE)

REUNIÃO CPDS EM BRASÍLIA APONTA DESAFIOS PARA A REVITALIZAÇÃO DA AGENDA 21 BRASILEIRA (VITA E CIVILIS)

 

O Vitae Civilis apresentou na última quinta-feira (21), na reunião da Comissão de Políticas de Desenvolvimento e Agenda 21 (CPDS), vinculada à Câmara de Recursos Naturais do Conselho de Governo, quatro produtos referentes ao estudo elaborado entre setembro de 2010 e janeiro de 2011 sobre a aplicação da Agenda 21 no Brasil. O estudo foi contratado pelo Ministério do Meio Ambiente e PNUD – Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento em licitação pública no primeiro semestre de 2010 e executado entre agosto e dezembro do ano passado.

 

Os resultados apresentados para os membros da Comissão incluem a atualização da Agenda 21 Brasileira e a reestruturação e revitalização da CPDS; um documento contendo a  sistematização de 100 Experiências de Agendas 21 Locais no Brasil,  selecionadas a partir de fontes governamentais e não-governamentais; a análise e  proposta de atualização de Agenda 21 Brasileira e a proposição de um evento  nacional sobre o tema da atualização da Agenda 21 Brasileira.  Leia mais

 

EMISSÃO DE GASES-ESTUFA DEVE SUBIR NO PAÍS, MESMO COM POPULAÇÃO EM QUEDA (REVISTA AE)

 

Se as projeções dos geógrafos estiverem corretas, o Brasil terá uma população de 219 milhões de pessoas em 2040 - e, a partir daí, fato inédito, o ritmo começará a declinar. leia mais

 

GOVERNO VAI INVESTIR EM PESQUISAS VOLTADAS À ECONOMIA VERDE (REVISTA AE)

 

O Ministério da Ciência e Tecnologia pretende investir em áreas como energias renováveis, economia do conhecimento e até mesmo na economia do extrativismo de forma sustentável, sempre promovendo o desenvolvimento sustentável leia mais

 

BRASIL E CHINA DESENVOLVEM COOPERAÇÃO NA ÁREA DE ENERGIA RENOVÁVEL (REVISTA AE)

Coppe quer tecnologias para o enfrentamento das mudanças climáticas com foco na população de menor renda. leia mais

quinta-feira, 28 de julho de 2011

NEGOCIAÇÕES CLIMÁTICAS SÃO COMO "ÁGUA GOTEJANDO NA PEDRA", COMPARA TIM GROSER - MINISTRO PARA NEGOCIAÇÕES DE MUDANÇAS CLIMÁTICAS DA NOVA ZELÂNDIA

Groser criticou o ritmo lento das negociações, mas ainda acredita em um possível acordo

"Trata-se de uma lenta construção sobre uma base internacional". É dessa forma que o ministro para negociações de mudanças climáticas da Nova Zelândia, Tim Groser, define as tratativas em torno de um possível novo acordo global em relação ao tema, capaz de prolongar ou substituir o Protocolo de Kyoto (que expira em 2012).

Em entrevista concedida à Reuters nesta quarta-feira, 27 de julho, Groser afirmou que considera possível o estabelecimento de um acordo nesse sentido, mas ponderou que o mesmo não será alcançado neste ano, o que causará, consequentemente, uma lacuna depois que o prazo de Kyoto terminar. "É como a água gotejando em uma pedra", comparou Groser, sobre o ritmo lento das negociações. "Raramente há uma reunião crucial, completou.

Questão Pós-Kyoto

Há vários anos a ONU promove discussões para tentar prorrogar Kyoto a partir de 2013 ou definir um novo acordo que estipule metas de redução das emissões para grandes nações poluidoras hoje isentas de obrigações, especialmente Estados Unidos, China.

Divergências entre países ricos e pobres sobre como controlar as emissões de gases do efeito estufa geram um impasse na substituição do protocolo, que obriga cerca de 40 países industrializados a reduzirem suas emissões até 2012, além de estimular a contribuição voluntária das nações em desenvolvimento, como o Brasil, por meio de dispositivos como o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL).

Os países em desenvolvimento alegam que a responsabilidade deve ser dos ricos, que causaram a maior parte do aquecimento global em razão da queima de combustíveis fósseis desde a Revolução Industrial, no século 18. Por outro lado, as nações mais desenvolvidas argumentam que o rápido crescimento econômico dos emergentes também se reflete em grandes emissões de carbono, a ponto de a China já ter se tornado o maior poluidor mundial.

"Posso ver todo tipo de razão para (o acordo) não acontecer, mas posso ver um cenário em que aconteceria", projetou Groser. Segundo o negociador neozelandês, seria um equívoco depositar expectativas de definição de um acordo nas grandes reuniões internacionais, como foi feito na COP-15, realizada em Copenhague (Dinamarca), em 2009. O próximo grande evento desse porte, a COP-17, será promovida em dezembro, em Durban, na África do Sul.

Fonte: Redação EcoD

Projeto altera classificação de catador de lixo na Previdência Social - MONITOR SOCIOAMBIENTAL

Projeto altera classificação de catador de lixo na Previdência Social

 

Tramita na Câmara o Projeto de Lei 295/11, do deputado Marçal Filho (PMDB-MS), que inclui o catador de material reciclável entre os segurados especiais da Previdência Social.

Hoje quem trabalha com coleta de lixo enquadra-se na categoria “contribuinte individual” e precisa contribuir com 11 (...) 

 

TED Rebecca MacKinnon: Internet a serviço da sociedade

 

Nesta palestra no TEDGlobal, a co-fundadora da rede de blogs Global Voice, Rebecca MacKinnon, descreve o crescimento da luta por liberdade e controle no ciberespaço. Para Rebecca, a Internet vive um momento em que cidadãos do mundo exigem que seus governos protejam a liberdade de expressão e seus diretos à conexão. (Assista...)

 

Ministros defendem economia solidária e cooperativismo durante congresso da UNICAFES

A importância da organização produtiva, econômica e social dos agricultores familiares e trabalhadores rurais foi a tônica da abertura do III Congresso Brasileiro da União Nacional das Cooperativas de Agricultura Familiar e Economia Solidária (Unicafes), na manhã da última terça-feira (19) em Bra (...)

EFICIÊNCIA ENERGÉTICA É PARA VALER

(*) A eletricidade é um vetor de energia que permite atender à maioria das necessidades, de uso final, notadamente a iluminação, calor, frio ou movimento. Estes serviços, por sua vez, são fornecidos por lâmpadas, geladeiras, aquecedores, motores elétricos e outros equipamentos que convertem a energia elétrica. Suas eficiências e a maneira de utilizá-los afetam significativamente a demanda final de energia elétrica.

Portanto, o atendimento da nova demanda por serviços de energia elétrica pode ser feito, expandindo sua oferta com novos geradores, linhas de transmissão e sistemas de distribuição ou, em certa medida, aumentando a eficiência dos aparelhos consumidores e/ou evitando usos perdulários.

Em condições normais, empresas e planejadores do setor elétrico trabalham com a perspectiva da expansão da oferta. No entanto, em 2001, um racionamento de energia foi evitado com base no uso mais eficiente da energia. O Brasil foi o único país do mundo a usar, de maneira tão abrangente, esta forma de redução da demanda com um resultado tão importante. Passados quase dez anos é fácil perceber que o resultado foi impactante e consistente: em pouco mais de um mês, ações dos consumidores adiaram em uns três anos o crescimento da demanda anual de energia elétrica de cerca de 50 TWh (5 Mtep), adiando a necessidade de investimentos de uns R$ 20 bilhões.

Eficiência - A ação foi possível porque um programa de governo (PROCEL) tinha medido a eficiência dos aparelhos mais usados, estimado o potencial de redução do consumo e formado quadros de especialistas que atuaram durante a crise.

Não obstante, superados os problemas hidrológicos que desencadearam a crise, a visão da oferta entendeu que a redução do consumo era transitória e associada à moeda muito desvalorizada na época, à eleição presidencial no ano seguinte e à crise econômica da Argentina. Entendiam que o mercado voltaria logo aos níveis históricos e que era importante evitar uma nova crise alugando centenas de geradores diesel para montar um dispensável sistema emergencial a um custo de alguns bilhões de reais. A conta, naturalmente, foi paga pelos consumidores cujas tarifas, além disso, foram reajustadas para recuperar o “equilíbrio financeiro” das empresas cujo mercado encolheu. Curiosamente, pouco se falou sobre a alocação dos ganhos econômicos associados ao adiamento dos investimentos.

Curioso, também, que, em seguida à crise, foram criados grupos de trabalho para discutir porque ela tinha ocorrido e como prevenir uma nova situação. Os sofisticados relatórios usaram até conceitos de Nash, Prêmio Nobel de Matemática que, na época, devido a um filme sobre a sua vida, estava na moda. No entanto, apesar das evidências de que a solução para a crise não se deu pelo lado da oferta, nem um tostão foi gasto para fazer uma pesquisa de opinião entre consumidores, principais responsáveis pelos resultados alcançados, para entender a sua participação, respondendo a perguntas do tipo: “sua casa (firma) atendeu os limites impostos?”; “que providências tomou para enfrentar a crise?”; “depois da crise continua a se preocupar com o consumo: ainda compra lâmpadas eficientes?”; “agiu com a intenção de ajudar o país ou com medo das punições anunciadas?”; etc.

A eficiência energética, na verdade, embora reconhecida como um tema “politicamente correto”, não integra as políticas de planejamento energético com a profundidade e a extensão, particularmente do lado da demanda, que sua potencialidade justifica. Isto é até compreensível nas estruturas de governo que foram montadas e formadas com a visão de gerenciar a oferta e onde a “estratégia 2001” seria uma solução de bolso do colete para a hipótese de outra crise.

Não obstante, a eficiência energética afeta a economia do setor elétrico, além do meio ambiente e afetará, fatalmente, os negócios das empresas que apostarem em uma continuidade de crescimento da demanda. Ao longo da história não há registro de marcha-a-ré na eficiência energética: tecnologias ineficientes cedem espaço para as eficientes. Entender bem essa questão e tirar proveito das oportunidades que se colocam, porém, exige que empresas e governo entendam e se preparem para vencer algumas barreiras tanto políticas quanto culturais. Mas isso é assunto para outro artigo.

Fonte: AMBIENTE ENERGIA - (*)Jayme Buarque de Hollanda é diretor geral do Instituto Nacional de Eficiência Energética (INEE) e presidente do Conselho Consultivo da Associação Brasileira de Veículos Elétricos (ABVE)

 

quarta-feira, 27 de julho de 2011

CAMPANHA ESTIMULA COLETA DE ÓLEO DE COZINHA EM PRÉDIOS EM RECIFE

CAMPANHA ESTIMULA COLETA DE ÓLEO DE COZINHA EM PRÉDIOS

Publicado em 24.07.2011, no Jornal do Commercio. Texto: Lorena Tapavicsky, da equipe de Cidades. Foto: Rodrigo Lobo/ JC Imagem, em 05.06.2009. Morador... - www.dignow.org/.../campanha-estimula-coleta-de-óleo-de-coz...

Eco atitude do dia – dia 33 | Ecodhome – arquitetura sustentável

 

Caso você não consiga abrir mão de algumas frituras, o melhor a fazer é colocar o óleo em um recipiente fechado e procurar por postos de coleta. ... - ecodhome.wordpress.com/2011/07/.../eco-atitude-do-dia-dia-3...

Hoje tem mais um dia de Troca de Óleo de cozinha ... - Cidade Destak

 

Até o mês passado, após as primeiras etapas de coleta de óleo já usado e destinação ... ainda mais a estocar o subproduto das frituras e efetuar as trocas. ... - cidadedestak.com/.../hoje-tem-mais-um-dia-de-troca-de-oleo-d...

CAMPANHA DE COLETA DO ÓLEO DE FRITURA USADO E AZEITE DE DENDÊ. (Movimento Ãgua é Vida)

O MAV coleta óleo proveniente de fritura usado e azeite de dendê e dá um destino ecologicamente correto.O óleo de fritura e o azeite de dendê deve ser guardado em garrafas (PET), e entregues nos pontos de coletas.O óleo reciclado poderá ser utilizado como matéria-prima na fabricação do biodiesel, detergente, e etc.Fale conosco pelos fones: (75) 3491-1351ou 9173-3106 e informaremos o local mais próximo de você entregar sua coleta, e fornecemos gratuitamente coletores para condomínios, e [...]

Reciclagem de óleo de cozinha é importante para preservar a natureza |

Cargill e Sabesp promovem conscientização de consumidores para a reciclagem de óleo. Empresas distribuem informações sobre descarte adequado de óleo de cozinha ao consumidor.

BIODIESEL - Trensurb coleta óleo de cozinha

Trensurb - Porto Alegre, vira ponto de coleta de óleo de cozinha!O Grupo de Trabalho de Gestão Ambiental (GTGA) da Trensurb entregou, na última semana, mais 120 litros de óleo de cozinha usado à empresa Oleoplan para transformação em biodiesel. Além dos funcionários, empresas terceirizadas estão colaborando. As entregas foram iniciadas em outubro de 2007, e os números indicam crescimento. O GTGA começou o trabalho com alunos do Programa Estação Educar. No primeiro mês, foram recolhidos [...]

Vídeos EDUCATIVOS SOBRE OLEOS E GORDURAS RESIDUAIS

Descrição: http://i.ytimg.com/vi/g68WWBHn6vg/0.jpg  Descrição: http://i.ytimg.com/vi/WLaP16hZo_c/0.jpg   Descrição: http://i.ytimg.com/vi/wyJF8i01GAg/0.jpg    Descrição: http://i.ytimg.com/vi/r41WLb3insU/0.jpg  Descrição: http://i.ytimg.com/vi/H3oRKfiEr8k/0.jpg 

 

LINKS DE EMPREENDEDORES QUE RECOLHEM ÓLEOS E GORDURAS RESIDUAIS (OGRS)

 

http://www.triangulo.org.br/site/ descarteoleo.htm

 

http://www.disqueoleo.com.br/COLETORE.html

 

 

“PODEMOS ESTAR PERTO DE REVIVER A CRISE DE 1930″

Esta é uma época interessante, e digo isso no pior sentido da palavra. Agora mesmo estamos vivendo, não uma, mas duas crises iminentes, cada uma delas capaz de provocar um desastre mundial. Nos EUA, os fanáticos de direita do Congresso podem bloquear um necessário aumento do teto da dívida, o que possivelmente provocaria estragos nos mercados financeiros mundiais. Enquanto isso, se o plano que os chefes de Estado europeus acabam de pactuar não conseguir acalmar os mercados, poderemos ter um efeito dominó por todo o sul da Europa, o que também provocaria estragos nos mercados financeiros mundiais.

Somente podemos esperar que os políticos em Washington e Bruxelas consigam driblar essas ameaças. Mas há um problema: ainda que consigamos evitar uma catástrofe imediata, os acordos que vêm sendo firmados dos dois lados do Atlântico vão piorar a crise econômica com quase toda certeza.

De fato, os responsáveis políticos parecem decididos a perpetuar o que está sendo chamado de Depressão Menor, o prolongado período de desemprego elevado que começou com a Grande Recessão de 2007-2009 e que continua até o dia de hoje, mais de dois anos depois de que a recessão, supostamente, chegou ao fim.

Falemos um momento sobre por que nossas economias estão (ainda) tão deprimidas. A grande bolha imobiliária da década passada, que foi um fenômeno tanto estadunidense quanto europeu, esteve acompanhada por um enorme aumento da dívida familiar. Quando a bolha estourou, a construção de residências desabou, assim como o gasto dos consumidores na medida em que as famílias sobrecarregadas de dívidas faziam cortes.

Ainda assim, tudo poderia ter ido bem se outros importantes atores econômicos tivessem aumentado seu gasto e preenchido o buraco deixado pela crise imobiliária e pelo retrocesso no consumo. Mas ninguém fez isso. As empresas que dispõem de capital não viram motivos para investi-lo em um momento no qual a demanda dos consumidores estava em queda.

Os governos tampouco fizeram muito para ajudar. Alguns deles – os dos países mais débeis da Europa e os governos estaduais e locais dos EUA – viram-se obrigados a cortar drasticamente os gastos diante da queda da receita. E os comedidos esforços dos governos mais fortes – incluindo aí o plano de estímulo de Obama – apenas conseguiram, no melhor dos casos, compensar essa austeridade forçada.

De modo que temos hoje economias deprimidas. O que propõem fazer a respeito os responsáveis políticos? Menos que nada. A desaparição do desemprego da retórica política da elite e sua substituição pelo pânico do déficit tem verdadeiramente chamado a atenção. Não é uma resposta à opinião pública. Em uma sondagem recente da CBS News/The New York Times, 53% dos cidadãos mencionava a economia e o emprego como os problemas mais importantes que enfrentamos, enquanto que somente 7% mencionava o déficit. Tampouco é uma resposta à pressão do mercado. As taxas de juro da dívida dos EUA seguem perto de seus mínimos históricos.

Mas as conversações em Washington e Bruxelas só tratam de corte de gastos públicos (e talvez de alta de impostos, ou seja, revisões). Isso é claramente certo no caso das diversas propostas que estão sendo cogitadas para resolver a crise do teto da dívida nos EUA. Mas é basicamente igual ao que ocorre na Europa.

Na quinta-feira, os "chefes de Estado e de Governo da zona euro e as instituições da UE" – esta expressão, por si só, dá uma ideia da confusão que se tornou o sistema de governo europeu – publicaram sua grande declaração. Não era tranquilizadora. Para começar, é difícil acreditar que a complexa engenharia financeira que a declaração propõe possa realmente resolver a crise grega, para não falar da crise europeia em geral.

Mas mesmo que pudesse, o que ocorreria depois? A declaração pede drásticas reduções do déficit "em todos os países salvo naqueles com um programa" que deve entrar em vigor "antes de 2013 o mais tardar". Dado que esses países "com um programa" se veem obrigados a observar uma estrita austeridade fiscal, isso equivale a um plano para que toda a Europa reduza drasticamente o gasto ao mesmo tempo. E não há nada nos dados europeus que indique que o setor privado esteja disposto a carregar o piano em menos de dois anos.

Para aqueles que conhecem a história da década de 1930, isso é muito familiar. Se alguma das atuais negociações sobre a dívida fracassar, poderemos estar perto de reviver 1931, a bancarrota bancária mundial que tornou grande a Grande Depressão. Mas se as negociações tiverem êxito, estaremos prontos para repetir o grande erro de 1937: a volta prematura à contração fiscal que terminou com a recuperação econômica e garantiu que a depressão se prolongasse até que a II Guerra Mundial finalmente proporcionasse o impulso que a economia precisava.

Mencionei que o Banco Central Europeu – ainda que, felizmente, não a Federal Reserve – parece decidido a piorar ainda mais as coisas aumentando as taxas de juros?

Há uma antiga expressão, atribuída a diferentes pessoas, que sempre me vem à mente quando observo a política pública: "Você não sabe, meu filho, com que pouca sabedoria se governa o mundo". Agora, essa falta de sabedoria se apresenta plenamente, quando as elites políticas de ambos os lados do Atlântico arruínam a resposta ao trauma econômico fechando os olhos para as lições da história. E a Depressão Menor continua.

* Paul Krugman é professor de Economia em Princeton e Prêmio Nobel 2008.

Tradução: Katarina Peixoto - (Carta Maior)

 

NOVA METODOLOGIA PARA PROJETOS DEVE AJUDAR A INCREMENTAR OS PROJETOS DE CONSERVAÇÃO DE FLORESTAS

O desmatamento e a degradação florestal correspondem a aproximadamente 20% da emissão global de gases do efeito estufa – mais do que o setor de transporte do mundo inteiro, atrás apenas do setor de energia. Isto se deve principalmente pela expansão da agricultura, transformação de florestas em campos de pastagem, o desenvolvimento de obras de infraestrutura, e os efeitos destrutivos da exploração madeireira e incêndios florestais. Por isso é crucial focar em ações para a prevenção do desmatamento.

A nova metodologia – aprovada pelo Verified Carbon Standard (VCS) – permite aos projetos calcularem emissões evitadas por desmatamento tanto na borda (“de fronteira”) de grandes áreas, como por exemplo, em áreas agrícolas, quanto de maneira desigual (“mosaico”) dentro da floresta.

Um aspecto importante para finalizar a metodologia de “Desmatamento Não Planejado” foi a decisão de unir as duas metodologias que estavam sendo desenvolvidas separadamente pelo Banco Mundial e pela Fundação Amazonas Sustentável (FAS), em conjunto com a Carbon Decisions International (CDI) e o Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável do Amazonas (Idesam), com apoio financeiro da Marriott International. A fim de abordar uma série de cenários de desmatamento não planejado em países em desenvolvimento, esta nova metodologia preenche um nicho importante em comparação às demais metodologias de REDD.

“Unir a ‘metodologia de fronteira’ da FAS com a ‘metodologia de mosaico’ do Banco Mundial foi crucial para permitir o desenvolvimento de projetos de REDD tanto na Amazônia brasileira, como na África e na Indonésia”, comentou Virgílio Viana, superintendente-geral da FAS. “Esta metodologia quebrou o ‘paradigma norte-sul’, colocando o ‘sul’ como líder nas discussões de alto nível”.

“Esta metodologia irá finalmente gerar um arranjo para recompensar atividades inovadoras que reduzem o desmatamento pelo mundo enquanto promove a conservação de hábitats naturais, criando empregos sustentáveis e contribuindo para o bem-estar de comunidades locais”, disse Ellysar Baroudy, Fundo Biocarbon do Banco Mundial. “Um exemplo do impacto que esta metodologia terá em comunidades locais é o inovador mecanismo financeiro estabelecido no projeto Ankeniheny-Zahamena em Madagascar, para financiar a proteção de 370 mil hectares de reservas naturais através da venda de créditos de carbono pelo o Fundo BioCarbon do Banco Mundial”.

De acordo com Lucio Pedroni, da CDI, esta metodologia é um importante avanço para todo mundo que trabalha para reduzir o desmatamento em áreas tropicais por meio de sua abordagem robusta e amplamente aplicável. “Muitos desenvolvedores de projetos estavam esperando a aprovação desta metodologia, e finalmente eles poderão finalizar sua documentação e registrar seus projetos no VCS”, diz.

O secretário executivo do IDESAM, Mariano Cenamo, disse que a colaboração trouxe importantes benefícios para o diálogo sobre REDD. “A aprovação desta metodologia mostra que há um alto nível de conhecimento científico e técnico apoiando os projetos de REDD no mercado de carbono voluntário”, diz.

Jeff Hayward, Diretor do Rainforest Alliance, que junto com o Bureau Veritas Certification, foi responsável pelo processo de dupla-validação da metodologia, disse: “Esta é uma metodologia inovadora de alta qualidade que permitirá a projetos de REDD estabelecerem linha de base crível e monitorarem as reduções de emissão”.

Victor Salviati da FAS destacou a importância dessa metodologia para o Brasil por tudo que as áreas tropicais, em particular, sofrem devido ao desmatamento não planejado. Para Gabriel Ribenboim, também da FAS, a metodologia representa um importante marco em um longo processo que começou como o projeto de REDD no Juma em 2008, e servirá como exemplo para projetos similares na Amazônia.

Enquanto os VCS atualmente têm nove metodologias no escopo de Agricultura, Floresta e Uso do Solo (AFOLU, em Inglês) – incluindo três metodologias relacionadas a projetos de REDD – esta metodologia é mais amplamente aplicável, abrindo a porta para um crescente número de projetos de REDD como, por exemplo, da África, a qual oportunamente será considerada nas discussões de REDD+ nas negociações da Convenção-Quadro das Nações Unidas para Mudança do Clima na próxima Conferência das Partes a ser realizada em Durban, na África do Sul, em Dezembro de 2011.

Fonte: Instituto Carbono Brasil

terça-feira, 26 de julho de 2011

NOVA METODOLOGIA DEVE AJUDAR PROJETOS DE CONSERVAÇÃO (CARBONO BRASIL)

Quantificar a redução de emissões de gases do efeito estufa de iniciativas que reduzem o desmatamento não planejado vai ficar mais fácil e o mercado de carbono deverá se expandir em países na África, Ásia e América Latina

O desmatamento e a degradação florestal correspondem a aproximadamente 20% da emissão global de gases do efeito estufa – mais do que o setor de transporte do mundo inteiro, atrás apenas do setor de energia. Isto se deve principalmente pela expansão da agricultura, transformação de florestas em campos de pastagem, o desenvolvimento de obras de infraestrutura, e os efeitos destrutivos da exploração madeireira e incêndios florestais. Por isso é crucial focar em ações para a prevenção do desmatamento.

A nova metodologia – aprovada pelo Verified Carbon Standard (VCS) – permite aos projetos calcularem emissões evitadas por desmatamento tanto na borda (“de fronteira”) de grandes áreas, como por exemplo, em áreas agrícolas, quanto de maneira desigual (“mosaico”) dentro da floresta.

Um aspecto importante para finalizar a metodologia de “Desmatamento Não Planejado” foi a decisão de unir as duas metodologias que estavam sendo desenvolvidas separadamente pelo Banco Mundial e pela Fundação Amazonas Sustentável (FAS), em conjunto com a Carbon Decisions International (CDI) e o Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável do Amazonas (Idesam), com apoio financeiro da Marriott International. A fim de abordar uma série de cenários de desmatamento não planejado em países em desenvolvimento, esta nova metodologia preenche um nicho importante em comparação às demais metodologias de REDD.

“Unir a ‘metodologia de fronteira’ da FAS com a ‘metodologia de mosaico’ do Banco Mundial foi crucial para permitir o desenvolvimento de projetos de REDD tanto na Amazônia brasileira, como na África e na Indonésia”, comentou Virgílio Viana, superintendente-geral da FAS. “Esta metodologia quebrou o ‘paradigma norte-sul’, colocando o ‘sul’ como líder nas discussões de alto nível”.

“Esta metodologia irá finalmente gerar um arranjo para recompensar atividades inovadoras que reduzem o desmatamento pelo mundo enquanto promove a conservação de hábitats naturais, criando empregos sustentáveis e contribuindo para o bem-estar de comunidades locais”, disse Ellysar Baroudy, Fundo Biocarbon do Banco Mundial. “Um exemplo do impacto que esta metodologia terá em comunidades locais é o inovador mecanismo financeiro estabelecido no projeto Ankeniheny-Zahamena em Madagascar, para financiar a proteção de 370 mil hectares de reservas naturais através da venda de créditos de carbono pelo o Fundo BioCarbon do Banco Mundial”.

De acordo com Lucio Pedroni, da CDI, esta metodologia é um importante avanço para todo mundo que trabalha para reduzir o desmatamento em áreas tropicais por meio de sua abordagem robusta e amplamente aplicável. “Muitos desenvolvedores de projetos estavam esperando a aprovação desta metodologia, e finalmente eles poderão finalizar sua documentação e registrar seus projetos no VCS”, diz.

O secretário executivo do IDESAM, Mariano Cenamo, disse que a colaboração trouxe importantes benefícios para o diálogo sobre REDD. “A aprovação desta metodologia mostra que há um alto nível de conhecimento científico e técnico apoiando os projetos de REDD no mercado de carbono voluntário”, diz.

Jeff Hayward, Diretor do Rainforest Alliance, que junto com o Bureau Veritas Certification, foi responsável pelo processo de dupla-validação da metodologia, disse: “Esta é uma metodologia inovadora de alta qualidade que permitirá a projetos de REDD estabelecerem linha de base crível e monitorarem as reduções de emissão”.

Victor Salviati da FAS destacou a importância dessa metodologia para o Brasil por tudo que as áreas tropicais, em particular, sofrem devido ao desmatamento não planejado. Para Gabriel Ribenboim, também da FAS, a metodologia representa um importante marco em um longo processo que começou como o projeto de REDD no Juma em 2008, e servirá como exemplo para projetos similares na Amazônia.

Enquanto os VCS atualmente têm nove metodologias no escopo de Agricultura, Floresta e Uso do Solo (AFOLU, em Inglês) – incluindo três metodologias relacionadas a projetos de REDD – esta metodologia é mais amplamente aplicável, abrindo a porta para um crescente número de projetos de REDD como, por exemplo, da África, a qual oportunamente será considerada nas discussões de REDD+ nas negociações da Convenção-Quadro das Nações Unidas para Mudança do Clima na próxima Conferência das Partes a ser realizada em Durban, na África do Sul, em Dezembro de 2011.

26/07/2011     -   Fonte: Lead Comunicação

PARCERIA ENTRE UNIÃO E MUNICÍPIOS É FUNDAMENTAL PARA INCLUSÃO DOS CATADORES

Na semana da 14ª edição da Marcha dos Prefeitos, que ocorre entre os dias 10 a 12 de maio, em Brasília, a ministra Tereza Campello vai manifestar a preocupação do MDS com a coleta seletiva de resíduos sólidos. Em Mesquita, o mais novo município da Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro, mesmo antes da introdução da norma legal, a prefeitura instituiu, em 2005, o programa Coleta Seletiva Solidária e cadastrou 120 catadores de materiais recicláveis. Seis anos depois, os trabalhadores comercializam média mensal de 100 toneladas de materiais recicláveis. “A meta do projeto é que a coleta seletiva atinja 80% das residências até 2012”, informa a coordenadora do programa, Elisabete Santos. O município foi emancipado de Nova Iguaçu, há nove anos.

Elisabete destaca a parceria com o Governo Federal para o financiamento e a execução do programa. “Com investimento da Petrobras, temos hoje uma estrutura composta por galpão, prensa, balança, refeitório, almoxarifado e três caminhões”, explica. De acordo com a coordenadora, ainda no primeiro semestre serão inaugurados mais três galpões com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Para viabilizar e garantir a legalidade das ações voltadas para os catadores em âmbito nacional, o Governo Federal instituiu a Lei 11.445/2007 (Lei do Saneamento) e os decretos 7.404 e 7.405, ambos de 2010. A primeira norma alterna a Lei 8.666/93 e permite a dispensa de licitação para contratar, processar e comercializar resíduos sólidos recicláveis. Utilizando esse dispositivo, o município de Araxá, em Minas Gerais, paga aos catadores R$ 85,54 por tonelada negociada.

O primeiro decreto regulamenta que o sistema de coleta seletiva de resíduos sólidos deve priorizar a participação de cooperativas e outras formas de associação de catadores. O segundo cria o Programa Pró-Catador, que amplia as possibilidades de cooperação entre a União e as administrações municipais com apoio ao desenvolvimento de novas tecnologias e abertura de linhas de crédito.

Plano – Os catadores são público-alvo do plano Brasil sem Miséria. Segundo a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Tereza Campello, em ofício conjunto com o Ministério do Meio Ambiente (MMA) enviado a todas as prefeituras, “a erradicação da extrema pobreza requer o estabelecimento de parcerias e a priorização de ações para as populações mais vulneráveis, como as famílias que sobrevivem da coleta e triagem de materiais recicláveis”, enfatiza.

 

MDS REFORMULA COMITE PARA PROMOVER A INCLUSÃO SOCIAL E ECONÔMICA DE QUEM TRABALHA COM RECICLAGEM

REFORMULADO E COM A PARTICIPAÇÃO DE 25 ÓRGÃOS PÚBLICOS, O CIISC, INSTALADO NESTA SEGUNDA-FEIRA, EM BRASÍLIA, E COORDENADO PELO MDS, VISA PROMOVER A INCLUSÃO SOCIAL E ECONÔMICA DE QUEM TRABALHA COM RECICLAGEM

 

Estamos coordenando o conjunto de ministérios nessa agenda de erradicação da extrema pobreza, ousada e generosa medida que a presidenta Dilma se impôs. E talvez a questão dos catadores seja o grande exemplo e inspiração para todos, em tudo que estamos fazendo. É possível chegar a 2014 com a erradicação da pobreza e casando o social e o ambiental.” Com essas palavras, a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Tereza Campello, abriu a reunião de instalação do Comite Interministerial de Inclusão Social e Econômica dos Catadores de Materiais Recicláveis (Ciisc).

O evento ocorreu durante toda esta segunda-feira (14), em Brasília, e visa também construir um plano de ação e apresentar os novos representantes para este ano. Agora, o Ciisc passa a funcionar de acordo com o Decreto 7.405, de 2010, que determina que o MDS e o Ministério do Meio Ambiente serão os coordenadores do comitê.

A ministra do Meio Ambiente, Izabela Teixeira, também participou da abertura da reunião e destacou a importância da nova instituição do Ciisc. “O gestor público deve se responsabilizar por essas ações. O lixo tem valor econômico, valor social e também fantástico valor ambiental”, argumentou.

Reestruturado em dezembro de 2010, o comitê vai integrar novos parceiros, instituições públicas e federais e ministérios, para potencializar as ações de inclusão dos catadores. Os representantes dos 16 ministérios e das nove instituições ligadas ao Governo Federal – que tomaram posse hoje – receberam a tarefa de trabalhar na mobilização do poder público para a efetiva implantação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS).

Instituída pela Lei 12.305, de 2 de agosto de 2010, a política reúne princípios, objetivos, instrumentos, diretrizes, metas e ações a serem adotados pela União, isoladamente, ou em parceria com Estados, o Distrito Federal, municípios e particulares, visando à gestão integrada e ao gerenciamento ambientalmente adequado do lixo.

Durante a reunião, a ministra Tereza Campelo enfatizou a necessidade do esforço conjunto. “Essa é uma ação transversal que envolve todos os setores.”

Reconhecimento – Sentado ao lado das ministras, o representante do Movimento Nacional dos Catadores, Alexandre Cardoso, expressava a satisfação em ser reconhecido como protagonista dessa mudança. “Desde 2003, quando o comitê foi criado, o MDS é um ministério que nos dá voz e oportunidade. Conseguimos enxergar que somos importantes e passamos a acreditar na mudança. O desafio está lançado, agora, com esse novo comitê”, agradecia.

Jaira Puppim, coordenadora do Ciisc, lembrou que, com a promulgação da Política Nacional de Resíduos Sólidos, o poder público incentivará as atividades de cooperativas e associações de catadores e entidades de reciclagem, por meio de linhas de financiamento. Outro avanço: as embalagens de produtos fabricados em território nacional passarão a ser confeccionadas com materiais que propiciem reutilização ou reciclagem, para viabilizar ainda mais os profissionais de coleta seletiva e reciclagem.

O MDS apresenta diversas ações direcionadas à consolidação da Política Nacional de Resíduos Sólidos, inclusive integrando o Ciisc. Entre suas atribuições, está a identificação das necessidades e o desenvolvimento de ações que promovam a emancipação social e financeira dos catadores. A secretaria executiva é o braço administrativo do comitê e fisicamente se localiza na Secretaria de Articulação para Inclusão Produtiva do MDS. O comitê monitora os investimentos federais para catadores e o MDS investe na capacitação de lideranças de catadores.

Serviço
Instalação do Comitê Interministerial de Inclusão Social e Econômica dos Catadores de Materiais Recicláveis

Local: Auditório do Bloco A da Esplanada dos Ministérios
Data: 14/2/2011

Acesse o boletim: Ministérios vão contribuir para inclusão social e econômica dos catadores de materiais recicláveis

Fernanda Ribeiro de Souza
Ascom/MDS
3433-1021
www.mds.gov.br/saladeimprensa

 

sábado, 23 de julho de 2011

DESTINO INADEQUADO DO LIXO DOMÉSTICO

Prefeitura de São Bernardo na contra mão da história. Enquanto Governo Federal prega a reciclagem, prefeitura de São Bernardo quer queimar o lixo e provocar doenças

 

Catadores de material reciclável e ambientalistas do ABC protestam contra incineradora de lixo em São Bernardo, verdadeira fábrica de doenças

 

A Rua Marechal Deodoro assistiu manifestação contra usina incineradora de lixo que provoca câncer. Composição do lixo brasileiro (úmido demais) emite gases tóxicos como dioxinas e furanos e provoca câncer num raio de 10 km

 

A maior umidade presente no lixo brasileiro proporciona a emissão de poluentes como dióxido de carbono e ozônio na baixa atmosfera e aumenta a incidência de câncer num raio de 10 km da usina incineradora, de acordo com pesquisa científica realizada pelo Departamento de Epidemiologia, Serviço Regional de Saúde Região do Lazio, da Itália, e da Divisão de Epidemiologia, Saúde Pública e Atenção Primária do Colégio Imperial, de Londres. Algumas regiões tem baixa capacidade de dispersão atmosférica devido a sua formação geológica.

 

E mais: a última aferição do ar realizado pela CETESB, em junho de 2010, indicou que a qualidade do ar está no nível saturada sério, ou seja, com índices de toxinas no ar acima dos níveis exigidos.

 

Por falta de mercado na Europa fabricantes empurram usinas para países do 3º Mundo onde a corrupção prospera movimentos ambientalistas internacionais alertam para as ações das empresas fabricantes de equipamentos de incineração de lixo dirigidas aos mercados da América Latina e África, face às dificuldades cada vez maiores que encontram nos mercados europeus. As populações da Inglaterra e da Holanda, por exemplo, não admitem mais a ampliação destas matrizes energéticas. Os países que optaram por incineração do lixo são em geral países com pouco espaço de aterros e grande porcentagem de resíduos não orgânicos, de difícil compactação e redução de volume. A opção pelos incineradores é regional porque uma única cidade dificilmente produziria o volume de lixo necessário para manter a temperatura de um incinerador deste tipo, que é de no mínimo de 300 toneladas dia [de lixo], afirmou Delma Vidal, pesquisadora do ITA sobre tecnologias para aterros sanitários e membro do COMAM.

 

Para o ambientalista Vicente Cioffi, há claramente um lobby que vem avançando para a viabilização destas matrizes energéticas poluidoras que já foram rejeitadas no primeiro mundo.

Em suma, as termelétricas alimentadas tanto por gás natural quanto por lixo representam riscos para a saúde da população.

 

No caso das usinas alimentadas por queima de lixo, elas emitem gases tóxicos como dioxinas e furanos, considerada até mais prejudiciais do que o urânio e o plutônio, caso haja variações na temperatura do forno. É inadmissível falta de transparência e de debate em relação a assunto tão sério.

 

Gestores públicos são papagaios de pirata

 

Quando questionados alguns gestores públicos sem o mínimo conhecimento só abrem a boca para falar besteira, como: Em nossa cidade a nossa administração fiscalizará a chaminé do incinerador 24 horas por dia

 

O maior absurdo é que alguns porta vozes governamentais estão na administração pública quando muito há 2 anos e meio e isso não os qualificam para uma opinião séria.

 

Catadores de material reciclável protestam contra incineradora em São Bernardo

 

São Paulo â€" Integrantes do Movimento Nacional dos Catadores de Material Reciclável de São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, fizeram hoje (21) uma manifestação na Praça da Matriz da cidade e protocolaram uma ação no fórum municipal por causa da intenção da prefeitura de instalar um incinerador de lixo no município. De acordo com representantes dos manifestantes, na cidade há duas cooperativas que empregam 85 pessoas que se beneficiam da coleta seletiva.

Segundo uma das catadoras e membro da equipe de articulação do movimento em São Bernardo do Campo, Maria Mônica da Silva, o incinerador vai causar problemas de poluição para o ambiente da região. Nós somos contra isso porque agride o meio ambiente. Queimando os resíduos terão que extrair novos recursos naturais para produzir mais matéria-prima. Se não cuidarmos do planeta agora não sabemos como vai ficar daqui a anos.

Além do impacto ambiental, Mônica da Silva também destacou os prejuízos sociais com a medida, principalmente com o futuro dos catadores, que com o incinerador não terão como coletar e vender o material reciclável. Os catadores já fazem parte da sociedade. Com o incinerador serão eliminados postos de trabalho que a reciclagem gera. Nós geramos e movemos a economia local. Colocamos essa pessoas de volta à sociedade. Se tem queima de resíduos, diminui bastante a quantidade de trabalhadores.

A prefeitura de São Bernardo do Campo foi procurada para explicar o projeto, mas até o fechamento da matéria não havia respondido à Agência Brasil.

 

Fonte: Flávia Albuquerque - Repórter da Agência Brasil - 21/07/2011

quinta-feira, 21 de julho de 2011

OS NOVOS RUMOS DA CERTIFICAÇÃO FLORESTAL FSC

Terminou na última sexta-feira, em Kota Kinabalu, Malásia, a 6.ª assembleia-geral do FSC. Evento que ocorre a cada três anos, traça os rumos do sistema de certificação florestal mais reconhecido e de maior inserção de mercado do mundo. Em um sistema democrático de tomada de decisões, a assembleia do FSC reconhece e respeita os interesses dos três principais setores envolvidos com a questão florestal: os ambientalistas, as empresas e os movimentos sociais.

Este ano a assembleia teve uma missão singular: avaliar o gigantesco crescimento do FSC no mercado nos últimos anos e definir as medidas necessárias para garantir que esse crescimento não afete a sua credibilidade no médio e longo prazos. Este crescimento nos últimos cinco anos se deu em função da permissão de se misturar materiais certificados com não certificados, para a fabricação de produtos mistos, o que possibilitou um grande crescimento de produtos FSC no mercado internacional. Os materiais não certificados devem seguir as normas de madeira controlada, que visam garantir que a madeira não é ilegal e não vem de áreas de desmatamento.

Em Kota Kinabalu, este sistema foi colocado em xeque especialmente pelas ONGs ambientalistas, que questionaram fortemente o quanto o FSC tinha realmente o controle sobre a madeira nesses casos, apontando falhas no sistema que, se não resolvidas, representariam um forte risco à credibilidade do FSC no longo prazo. Após dias e dias de intensa discussão, os membros do FSC aprovaram uma moção que representa uma correção de rumo no sistema de madeira controlada. Se bem implementada, esta moção certamente fortalecerá o FSC, fortalecendo sua imagem no mercado de produtos florestais.

Além deste tema, outros assuntos marcaram a discussão na assembleia-geral do FSC, entre eles a questão do uso de biotecnologia e transgênicos em florestas certificadas, algo que não é permitido pelo FSC. Mesmo após muita discussão e insistência por parte de empresas florestais, os membros do FSC decidiram por não reabrir o diálogo sobre transgenia em florestas certificadas. O acesso à certificação por parte de pequenos produtores e comunidades florestais também foi um tema de grande relevância durante a semana passada.

Foi aprovada uma moção para que o FSC invista energia e recursos nos próximos três anos para criar condições que ampliem o acesso e a certificação de pequenas florestas e comunidades extrativistas.

Mais do que as 26 moções que foram aprovadas e que definem os rumos do FSC para os próximos anos, o principal resultado da assembleia-geral é o próprio fortalecimento do sistema. Os membros que participaram – representantes das maiores ONGs ambientalistas, das principais empresas do setor florestal, e de movimentos sociais de todo o mundo – saem de Kota Kinabalu com um sentimento de missão cumprida. Como as decisões são tomadas por consenso, no FSC não existem vitoriosos ou derrotados. Todos os que participaram são co-responsáveis pelos resultados alcançados e, portanto, se sentem parte do sistema. Isso fortalece o FSC, garantindo a continuidade do sistema de certificação florestal de maior credibilidade do mundo.

Fonte: -   Fonte: Amazonia.org -  (*)Maurício de Almeida Voivodic é engenheiro florestal, mestre em ciência ambiental pela Universidade de São Paulo, é secretário-executivo do Imaflora

quarta-feira, 20 de julho de 2011

UNIVERSIDAD DE SAN MARTÍN DE PORRES BRINDARÁ APOYO LEGAL A LA MUNICIPALIDAD DISTRITAL DE JESUS MARÍA Y OPORTUNIDAD EN LA OFICINA DE NEGCIOS E PROYECTOS EL DEPARTAMENTO DE GESTION

En el marco del convenio de cooperación interinstitucional con diversas municipalidades distritales de Lima, la Facultad de Derecho de la Universidad de San Martín de Porres apoyará a la Municipalidad Distrital de Jesús María con un Consultorio Jurídico Gratuito, que atenderá en la Casa de la Justicia de esta Comuna, ubicada en Jr. Huáscar 1144.

 

En esta Casa de la Justicia de Jesús María, que fue inaugurada el pasado viernes 8 de julio y que unificará sus servicios de defensa legal, conciliaciones y otros servicios legales, la USMP asignará a un Docente y dos practicantes de Derecho para atender las diversas consultas y ofrecer asesorías gratuitas en el ámbito Civil a los vecinos de este distrito.

 

En la inauguración de esta nueva Casa de la Justicia, estuvieron presentes el Alcalde Distrital de Jesús María, Luis Ocrospoma Pella y el Dr. Víctor Villavicencio Mendizábal, Jefe de la Oficina de Extensión y Proyección Universitaria de la Facultad de Derecho de la USMP, además de representantes del Ministerio de Justicia, la Fiscalía de la Nación y el cuerpo de regidores de esta Comuna.

 

Dirigiéndose a los vecinos e invitados que participaron en esta ceremonia, el Dr. Víctor Villavicencio Mendizábal, en representación del Dr. Rubén Sanabria Ortiz, Decano de la Facultad de Derecho de la USMP, agradeció a las autoridades edilicias por permitir que la USMP pueda aportar a favor de la comunidad de Jesús María con un Consultorio Jurídico Gratuito que buscará proteger a mujeres, niños y vecinos que requieran un asesoramiento legal.

 

Por su parte, el Alcalde de Jesús María, Luis Ocrospoma Pella, felicitó y destacó el aporte de la Universidad de San Martín de Porres en su nueva Casa de la Justicia, en la cual ha logrado reunir todos los servicios legales a favor de su Comunidad. Posteriormente, el Alcalde de este distrito invitó al Dr. Víctor Villavicencio Mendizábal a cortar la cinta y develar la placa recordatoria de este nuevo inmueble en donde funcionará el Consultorio Jurídico Gratuito de la USMP.

 

Saludos y quedo a la espera de su respuesta

 

Obrigada por sua atenção e aguardo breve contato.

Abraços fraternais.

 

Denise de Mattos Gaudard

 

Instituto Internacional para el Desarrollo Local (IIDEL) – PERU

Representacion Rio de Janeiro

Consultoria Socioambiental

 

55(21) 2246-7255 /55(21) 8875-8820

denisedemattos@gmail.com

Skpe:denisedemattos  Msn:denisedematos@hotmail.com

 

 

terça-feira, 19 de julho de 2011

OS GOVERNOS ESTÃO PRONTOS PARA O RIO 2012?

Embora a próxima Cúpula da Terra , Rio 20, terá lugar em Junho próximo, poucos governos começaram a sério avaliar seu progresso na consecução dos internacionalmente acordados objetivos de desenvolvimento sustentável definidas na Declaração do Rio ea Agenda 21, de acordo com uma pesquisa recente da Iniciativa de acesso.

O tempo está acabando, A fim de ter um sucesso Rio 20, os governos devem apresentar metas significativas e ambicioso para o Projeto Zero do Documento Final 1 º de novembro, que irá delinear a agenda e os pontos de discussão para Rio +20.

Na Cimeira da Terra de 1992, os governos se reuniram para repensar o desenvolvimento económico, a proteção do ambiente, e capacitação de pessoas. Dois dos resultados mais notáveis ​​foram a Declaração do Rio, que apresentou os princípios necessários para apoiar o desenvolvimento sustentável e Agenda 21, o plano de ação para alcançar esses objetivos de desenvolvimento sustentável (ver caixa).

·         A Declaração do Rio sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento é composto de 27 princípios que estabelecem os objectivos a alcançar bem-estar ambiental e redução da pobreza e de resíduos.

·         Agenda 21 é o "projeto" para uma parceria global para enfrentar os desafios especificado enfrentadas pela comunidade internacional: como vincular a sociedade, economia e natureza (2) proteção dos recursos naturais, e inclusão do público na tomada de decisões.

·         Princípio 10 afirma que as decisões ambientais são melhor tratadas com a participação de todos os cidadãos interessados, no nível pertinente.

A Cimeira da Terra de 1992 foi um grande sucesso na medida em que estabeleceu uma nova perspectiva sobre a relação entre o homem eo ambiente, no entanto o seu legado foi diminuindo. Políticas monetárias não equilibrada ambiente e questões de desenvolvimento , a capacitação é um pilar afastado do desenvolvimento sustentável, e os governos não têm progredido de forma consistente em práticas de gestão refinada ecossistema .

A incapacidade da comunidade internacional para implementar os objectivos ambientais e de desenvolvimento estabelecidas há 20 anos na Declaração do Rio ea Agenda 21 exige que os governos refletir criticamente sobre por que esses internacionalmente acordados objectivos foram ou não poderiam não ser cumpridas.

A Campanha 5 Perguntas

No final da primavera 2011 A Iniciativa de Acesso (TAI), uma rede de organizações da sociedade civil promover a implementação do Princípio 10 da Declaração do Rio, apresentou cinco perguntas aos governos dos estados se concentrar em como estavam progredindo em seus preparativos para a Rio +20 e aplicação deste princípio nacionalmente. A "Campanha 5 perguntas" pediu 24 perguntas relacionadas com os governos do Rio 20, os governos foram dados 60 dias para responder. Quinze dos 24 governos responderam com informações diretamente relacionadas com as perguntas, a maioria desde relatórios de progresso indefinido e não quiseram se comprometer em seus esforços de preparação. (A write-up detalhado de cada uma das respostas dos países pode ser encontrada no website TAI oito latino-americanos, três Africano, três europeus e um país asiático respondeu..) Nos governos resumo:

As Cinco Questões

  1. Qual é o resultado mais importante que o governo gostaria de ver do Rio 2012?
  2. É o governo actualmente a realizar um processo para rever o seu progresso até à data em alcançar compromissos definidos na Agenda 21, Declaração do Rio sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento eo Plano de Implementação de Joanesburgo?
  3. O que são do governo atual para incluir planos de contribuição das partes interessadas nas discussões sobre os dois temas para a conferência, uma economia verde e de governança do desenvolvimento sustentável?
  4. Que o governo suportar uma chamada para o desenvolvimento de convenções regionais para implementar o Princípio 10 (P10), garantindo os direitos dos cidadãos de acesso à informação ambiental, participação pública e acesso à justiça na tomada de decisões?
  5. O governo tem funcionários designados responsáveis ​​por organizar e preparar-se para Rio 2012?

·         Fizeram declarações de apoio ampla participação dos cidadãos, o acesso a informação, e justiça, mas não forneceu exemplos de como o Princípio 10 havia sido implementada, praticado, ou protegidos, não fazendo referência aos compromissos para melhorar a Rio +20.

·         Defendeu a importância de uma "economia verde" e "desenvolvimento sustentável", mas advertiu contra uma conferência dedicada ao tema da economia verde que desviar o tema da melhoria do quadro institucional para o desenvolvimento sustentável.

·         Reconheceu que ainda não tinham começado as comissões que ou conselhos para alcançar o público sobre a Rio +20, algumas limitações de recursos citados, enquanto que um departamento governamental responsável pelo meio ambiente reconheceram que não sabiam da Rio +20.

A campanha Pergunta 5 ilustra que as preparações dos governos para a Rio +20 são insuficientes, se Rio +20 vai implementar planos de ação legítima sobre as metas para o desenvolvimento sustentável, os governos precisam começar rapidamente:

·         Refletindo sobre os progressos internos sobre Agenda 21 e a Declaração do Rio.

·         Articulando para as partes interessadas como se tornar envolvidos com Rio processo de preparação de 20 e como o próprio governo está se preparando para a cimeira do próximo ano.

·         Delineando seus objetivos nacionais, regionais e internacionais relativos a ambos os temas com 20 Rio um foco específico sobre o reforço do quadro institucional para o desenvolvimento sustentável.

TAI sustenta que haverá uma oportunidade perdida no Rio 20 se os governos não cuidadosamente endereço de melhorias necessárias para a governança ambiental nacional . TAI objetivo final é obter os governos no registro indicando objectivos específicos, mensuráveis, tais como a implementação de leis de acesso ou a abertura de mais espaço para a participação pública. TAI quer que os governos de articular como eles vão capitalizar Rio +20 para alcançar seus objetivos em nível nacional e para manter esses governos responsáveis ​​por ação (ou falta dela) tomadas.

TAI parceiros vão trabalhar com os governos que reconheceram o papel importante da sociedade civil para discutir a melhoria da execução do Princípio 10 da Declaração do Rio. TAI também procura usar Rio +20 como uma oportunidade para aumentar a conscientização sobre a importância da participação da sociedade civil aos governos que ainda não anteriormente reconhecer o papel da sociedade civil. Em nível nacional, preparação e definição de metas é essencial para uma ação internacional sério e uma bem sucedida Rio +20.

Leia mais sobre as implementações TAI está empurrando para a Rio +20 .

Fonte: Emma Smith,