Seguidores

Pesquisar este blog

quinta-feira, 28 de junho de 2012

CENTRO RIO+20 JÁ ESTÁ PRONTO PARA OPERAR

O novo Centro Rio+20 – Centro Mundial para o Desenvolvimento Sustentável , cuja criação foi anunciada durante a Rio+20, pela ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, já está pronto para operar. O Centro, uma parceria do governo brasileiro, o PNUD, outras agências da ONU, é um dos legados mais importantes da Rio+ 20 e ficará sediado na Coppe/UFRJ. Segundo Luiz Pinguelli Rosa, diretor da instituição, as instalações já estão disponíveis para o início das atividades.

 

“Estamos cedendo um andar inteiro de um dos nossos prédios, onde também funciona o Instituto Verde, uma parceria da Coppe com o Pnuma. Este novo Centro é muito importante para o desdobramento das ações da Rio+20 e por isso é tão relevante que ele já esteja pronto para iniciar os trabalhos”, explicou Pinguelli.

 

Também participam do Centro Rio+20 representantes nacionais e internacionais de universidades, empresas e sociedade civil. O novo centro vai facilitar a pesquisa e o intercâmbio de conhecimentos, além de promover o debate internacional sobre desenvolvimento sustentável. Para seu lançamento, o Centro Rio+ 20 conta com o apoio inicial de quase 25 instituições brasileiras e internacionais, o que demonstra o sucesso alcançado pela iniciativa, bem como a natureza inclusiva e participativa de sua concepção.

 

A Coppe integra o Conselho do novo Centro e, na avaliação de Pinguelli, irá colaborar com uma visão de inovação e tecnologia para o desenvolvimento sustentável. “Este centro é uma obra conjunta, em que participam diversos parceiros. A riqueza está justamente nessas contribuições variadas que cada instituição pode oferecer”, acrescentou.

 

Desde o início de seu funcionamento, o Centro Rio+20 dará continuidade às discussões iniciadas pelos Diálogos para o Desenvolvimento Sustentável (www.riodialogues.com). Os Diálogos foram lançados pelo governo brasileiro, com o apoio do PNUD, no período que antecedeu a Rio+20 como uma forma de garantir a participação ativa da sociedade civil e de especialistas em todo o mundo.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis do Brasil, MNCR fazem declaração de "não à incineração no documento do Rio+20"

Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis do Brasil, MNCR - Declaração não à incineração no documento do Rio+20

 

Rede Latino-americana e do Caribe de Recicladores - REDLACRE

 

Aliança Global para Alternativas à Incineracão, GAIA

 

Enfrentamos a Rio+20 com a preocupação pelo curso que têm tomado as negociações oficiais nas Nações Unidas e as políticas impulsionadas pelos governos nas matérias ambientais, especificamente  no âmbito dos resíduos. Ao mesmo tempo, vemos com esperança o avanço de alternativas justas e sustentáveis impulsionadas pelas comunidades, os movimentos sociais e os catadores do mundo.

 

No dia 18 de junho de 2012, a Conferencia do Rio+20 produziu um texto em que se reconhece a importância de considerar os ciclos de vida dos produtos, e da necessidade de desenvolver políticas para uma maior eficiência energética e uma gestão de resíduos que prioriza a redução, o reuso e a  reciclagem. Mas o texto também defende igualmente a revalorização energética dos resíduos, uma frase que tipicamente se refere a tecnologias de destino final como a incineração e os aterros sanitários.  (ponto 220, texto 16 junho 17.45h, Rio de Janeiro).

 

Estas tecnologias são incompatíveis com uma gestão de resíduos sustentáveis porque não estão inspiradas em uma economia que cuida dos recursos e valoriza o bem estar das comunidades. Também, a produção de energia dos resíduos é uma promessa falsa, porque se conserva muito mais energia através da reciclagem e a redução do uso de materiais tóxicos e de baixa qualidade.

 

Como catadores de materiais recicláveis e organizações de base preocupados pela saúde humana e ambiental, demandamos a aprovação de um texto que tenha uma visão que promove a aplicação de políticas que priorizam soluções locais e que criam empregos sustentáveis para a comunidade, longe de favorecer as grandes corporações com soluções tecnológicas orientadas a falsas soluções como enterramento e incineração dos resíduos. O apoio a incineradores e soluções de destino final em geral, através de subsídios, mecanismos de carbono, etc., não é nada mais do que a aplicação de tecnologias caras, ineficientes e altamente perigosas para a saúde humana.

                                                                                             

O futuro que queremos é um futuro livre de incineradores e aterros/lixões, um futuro em que todo o que pedimos à natureza devolvemos, e em que as comunidades e os catadores sejam os principais responsáveis por este trabalho.

www.mncr.org.br www.redrecicladores.net www.no-burn.org

 

Apoiam:
Salud sin Daño
Amigos de la Tierra El Salvador (CESTA)
Women International for a Common Future (WICF)
Amigos da Terra Àfrica do Sul (groundWork)
IPEN – um futuro livre de tóxicos
Sistema de Agua Potable de Tecámac, Estado de México, A.C.
APROMAC – Associação de Proteção ao Meio Ambiente de Cianorte,
TOXISPHERA – Associação de Saúde Ambiental
AMAR – Associação de Defesa do Meio Ambiente de Araucária
CAPA (Centro de Atención Primaria Ambiental) de Marcos Juárez, Córdoba
CAT , COMITE AMBIENTAL DE TONACATEPEQUE El Salvador,
Ciudad Saludable (Perú),
Ecositio (Argentina),
Consultoría Técnica Comunitaria AC (México)
BIOS (Argentina)
Movimiento Avance Santo Domingo (Costa Rica),
Taller de Comunicación Ambiental (Argentina),
Gibsons Recycling, British Columbia, Canada
DurhamCLEAR, Canada
Durham Environment Watch (DEW), Canada
Biomass Accountability Project, USA
East Michigan Environmental Action Council (EMEAC), USA
JA! Justiça Ambiental – Friends of the Earth Mozambique
Institute for Zero Waste in Africa, South Africa (IZWA)
Earthlife Africa Cape Town, South Africa
Communities Against Toxics UK
Mother Earth Foundation – Philippines
Marie Marciano, Saniblakas ng mga Aktibong Lingkod ng Inang Kalikasan – Philippines
Sanjay K Gupta (Ph D), Advisor and Consultant in Water, Sanitation and Livelihood, New Delhi – India
Grassroots Recycling Network, USA
Eco-Accord, Russia
Zero Waste Italy Network
Center for Environmental Solutions (CES), Belarus
Susan Hubbard, President & CEO, Nothing Left to Waste
Eureka  Recycling, USA
International Indian Treaty Council, USA
Bruce Trask, Director, Zero Waste Education, New Zealand
Consultoría Técnica Comunitaria AC – Chihuahua, México
Biofuelwatch
Ecological Alert and Recovery-Thailand (EARTH)
National Toxics Network, Australia
Armenian Women for Health and Healthy Environment, Armenia

terça-feira, 26 de junho de 2012

IGNACY SACHS SUGERE AS BASES PARA UM NOVO CONTRATO SOCIAL

No evento de lançamento do projeto “Novo Contrato Social para o Século XXI”, organizado pelo Instituto Ethos e o Instituto das Nações Unidas para Treinamento e Pesquisa (UNITAR), participaram Rajendra Pachauri, vencedor do Prêmio Nobel da Paz em 2007; o embaixador André Corrêa do Lago, negociador-chefe do Brasil para mudança do clima e para a Rio+20; Achim Steiner, secretário adjunto da ONU e diretor-executivo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente; Carlos Lopes, diretor executivo da UNITAR, e Ignacy Sachs, economista e sociólogo.

 

Sachs deu um ‘Viva à crise’, justificando que ela nos ajuda a mudar de rumo, papel que a Rio+20 deveria fazer.

Se referindo à tese de Adam Smith sobre o funcionamento do mercado, ele disse não acreditar muito na ‘mão invisível’, porém que o maior problema é saber o que fazer com os cinco dedos da “mão visível”.

 

O primeiro dedo, seria a construção de um futuro baseado em um contrato social explícito, no nível de cada pais, com a ambição de construir também um “mega contrato social planetário”, utilizando as Nações Unidas para costurá-lo e levá-lo em frente.

 

“Isto implica em superar as diferenças sociais abissais que permanecem hoje na maioria dos países, o que separa hoje alguns países mais avançados de outros que estão na base da pirâmide. Superar estas diferenças abissais, este é o nosso objetivo”.

 

Para Sachs, o segundo dedo seria o planejamento participativo, com o objetivo principal de “fazer com que os que estão embaixo da pirâmide possam ser erguidos a um nível que lhes assegure uma vida decente”.

 

“Os mercados têm a vista curta e a pele grossa, preocupam-se com o imediato e não contabilizam os custos sociais. Precisamos pautar as nossas ações numa visão de longo prazo para evitar catástrofes”, ressaltou.

 

O terceiro seria a segurança alimentar remetendo à necessidade de se colocar em pauta a questão das reformas agrárias e considerar também a revolução azul, a da água.

 

A segurança energética seria o quarto pilar para um planejamento com condições de propor soluções validas, notou Sachs, citando a necessidade de uma estratégia gradual de saída das energias fósseis e mantendo distância do uso excessivo da energia nuclear. “O que nos remete a um enorme capitulo de energias renováveis”, conclui.

 

O quinto dedo seria a cooperação internacional. Sachs sugere soluções para o financiamento de um fundo para ações voltadas ao desenvolvimento sustentável, como o repasse de 1% do PIB dos países ricos, impostos sobre as emissões de dióxido de carbono e taxas sobre o uso do espaço aéreo e marinho para o transporte. Outra medida seria reorganizar a cooperação técnica, “utilizando a geografia dos biomas, estabelecendo uma cooperação entre países que compartem o mesmo bioma”.

 

Alinhado com as discussões realizadas na Cúpula dos Povos, Sachs conclui que “não são novas formas que devemos procurar e sim novos conteúdos”.

“É perigo pintar de verde e dizer que mudou, esse debate deve focar nos conteúdos por que pode haver formas plurais de chegar ao mesmo resultado…Temos q propor linhas de ação e olhar se tem mudança de conteúdo e não só declaração de amor a natureza”, alertou.

Após Sachs focar parte das suas propostas na redução das desigualdades, Carlos Lopes também enfatizou que no mundo atual este de fato é um dos maiores problemas.

 

Rio +20

 

O debate para um novo contrato social foi programado para o sábado, propositalmente posterior ao término da Rio+20 para poder ser construído a partir de suas bases.

 

Em uma avaliação crítica dos resultados da conferência no Rio, Achim Steiner comparou o documento final a um livro de culinária com muitos ingredientes, mas sem receitas completas.

 

“A declaração tem muitos ingredientes, mas, em várias questões que aborda, seu ‘modo de fazer’ deixa a desejar”, afirmou, acrescentando: “Ainda assim, como nos livros de receita, o documento tem informações suficientes para colocarmos a mão na massa e continuarmos a busca por um novo contrato social, um novo modelo de desenvolvimento”.

 

Carlos Lopes demonstra um ponto de vista mais otimista calcando no fato que os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, cujo prazo é 2015, foram negociados durante anos para, finalmente, se ter dois parágrafos adotados em 2010 em Johanesburgo e apesar disso, enfatiza, muito já se fez para o seu alcance.

“Não fico admirado do progresso não ser assim tão rápido quanto queremos”, conclui Lopes.

 

Para Pachauri, a dificuldade em progredir não está na aceitação de nas novas ideais, mas sim em fugir das velhas.

 

“Chegou a hora do conhecimento se tornar o maior indutor das ações”, ressaltou concordando com a proposta de Sachs de se criar uma taxa pelo uso dos bem globais comuns. “A herança é de todos, mas parece não pertencer a ninguém”, lamentou.

Durante as discussões finais, Oded Grajew, fundador da Abrinq, do Instituto Ethos e do Movimento Nossa São Paulo, constatou que outro grande entrave está na desconfiança da sociedade em relação aos governos.

 

“Há um ceticismo muito grande das relações entre governos, um exemplo é que dos cinco membros permanentes do conselho de segurança da ONU, apenas um dos presidentes esteve aqui (no Rio). A primeira ministra da Alemanha estava vibrando no futebol enquanto isso”, criticou.

 

Ele reenfatizou que o debate fundamental na construção de um novo contrato social é o combate a desigualdade, pois apenas à pobreza “é insuficiente”.

“Mesmo em países onde não há pobreza há conflitos. Para sermos seres com convicções parecidas é importante um novo contrato”, comentou. Além disso, este processo tem que ser resolvido sem violência, completa Grajew.

 

“Os cinco membros permanentes do conselho de segurança da ONU são os grandes vendedores de armas do mundo”, alerta.

 

O ultimo fator importante em seu ponto de vista seria o fator intergeracional, ou seja, deixar um mundo melhor para as futuras gerações.

 

“Os governo não representam mais as pessoas e sim os interesses de quem tem mais poder. Se o contrato de 92 (Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento de 1992, também no Rio de Janeiro) for pra ser ratificado, que até agora não foi, precisamos de um movimento civil, a sociedade precisa ser reintegrada no processo”, concluiu. (Instituto CarbonoBrasil)

 

REÚSO DE ÁGUA EMPREGADA NO PROCESSAMENTO DE CAFÉ SERÁ APRESENTADA A CAFEICULTORES

REÚSO DE ÁGUA EMPREGADA NO PROCESSAMENTO DE CAFÉ SERÁ APRESENTADA A CAFEICULTORES

Entre as vantagens do sistema, estão a economia de 90% do consumo de água; o baixo custo para instalação e manutenção, viabilizando a adoção por pequenos produtores e a preservação do meio ambiente. leia mais

As diretrizes para a pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I)

A adoção de um sistema de gestão da PD&I deve ser considerada como uma decisão estratégica da organização. leia mais

Depois da Rio+20

Habilidades são a chave para o desenvolvimento sustentável em tempos de mudança global. leia mais

Inventários

Empresas com ações na Bolsa de Londres serão obrigadas a divulgar emissões (TN Sustentavel)

 

Rio+20 - Economia verde

Ministros das finanças dos países do G20 discutem os meios para garantir desenvolvimento sustentável

segunda-feira, 25 de junho de 2012

LIBRO SOBRE LA SITUACIÓN ACTUAL DE LOS GLACIARES

Glaciares Andinos, recursos hídricos y cambio climático: los desafíos para la Justicia Climática en el Cono Sur

 

Es el nombre del libro presentado este viernes 22 de junio por la ONG Programa Conosur Sustentable en el Pabellón de Montañas, en Río de Janeiro, como parte de las actividades de la Cumbre Río+20.

“Los glaciares son las primeras víctimas del cambio climático y por eso es necesario conocer y documentar lo que está sucediendo”, dijo Alejandra Flores, de la Fundación Solón de Bolivia quien participó de la presentación.

Un ejemplo es lo que viene ocurriendo en Bolivia, donde la montaña Chacaltalla, una de las más alta del mundo para esquiar, se quedó sin nieve, y el glaciar Mururata ha perdido el 20.13% de su superficie desde 1956 hasta el 2008.

Esta realidad la comparten otros países del cono sur como Chile, Perú y Argentina, donde el incremento de la temperatura, la reducción de las lluvias y el cambio climático en general han provocado el derretimiento de glaciares andinos.

El objetivo de la publicación es contribuir a la discusión sobre el rápido retroceso y destrucción de los glaciares existentes en los países andinos del cono sur, como consecuencia del cambio climático y la minería, y de esta manera promover la generación de políticas públicas para proteger estas reservas de agua.

Descargue el libro completo AQUI

 

 

APROPOSTA DE UMA ECONOMIA VERDE PODE SER UMA ERRADA?

A omissão dos direitos reprodutivos é um passo atrás em relação a acordos anteriores”, declarou Gro Harlem Brundtland. Foto: UN Photo/Mark Garten

 

Rio de Janeiro, Brasil, 25/6/2012 (TerraViva) – A Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, terminou com ganhadores e perdedores, mas principalmente com perdedores. A Organização das Nações Unidas (ONU) e o Brasil, junto com as grandes empresas, deram um giro positivo no resultado da Conferência, realizada 20 anos depois da Cúpula da Terra.

 

Seu resultado foi um novo documento histórico que mudará o mundo, segundo afirmaram. No entanto, a maioria dos representantes da sociedade civil e feministas expressaram sua desilusão e indignação pelo texto final, intitulado O Futuro que Queremos, aprovado no dia 22 pelos líderes mundiais. A comparação com a Agenda 21, aprovada em 1992, foi inevitável.

 

Anita Nayar, da organização Alternativas de Desenvolvimento com Mulheres para uma Nova Era (Dawn), com sede em Manila, disse à IPS que no acordo histórico adotado em 1992 houve cerca de 170 referências às questões de gênero em um capítulo inteiro sobre as mulheres. No documento O Futuro que Queremos há apenas umas 50, e estas foram atenuadas e usadas como elementos de negociação por parte dos Estados, ressaltou.

 

“Tampouco é um simples assunto de menções a temas de gênero, pois alguns Estados exibem claramente uma falta de vontade de acordar ações concretas e uma debilidade geral de compromissos internacionalmente acordados sobre a igualdade de gênero e o empoderamento das mulheres”, acrescentou Nayar. Segundo a ativista, enquanto, em geral, os direitos humanos são afirmados no contexto da saúde sexual e reprodutiva, a omissão específica dos direitos reprodutivos é flagrante.

 

Igualmente crítica foi Gro Harlem Brundtland, ex-primeira-ministra da Noruega e presidente da comissão que leva seu nome e que há 25 anos centrou a atenção mundial no conceito de desenvolvimento sustentável. “A declaração da Rio+20 não faz o suficiente para colocar a humanidade em um caminho sustentável, décadas depois de se ter acordado que isto é essencial, tanto para as pessoas como para o planeta. Entendo a frustração causada pela Conferência”, disse em um comunicado.

 

Brundtland, que integra o grupo chamado The Elders (Os Anciãos), disse que “já não podemos presumir que nossas ações coletivas não gerarão pontos de inflexão, já que os umbrais ambientais foram violados, correndo o risco de danos irreversíveis, tanto para os ecossistemas como para as comunidades humanas. Estes são fatos, mas se perderam no documento final. Também é lamentável a omissão dos direitos reprodutivos, que é um passo atrás em relação a acordos anteriores. Entretanto, com este texto imperfeito temos que avançar. Não há alternativa”.

 

As reações de organizações da sociedade civil foram majoritariamente negativas. Anil Naidoo, do Conselho de Canadenses (a maior organização de cidadãos do Canadá) se manifestou contra o conceito de economia verde promovido na Rio+20. “Não havia visto tanta falta de cobertura verde desde o último Dia de São Patrício. O documento nem se aproxima do futuro que realmente queremos, e isso porque foi escrito considerando os interesses de uma minoria”, ressaltou.

 

Noelene Nabulivou, da Fiji Women’s Action for Change (Ação das Mulheres de Fiji pela Mudança), declarou à IPS que, “como ativista do Pacífico, vejo claramente os impactos catastróficos da mudança climática, a perda de biodiversidade e o aumento do nível do mar. A Rio+20 não faz justiça ao imediatismo e à severidade deste problema mundial”.

 

A uruguaia Nicole Bidegain, do Escritório de Gênero e Educação do Conselho Internacional para a Educação de Pessoas Adultas (Icae), afirmou que “a economia verde simplesmente reforça o atual modelo de desenvolvimento, baseado na produção e no consumo excessivos. São promovidos os mesmos mecanismos financeiros que causaram múltiplas crises desde 2008”, sem levar em conta os impactos negativos sobre os direitos e o sustento das mulheres.

 

Segundo Bidegain, o setor privado é priorizado sobre o público como fonte de financiamento. “Isto é irônico, já que o setor privado está envolvido na maximização do lucro de curto prazo, não nos investimentos de longo prazo necessários para a transição para um desenvolvimento sustentável, genuíno, centrado nas pessoas”, afirmou.

 

Monica Novillo, da boliviana Coordenadoria da Mulher, disse que veio “à Rio+20 com grandes expectativas de que os governos agregassem a histórica resolução sobre saúde e direitos sexuais e reprodutivos para jovens e adolescentes, adotada na 45ª Comissão de População e Desenvolvimento”. O Brasil teve um papel crucial na criação deste resultado, “por isso eu esperava que defendesse fortemente estes direitos fundamentais na Rio+20, contra uma minoria de governos conservadores”, afirmou. Embora na Rio+20 tenham sido reafirmadas as agendas do Cairo e de Pequim sobre população e mulheres, é hora de estes acordos serem plenamente implantados, enfatizou.

 

Gita Sen, da Dawn, lamentou que a cúpula praticamente tenha enterrado os direitos reprodutivos. “Neste documento fica muito claro que há uma contínua guerra contra os direitos humanos das mulheres, lançada pelo Vaticano junto com alguns governos muito conservadores”, afirmou à IPS. Envolverde/IPS

 

 

Como chegamos até aqui?

Vitae Civilis analisa a trajetória das cinco versões apresentadas para a declaração oficial da Rio+20. Conheça os textos na íntegra, um quadro comparativo e outros documentos para download. Leia mais

 

Não em nosso nome

Organizações sociais exigem a retirada do trecho “com plena participação da sociedade civil” da declaração oficial da Rio+20. Leia mais

RIO + 20: RESULTADOS COLHIDOS E POSSIBILIDADES SEMEADAS

A Rio +20 foi a Conferência Oficial. Supunha-se que os governantes e representantes de Estado se comprometeriam com um projeto de desenvolvimento no qual o meio-ambiente é sujeito de direitos. A sociedade organizada esperava que o respeito aos bens naturais fosse considerado como um pressuposto ético, acreditando que o meio-ambiente não é algo a ser preservado simplesmente para continuar sendo explorado.

 

Mas, na avaliação da Cúpula dos Povos, evento paralelo à Rio + 20 que reuniu mais de 20 mil pessoas por dia representando a sociedade civil e os movimentos sociais, isso não aconteceu. Segundo Leonardo Boff, líder ambientalista que discursou em diversas plenárias da Cúpula, os debates da Conferência Oficial continuaram dentro do discurso do desenvolvimento econômico, e não se pôde alcançar uma discussão elevada no sentido do respeito à natureza, pois em nenhum momento existiu espaço para a discussão sobre ética e espiritualidade.

 

Dentre as atividades da Cúpula, modelos de desenvolvimento alternativos como as ecovilas e a educação para um novo tempo, a agroecologia como proposta alternativa ao agronegócio, o resgate de saberes dos povos tradicionais e a valorização dos indígenas, quilombolas, agricultores familiares; a diversidade de saberes e a unidade nos valores de respeito e solidariedade.  Nas plenárias da Cúpula, não houve aprovação  à “economia verde”, termo criado para sintetizar a proposta da Conferência Oficial. Os governantes e órgãos internacionais propõem fazer uma adaptação do sistema atual para as necessidades ambientais e não uma mudança estrutural, como defendem os movimentos e pessoas representadas pela Cúpula. Questionou-se o PIB (Produto Interno Bruto) como indicador do desenvolvimento de um povo e apresentou-se o FIB (Felicidade Interna Bruta) como forma de medição mais eficiente.

 

Os movimentos sociais elaboraram um documento alternativo ao documento da Conferência Oficial. Da Rio + 20 saiu “O futuro que queremos”. Da Cúpula dos Povos, A “Declaração Final em Defesa dos Bens Comuns e contra a mercantilização da vida”, além da discussão de 5 plenárias apontando causas estruturais de paradigmas atuais e possíveis soluções. (Leia: http://cupuladospovos.org.br/2012/06/confira-os-documentos-produzidos-nas-plenarias-da-cupula/)

 

Marina Silva

 

Com um discurso envolvente que sintetizou os anseios da sociedade civil que participou da Cúpula, Marina Silva conquistou plenárias lotadas. Ela falou da Teologia da Libertação como seu referencial ético na política. Homenageando Edgar Morin, citou a necessidade de processos multicêntricos e do diálogo de saberes. Questionando a Conferência Oficial onde engravatados de preto refletiam nas vestimentas a pouca diversidade de saberes em diálogo, Marina propôs um deslocamento do centro de poder; do centro estagnado para a borda, criando novos centros.

 

Mas avaliou como positivo tudo que aconteceu, principalmente a participação das pessoas. Estávamos ali todos mobilizados, um Brasil que compareceu, e não era por Carnaval ou futebol. Pois, citando Vitor Hugo, não há como deter uma ideia cujo tempo chegou.

 

Ela falou contra as dicotomias; contra a oposição.  Não é disso, segundo ela, que o mundo precisa. O que é necessário é posição. E foi contra as ideias “pragmáticas, objetivas, realistas”. Disse que precisamos ser sonhadores. Afirmou que se ela fosse “pragmática, objetiva e realista” não estaria ali, não teria chegado aonde está. Que a luta de nossa juventude é essa: passou “O petróleo é nosso”, o novo exige “As florestas são nossas”. E por fim, mandou um recado “amoroso” a presidenta Dilma - e ao incluir a amorosidade em seu discurso deu uma demonstração clara de que está afinada com a luta da nova juventude, que exige um posicionamento ético e uma relação com a espiritualidade - : “Brasil Urgente! O planeta está doente!”

 

Voltando à política – uma análise em 1ª. pessoa

Depois de sonhar com a clara emergência de uma nova liderança afinada com o pensamento sistêmico e respeitadora das diversidades, sou levada a naufragar na lama. Nada é perfeito, especialmente na política, onde por mais de 500 anos permanece atual o princípio maquiavélico.

 

Segundo integrantes do movimento contra a mineração, Marina apoiou nas últimas eleições o político José Fernando Aparecido (PV), ex-prefeito de Conceição do Mato Dentro de 2000 a 2006, quando foi aprovada a entrada da mineradora MMX na cidade, comandada por Eike Batista. Este último é um dos homens mais ricos do mundo, que ganhou dinheiro comprando terrenos a preços de banana e vendendo-os depois como riquezas minerais. Hoje nas mãos da Anglo Gold, a mineração em Conceição do Mato Dentro, é conhecida como um dos piores negócios para a  população local. A cidade inchou, tem de arcar com inúmeras dificuldades ambientais e sociais, e as condicionantes que a mineradora deveria cumprir até hoje não foram cumpridas; ou seja, exploração sem compensação. (Leia:http://www.uai.com.br/htmls/app/noticia173/2010/03/28/noticia_economia,i=153341/DISPUTA+ENTRE+MINERADORAS+E+PRESERVACAO+DEIXA+CIDADE+EM+PE+DE+GUERRA.shtml)

 

A campanha de Zé Fernando teria sido também financiada por Eike Batista, e Marina Silva estava a par disso quando resolveu apoiar a candidatura dele.

 

O problema não é a escassez de alimentos, mas a má distribuição

 

Movimentos sociais estão chegando à conclusão de que se ainda há 1 bilhão de pessoas no mundo passando fome, não é por falta de alimento. O mundo produz o suficiente para alimentar o dobro de sua população; só que a maior parte do que se produz vai alimentar animais para abastecer de carne os mercados mais ricos. Outros 30% da produção mundial de alimentos são desperdiçados, num sistema de transporte, armazenamento e distribuição precário, em que o alimento é produzido longe de seus mercados consumidores. Contradição ainda maior: depois que os transgênicos foram introduzidos nas plantações, os índices de fome  no mundo só aumentaram.

 

Presente nos debates que mais atraíram pessoas durante a Cúpula, Vandana Shiva, ativista indiana contra as patentes das sementes e ganhadora do Prêmio Nobel, afirmou que as monoculturas e os transgênicos destruíram a cultura milenar do algodão na Índia e foram responsáveis por 250 mil suicídios em 15 anos. As sementes transgênicas de algodão já não são mais tão resistentes quanto pregava a Monsanto e hoje, já sem suas sementes tradicionais, os agricultores indianos dependem de um modelo perverso de compra de sementes e herbicidas. Vandana afirma que as sementes não podem ser propriedade privada e defende diversidade e autonomia para cada agricultor. As monoculturas presentes nos sistemas de plantio, mas também nas mentes humanas, comprometem a resiliência do homem sobre o planeta. Sistemas complexos e diversos -policulturas- tem maior probabilidade de sucesso. (Indica-se o livro de Vandana: "Monoculturas da mente")

 

O modelo de agricultura extensiva atual é concentrador: 70% da água gasta no planeta vai para irrigação das monoculturas e 85% das terras mundiais estão na mão do agronegócio, embora este seja responsável por menos de 30% do alimento que chega à mesa. Isto porque a produção do agronegócio – grãos e biomassa- é destinada prioritariamente à alimentação de animais para produção de carne. Os grãos são exportados e se destinam a apenas 16% da população mundial, que consome 78% do total de tudo que é produzido no planeta.

 

Conclusão:

1- Apesar de ocupar menos de 15% das terras mundiais, a agricultura familiar responde por 70% da alimentação mundial. O resgate dos saberes locais, de padrões alimentares não-globalizados e a defesa da agroecologia como modelo alternativo ao agronegócio são tendências atuais para uma nova forma de organização e produção menos concentradora das riquezas.

2- Uma elite do planeta consome mais de três quartos da produção mundial e precisa urgentemente rever seus padrões de consumo. Se toda a população mundial pudesse consumir como essa elite consome, não seria possível ao planeta renovar os recursos necessários à sustentação desse padrão. As perguntas e a ética dos permacultores são bons parâmetros nesse momento: O que é necessário à minha sobrevivência? O que é supérfluo? Que modelo de desenvolvimento estou alimentando com minhas escolhas de consumo? (Fonte: Coluna do Meio Ambiente)

 

Fontes: - Excelente entrevista com Vandana Shiva:http://www.brasildefato.com.br/node/9778

-http://www.agroecologia.org.br/index.php/noticias/232-a-agroecologia-e-a-esperanca-globalizada

-http://www.agroecologia.org.br/index.php/temas-prioritarios/construcao-do-conhecimento-agroecologico2/236-a-economia-verde-e-um-cavalo-de-troia-invisivel

-http://www.agroecologia.org.br/index.php/temas-prioritarios/construcao-do-conhecimento-agroecologico2/236-a-economia-verde-e-um-cavalo-de-troia-invisivel

-http://g1.globo.com/natureza/rio20/traduzindo-a-rio20/platb/2012/06/21/no-texto-final-o-curto-prazo-tem-mais-urgencia-que-o-longo-prazo/

http://g1.globo.com/platb/mundo-sustentavel/

-http://www.agroecologia.org.br/index.php/noticias/203-movimentos-reafirmam-suas-proposicoes-para-politica-nacional-de-agroecologia-e-producao-organica

-http://www.agroecologia.org.br/index.php/noticias/226-por-busca-de-solucoes-na-producao-de-alimentos

-http://www.agroecologia.org.br/index.php/noticias/229-agricultura-industrial-um-dos-componentes-centrais-da-crise-climatica

-http://www.agroecologia.org.br/index.php/noticias/231-pat-mooney-custo-de-pesquisa-de-sementes-transgenicas-e-136-vezes-maior

sexta-feira, 22 de junho de 2012

DECLARAÇÃO FINAL DOS MOVIMENTOS SOCIAIS E AMBIENTALISTAS NA CUPULA DOS POVOS

CÚPULA DOS POVOS NA RIO+20 POR JUSTIÇA SOCIAL E AMBIENTAL - DECLARAÇÃO FINAL

 

EM DEFESA DOS BENS COMUNS, CONTRA A MERCANTILIZAÇÃO DA VIDA

 

Movimentos sociais e populares, sindicatos, povos e organizações da sociedade civil de todo o mundo presentes na Cúpula dos Povos na Rio+20 por Justiça Social e Ambiental, vivenciaram nos acampamentos, nas mobilizações massivas, nos debates, a construção das convergências e alternativas, conscientes de que somos sujeitos de uma outra relação entre humanos e humanas e entre a humanidade e a natureza, assumindo o desafio urgente de frear a nova fase de recomposição do capitalismo e de construir, através de nossas lutas, novos paradigmas de sociedade.

 

A Cúpula dos Povos é o momento simbólico de um novo ciclo na trajetória de lutas globais que produz novas convergências entre movimentos de mulheres, indígenas, negros, juventudes, agricultores/as familiares e camponeses, trabalhadore/as, povos e comunidades tradicionais, quilombolas, lutadores pelo direito a cidade, e religiões de todo o mundo. As assembléias, mobilizações e a grande Marcha dos Povos foram os momentos de expressão máxima destas convergências.

As instituições financeiras multilaterais, as coalizões a serviço do sistema financeiro, como o G8/G20, a captura corporativa da ONU e a maioria dos governos demonstraram irresponsabilidade com o futuro da humanidade e do planeta e promoveram os interesses das corporações na conferência oficial. Em constraste a isso, a vitalidade e a força das mobilizações e dos debates na Cúpula dos Povos fortaleceram a nossa convicção de que só o povo organizado e mobilizado pode libertar o mundo do controle das corporações e do capital financeiro.

 

Há vinte anos o Fórum Global, também realizado no Aterro do Flamengo, denunciou os riscos que a humanidade e a natureza corriam com a privatização e o neoliberalismo. Hoje afirmamos que, além de confirmar nossa análise, ocorreram retrocessos significativos em relação aos direitos humanos já reconhecidos. A Rio+20 repete o falido roteiro de falsas soluções defendidas pelos mesmos atores que provocaram a crise global. À medida que essa crise se aprofunda, mais as corporações avançam contra os direitos dos povos, a democracia e a natureza, sequestrando os bens comuns da humanidade para salvar o sistema economico-financeiro.

 

As múltiplas vozes e forças que convergem em torno da Cúpula dos Povos denunciam a verdadeira causa estrutural da crise global: o sistema capitalista associado ao patriarcado, ao racismo e à homofobia.

 

As corporações transnacionais continuam cometendo seus crimes com a sistemática violação dos direitos dos povos e da natureza com total impunidade. Da mesma forma, avançam seus interesses através da militarização, da criminalização dos modos de vida dos povos e dos movimentos sociais promovendo a desterritorialização no campo e na cidade.

Avança sobre os territórios e os ombros dos trabalhadores/as do sul e do norte. Existe uma dívida ambiental histórica que afeta majoritariamente os povos do sul do mundo que deve ser assumida pelos países altamente industrializados que causaram a atual crise do planeta.

 

O capitalismo também leva à perda do controle social, democrático e comunitário sobre os recursos naturais e serviços estratégicos, que continuam sendo privatizados, convertendo direitos em mercadorias e limitando o acesso dos povos aos bens e serviços necessários à sobrevivencia.

 

A atual fase financeira do capitalismo se expressa através da chamada economia verde e de velhos e novos mecanismos, tais como o aprofundamento do endividamento público-privado, o super-estímulo ao consumo, a apropriação e concentração das novas tecnologias, os mercados de carbono e biodiversidade, a grilagem e estrangeirização de terras e as parcerias público-privadas, entre outros.

 

As alternativas estão em nossos povos, nossa história, nossos costumes, conhecimentos, práticas e sistemas produtivos, que devemos manter, revalorizar e ganhar escala como projeto contra-hegemônico e transformador.

 

A defesa dos espaços públicos nas cidades, com gestão democrática e participação popular, a economia cooperativa e solidária, a soberania alimentar, um novo paradigma de produção, distribuição e consumo, a mudança da matriz energética,  são exemplos de alternativas reais frente ao atual sistema agro-urbano-industrial.

 

A defesa dos bens comuns passa pela garantia de uma série de direitos humanos e da natureza, pela solidariedade e respeito às cosmovisões e crenças dos diferentes povos, como, por exemplo, a defesa do “Bem Viver” como forma de existir em harmonia com a natureza, o que pressupõe uma transição justa a ser construída com os trabalhadores/as e povos. A construção da transição justa supõe a liberdade de organização e o direito a contratação coletiva e políticas públicas que garantam formas de empregos decentes.

 

Reafirmamos a urgência da distribuição de riqueza e da renda, do combate ao racismo e ao etnocídio, da garantia do direito a terra e território, do direito à cidade, ao meio ambiente e à água, à educação, a cultura, a liberdade de expressão e democratização dos meios de comunicação, e à saúde sexual e reprodutiva das mulheres.

 

O fortalecimento de diversas economias locais e dos direitos territoriais garantem a construção comunitária de economias mais vibrantes. Estas economias locais proporcionam meios de vida sustentáveis locais, a solidariedade comunitária, componentes vitais da resiliência dos ecossistemas. A maior riqueza é a diversidade da natureza e sua diversidade cultural associada que estão intimamente relacionadas.

 

Os povos querem determinar para que e para quem se destinam os bens comuns e energéticos, além de assumir o controle popular e democrático de sua produção. Um novo modelo enérgico está baseado em energias renováveis descentralizadas e que garanta energia para a população e não para corporações.

A transformação social exige convergências de ações, articulações e agendas comuns a partir das resistências e proposições necessárias que estamos disputando em todos os cantos do planeta. A Cúpula dos Povos na Rio+20 nos encoraja para seguir em frente nas nossas lutas.

Rio de Janeiro, 15 a 22 de junho de 2012.

 

Comitê Facilitador da Sociedade Civil na Rio+20 – Cúpula dos Povos (Fonte: EcoAgência)

quinta-feira, 21 de junho de 2012

CRISE NA EUROPA E ELEIÇÃO NOS EUA ATRAPALHARAM A RIO+20, DIZ BRUNDTLAND

Assessora de Ban Ki-Moon, ex-primeira-ministra da Noruega, Gro Harlem Brundtland, durante coletiva de imprensa na Rio +20 (Reprodução/Internet)

 

'Mãe de sustentabilidade', Gro Harlem Brundtland lamenta a ausência de Barack Obama e David Cameron na conferência e garante: 'Não precisamos reinventar a roda'

AUSÊNCIAS SENTIDAS

 

Para Gro Harlem Brundtland, ex-premier norueguesa e uma das principais protagonistas da Cúpula da Terra Rio92, construir um consenso global sobre a sustentabilidade está se tornando cada vez mais difícil, ainda mais com a crise econômica e um clima político dos EUA que é cada vez mais hostil à ação sobre as mudanças climáticas.

 

Brundtland lamentou a ausência de Barack Obama, David Cameron e muitos outros líderes mundiais na conferência Rio +20 e afirmou que enfrentamos circunstâncias que são muito diferentes das de 1992. “As ausências não são boas. Uma explicação são as dificuldades terríveis na Europa. Os problemas econômicos que alguns países enfrentam tornam mais difíceis os acordos sobre coisas que eles teriam acordado antes de 2008.” Nos EUA, Brundtland vê um declínio preocupante no apoio político para as questões ambientais. ”A cena eleitoral é um fator evidente na decisão de Obama de não estar na Rio+20. A política norte-americana está deteriorando no que diz respeito às questões ambientais”.

Bruntland afirmou entender porque as pessoas se sentem desiludidas e impotentes diante do acordo amplamente criticado por estabelecer metas inadequadas para tirar a economia global de um caminho ambientalmente destrutivo.

Mundo deteriorado

Em 1983, foi dada a Brundtland a tarefa mais importante no mundo: traçar um novo caminho para a humanidade que restaurasse o equilíbrio entre crescimento econômico e proteção ambiental, ou, como muitas vezes aparecia nas manchetes dos jornais, para “salvar o planeta”. A Comissão de Bruntland passou a definir o que é agora referido como “desenvolvimento sustentável” e abriu o caminho para a cúpula de 92 que estabeleceu os projetos de governança ambiental global, incluindo as convenções fundamentais sobre o clima e a biodiversidade. Desde então, as taxas de pobreza melhoraram, embora o ambiente global tenha se deteriorado drasticamente à medida que 1,6 bilhão de pessoas foram acrescentadas à população, os níveis de consumo têm aumentado nos países ricos e a classe média cresce cada vez mais nas economias emergentes.

Bruntland disse que o declínio do meio-ambiente foi previsto em 1992, mas as medidas que foram acordadas para enfrentá-lo não foram devidamente realizadas. Para ela, as falhas foram na implementação e não na estratégia original. “Nós não precisamos reinventar a roda e pensar em novos conceitos e estratégias. O ponto é a falta de vontade política e de acompanhamento às decisões que foram feitas e os conceitos que foram acordados no Rio há vinte anos.”

Enquanto a primeira Cúpula da Terra foi impulsionada pelo otimismo e idealismo para salvar o planeta, os negociadores da Rio+20 parecem mais preocupados com a auto-sobrevivência e o lucro.Um dos principais instrumentos mencionados no documento atual é a promoção de uma “economia verde”, que visa a criação de empregos e lucros através da baixa emissão de carbono, com a economia de recursos das empresas. Há também a intenção de estabelecer um valor econômico aos benefícios ambientais da natureza, e para incorporar fatores ambientais, juntamente com o PIB, como medida de bem-estar nacional. O objetivo das negociações é interligar três pilares – sociedade, economia e meio ambiente. Isso alarmou muitos ativistas que dizem que ao ambiente deve ser dada maior prioridade, pois é a base sem a qual é impossível construir a economia ou uma sociedade.

 

Bruntland disse que a dependência da humanidade sobre a terra deve permanecer na mente das pessoas, mas seria ingênuo prosseguir com uma estratégia improvável de conseguir apoio generalizado. “O idealismo não é suficiente. Vemos isso. Mas não deve ser deixado para trás”.

 

Chegando ao limite

A “mãe da sustentabilidade”, como Bruntland às vezes é conhecida, expressa alarme sobre muitas das tendências que tem observado: “Estamos nos aproximando dos limites em muitas áreas, o que leva ao aumento da pressão sobre o meio ambiente e os preços das commodities. Precisaremos de cerca de 45% mais de comida em 2050 do que temos hoje”. Como muitas instituições científicas, ela acredita que a chave para uma solução seria o fornecimento de anticoncepcionais para as 215 milhões de mulheres no mundo que querem planejamento familiar, mas isso tem sido negligenciando devido às crescentes sensibilidades políticas em torno da questão.

 

Além de assessorar o secretário geral da ONU, Ban Ki-moon, Bruntland está no Brasil como uma das representantes de um grupo de estadistas sênior, incluindo Nelson Mandela, o arcebispo Tutu, Jimmy Carter e Mary Robinson, que estão comprometidos com um mundo sustentável e justo. Eles têm realizado eventos conjuntos com grupos de jovens em uma tentativa de sensibilizar, transmitir conhecimentos e, em conjunto, procurar uma solução.

 

Indagada se a humanidade terá que esperar até o previsível pico da população humana, em 2050, antes de começar a investir em melhorias e na preservação do meio-ambiente, Brundtland dá uma resposta rápida: “Não, não podemos fazer isso, seria um desastre. A Rio +20 deve ser um ponto de virada para as gerações futuras e para o planeta”.Fontes: The Guardian - Eurozone crisis and US presidential race 'damaged Rio+20 prospects'

 

Río+20: Al Encuentro de la Cumbre de los Pueblos

En los últimos días, la ciudad de Río de Janeiro se ha visto colmada por miles de visitantes de todo el mundo, quienes llegaron no sólo para participar en la Cumbre Oficial Río+20, sino también para formar parte de la Cumbre de los Pueblos.

Se calcula que son más de 10 mil personas que han llegado a participar de esta cumbre. Ellos han implementado su alojamiento en campamentos acondicionados en distintos lugares de la ciudad, uno de ellos el famoso Sambódromo, donde año a año se realiza el Carnaval de Río de Janeiro.

Los participantes de la Cumbre de los Pueblos dialogarán y compartirán sus experiencias en temas como economía solidaria, agro-ecología, cultura digital, acciones de comunidades indígenas y comunidades remanecientes.

Yeny Ugarte, presidenta de la Confederación Campesina del Perú, quien participa de la Cumbre gracias al  apoyo de Vía Campesina, señala que esta es una gran oportunidad para estar presente en estos espacios internacionales, representando a su organización y a las campesinas mujeres de los Andes.

El objetivo de esta cumbre alternativa es contar con un espacio global de la sociedad civil para reflexionar, discutir las causas estructurales de la crisis social y medioambiental. Las actividades son autogestionadas por las organizaciones que las presentan y son de ingreso libre.

La Cumbre de los Pueblos se desarrollará entre el 15 y 23 de junio en el Aterro do Flamengo  en Río de –Janeiro desde las 9 a.m. y se espera que más de 20 mil personas la visiten. Para ver  la programación de la Cumbre de los Pueblos en el siguiente enlace:http://cupuladospovos.org.br/programacao-de-hoje/#

 

Presidente Ollanta Humala inaugura Pabellón de Montañas en Río+20

El Presidente de Perú, Ollanta Humala, inauguró oficialmente el Pabellón de Montañas, ubicado en el Parque de los Atletas, en Río de Janeiro como parte de las actividades oficiales de la Cumbre Río +20.

Tras reconocer que el 10% de la población vive en las montañas, Humala señaló que a pesar que no gozan de todas las necesidades, son personas que trabajan en la preservación de la riqueza que tenemos en este hábitat.

En la ceremonia de inauguración oficial lo acompañaron, el ministro de Relaciones Exteriores de Austria, Wolfang Waldner y el Jefe del Sistema de Ayuda Humanitaria de Suiza, embajador Manuel Bessler.

Más adelante Ollanta Humala saludó y reconoció el espacio de diálogo iniciado por los países que tienen montañas, entre ellos Perú, con el fin de crear el desarrollo sostenible del medio ambiente.

Reconoció que las montañas son las primeras afectadas por el cambio climático, de ahí la importancia de trabajar en la economía verde y el desarrollo sostenible en tanto permite mejorar las condiciones de vida de la población.
"Que este esfuerzo nos sirva para nuestros hijos y nuestras futuras generaciones" puntualizó el Presidente Humala.

También participaron de la ceremonia de inauguración del Pabellón de Montañas, el ministro del Ambiente de Perú, Manuel Pulgar Vidal; el ministro de Relaciones Exteriores de Perú, Rafael Roncagliolo, la parlamentaria andina, Hilaria Supa, entre otras importantes autoridades de Suiza, Austria, Nepal y Bhutan.

Ver nota en: http://www.infoandina.org/node/138922

El Pabellón de Montañas en la Cumbre Río+20 fue el escenario de la presentación de la Agenda Ambiental Andina 2012-2016 que estuvo a cargo de María Teresa Becerra, coordinadora medio ambiente de la Secretaría general de la Comunidad Andina (SGCAN).

María Teresa Becerra dijo que este documento es  un plan de largo plazo,  "su implementación no es sólo tarea de los gobiernos ni de la secretaria general de la CAN",  invocó la funcionaria de la CAN al momento de señalar que la cooperación internacional y la sociedad civil deben también apoyar la puesta en marcha de esta agenda, "queremos que sea una guía de trabajo regional", subrayó la funcionaria de la CAN.

El objetivo de la Agenda Ambiental  Andina 2012-2016 es orientar las acciones conjuntas en los cuatro países que la integran (Ecuador, Colombia, Bolivia y Perú) para la coordinación de políticas y estrategias comunitarias que permitan mejorar la gestión ambiental y el desarrollo sostenible.  Cuenta con tres ejes estratégicos que son la biodiversidad, el cambio climático y la gestión integral de recursos hídricos

La actividad que se realizó el último domingo, contó la presencia de Adriana Soto, Viceministra del Ambiente de Colombia y de Gabriel Quijandría,  Viceministro de Desarrollo Estratégico de los Recursos Naturales del Ministerio del Ambiente de Perú.

Para la Viceministra del Ambiente de Colombia, la Agenda Ambiental Andina refleja las prioridades de su país y consideró que es una oportunidad para intercambiar experiencias de gestión entre los países de la CAN y para abrir paso al apoyo de la cooperación internacional en su implementación.Fuente: http://pavilion.minam.gob.pe/es/node/65812

CONSUMO SUSTENTÁVEL É ESCOLHA PESSOAL E POLÍTICA, AFIRMAM DEBATEDORES

“A Rio +20 está discutindo a erradicação da miséria como forma de sustentabilidade e a educação e as tecnologias estão sendo vistas como aliadas. Já existem muitas inciativas acontecendo, mas são pouco vistas. Daí a importância deste debate”, afirmou a secretária geral do Fórum Permanente de Desenvolvimento Estratégico do Estado, Geiza Rocha, durante a rodada de debates “Consumo + Sustentável”, realizado na sede da Fecomércio-RJ, na sexta-feira, dia 15 de junho. Na ocasião foi lançada a campanha “Seja consciente. O benefício é todo seu”, uma realização da Fecomércio sob a coordenação técnica da professora de engenharia ambiental da UFRJ, Kátia Dantas. O objetivo da campanha é promover a redução do consumo de energia, água e papel, além de orientar o comércio para práticas sustentáveis.

 

No debate, que reuniu empresários, representantes da sociedade civil organizada e do poder público, Geiza Rocha falou também sobre a importância do envolvimento do Poder Legislativo nas práticas sustentáveis e em como a sociedade pode participar mais ativamente ao lado da política, para a preservação dos nossos recursos naturais. “Mais do que reunir temos que disponibilizar para todos informações e dados interessantes que muitas vezes ficam restritos aos pequenos grupos”, acredita.

 

O professor Walter Suemitsu, da COPPE/UFRJ, falou sobre a importância dos comerciantes se responsabilizaram por aquilo que vendem. Para ele, iniciativas como a logística reversa, que responsabiliza quem produz a dar a correta destinação final aos resíduos, e a responsabilidade dos estabelecimentos comerciais neste processo. “Com a logística reversa a quantidade de resíduos sólidos diminui e se cria uma responsabilidade compartilhada no que se vende e no que se compra”, afirmou.

 

Para o representante da Fecomércio, Orlando Pimentel, quando se fala em sustentabilidade não é necessário apenas diminuir o consumo, mas fazer as escolhas corretas. “Tudo é uma questão de escolha e decisões políticas e pessoais. Temos que pensar não só na sustentabilidade de um produto mas também em sua cadeia produtiva”, disse.

 

E como exemplos de empresas que pensam na sustentabilidade, Olga Bon, da Ecomoda, falou sobre os seus produtos: “Temos uma parceria com o Instituto 'Doe seu Lixo' e profissionalizamos os catadores. Com o produto reciclado fazemos novas roupas a um preço mais acessível. Também desenvolvemos tecnologias para criar novas fibras menos agressivas a natureza. Não vendemos um produto, vendemos um conceito”, afirmou.

 

Já Andréia Carvalho, da Papel Semente, empresa que vende um papel reciclado que contem sementes e pode ser plantado, acredita que é preciso se reinventar constantemente porque o mundo se reinventa a cada minuto. “Não podemos ter mais as mesmas respostas porque as perguntas são outras. Temos que inovar buscando sempre mobilizar a sociedade para a sustentabilidade. Não podemos ser pessimistas, temos que agir”, conclui Andréia.

terça-feira, 19 de junho de 2012

O socioeconomista franco-polonês Ignacy Sachs abrilhanta a Cuplula do Povos no Rio em conferencia junto com o antropólogo, sociólogo e filósofo francês Edgar Morin

O socioeconomista franco-polonês Ignacy Sachs, aos 85 anos, é um pensador em plena atividade. Sua longa e bela trajetória está marcada por participações em eventos importantes. Esteve presente na organização da Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente, em Estocolmo, realizada em 1972, e na Cúpula da Terra – Eco-92, no Rio de Janeiro. E já confirmou que deixará sua contribuição durante a Rio+20, participando de eventos paralelos no Rio de Janeiro e em São Paulo, entre os dias 13 e 23 de junho.

 

Com uma carreira acadêmica dedicada, em grande parte, ao Centro de Pesquisas do Brasil Contemporâneo na Escola de Altos Estudos de Ciências Sociais (Paris), do qual foi diretor, é reconhecido por ser um dos criadores do conceito do ecodesenvolvimento, que propõe o crescimento econômico no contexto do desenvolvimento social e proteção ambiental.

 

Em entrevista, ele faz uma análise sobre economia verde e governança global e propõe alternativas possíveis de negociações para a Rio+20.

Responsabilidade Social - Após uma experiência de mais de quatro décadas, quais são os caminhos da governança global e da sustentabilidade que o senhor considera necessários, tendo em vista o contexto da crise econômica?

 

Ignacy Sachs - Os mercados deixados a si mesmos têm a vista curta e a pele grossa. Por isso, devemos recolocar no centro das nossas preocupações a volta ao planejamento em longo prazo, visto que, os computadores tomaram o lugar dos "ábacos" (antigo instrumento de cálculo).

Dispomos hoje de um vasto conjunto de experiências de planejamento, muitas delas fracassadas, assim mesmo, suscetíveis de um exame crítico de maneira a propor para o futuro paradigmas eficientes de planejamento democrático, baseado no diálogo entre todos os atores sociais e estruturado ao redor do tripé: objetivos de desenvolvimento sociais, condicionalidade ambiental e viabilidade econômica, esta última por construir.

 

RS - A ecossocioeconomia tem compatibilidade com o que está se propondo como economia verde? Por quê?

IS - A ecossocioeconomia deve se esforçar por utilizar, sempre que possível, recursos renováveis pertencentes à "economia verde", tomando o cuidado de respeitar as condições de sua renovabilidade e obedecendo a preceitos de justiça social na repartição do produto. Por isso, a minha preferência vai à bandeira portuguesa: "verde – vermelha". De qualquer modo, devemos evitar a criação de uma economia verde ao serviço de uma minoria privilegiada.

 

RS - Quais são suas propostas e perspectivas para a Rio+20, agora, em junho? Qual será sua participação no evento?

 

IS - Idealmente, deveríamos completar os fundos de desenvolvimento mobilizados internamente em cada país para a criação de um grande fundo de desenvolvimento internacional, alimentado por 1% do Produto Interno Bruto (PIB) dos países ricos (um tema várias vezes colocado no debate internacional e nunca implementado).

 

Essa iniciativa somada à taxa Tobin (tributo proposto pelo economista norte-americano James Tobin, da Universidade de Yale) sobre as especulações financeiras, além de um imposto sobre o carbono emitido com o duplo propósito de frear as emissões e gerar recursos para o desenvolvimento. Por fim, considero importante haver pedágios sobre ares e mares sob a forma de um percentual acrescentado às passagens aéreas e aos fretes marítimos.

 

Penso que poderíamos, assim, chegar facilmente a 2% do PIB mundial, ou seja, aproximadamente um décimo de todos os investimentos, quantia suficiente para reorientar o rumo da economia mundial.

 

Para que recursos tão volumosos não se percam em investimentos duvidosos, as Nações Unidas deveriam reforçar simultaneamente os programas de cooperação científica e técnica voltados ao melhor aproveitamento dos recursos renováveis de cada bioma, privilegiando, portanto, na cooperação internacional, os paralelos e, não, os meridianos.

 

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Informativo n. 141 - A Voz do Cidadão

                     Informativo n° 141 – Ano IX – 18 de junho de 2012

 

 

 Rede CBN

- Consocial e o aperfeiçoamento dos órgãos de controle Ouça a íntegra...


- O valor das instituições.
Ouça a íntegra...


- Entidades da sociedade reagem ao projeto que altera a Lei da Ficha Limpa
Ouça a íntegra...


- Proposta no Senado quer iniciativa popular também pela internet
Ouça a íntegra...


- Entidades lançam campanha de apoio ao voto aberto
Ouça a íntegra...

 

 AGENDA DA CIDADANIA

 

Controle Social

- Em entrevista à Agência Brasil, Cláudio Dell'Orto enaltece Conferência Mundial de Direito e
Governança para o Desenvolvimento Sustentável
Leia mais...


- Definidas as propostas da I Consocial - Conferência Nacional sobre Transparência e
Controle Social, que farão parte de um plano nacional
Leia mais...


- CGU sediou reunião da Rede de Controle da Gestão Pública com a missão de aprimorar
ações direcionadas à fiscalização dos recursos públicos
Leia mais...


- TCU entregará à Justiça Eleitoral lista dos candidatos que tiveram contas julgadas pelo
tribunal e que poderão se tornar inelegíveis no pleito de 2012
Leia mais...

 

Debate Público

- Câmara e Senado fazem acordo para divulgar salários de servidores, mas ainda não há
data prevista para a publicação desses dados
Leia mais...

 

Pesquisa 

- ANFIP E FUNDAÇÃO ANFIP apresentam a nova edição do seu anuário "Análise da
Seguridade Social 2011" com dados sobre o sistema
 Leia mais...

- Estudo da CNM-Confederação Nacional de Municípios mostra que câmaras municipais
não param de crescer desde as eleições de 2008
 Leia mais...


- Pesquisa da Universidade de São Paulo mostra que os cidadãos defendem o uso de
métodos como tortura para obtenção de provas
 Leia mais...

 

Filme/Documentário

- "Xingu", com direção de Cao Hamburguer conta a impressionante história dos irmãos
Villas-Bôas e a saga para a criação do Parque Nacional do Xingu
Leia mais...


- "As neves do Kilimanjaro", de Robert Guédiguian, mostra o dilema moral que ser coloca
entre a solidariedade e uma circunstância de extrema necessidade
Leia mais...


- "Pina", de Wim Wenders, é um magnífico documentário com emocionantes testemunhos
de todos os membros da companhia de dança de Pina Bausch
Leia mais...

 

Manifestos 

- MCCE, OAB, TCU e outras organizações reagem ao projeto que altera eficácia da
Lei da Ficha Limpa e divulgam carta aberta à sociedade
Leia mais...

 

Registro

- Congresso libera"Contas sujas" na calada da noite, aprovado projeto que libera
candidaturas mesmo com contas desaprovadas
Leia mais...


- Controladoria Geral da União acaba de divulgar o resultado da 3ª edição do Concurso
do Minuto, com prêmios de até 5 mil reais cada
Leia mais...

 

Literatura/Livros

- Em "Diário de Berlim ocupada", Ruth Andreas-Friedrich, de forma inédita, nos mostra
como se deu o cotidiano na cidade de Berlim após a 2ª Guerra Mundial
Leia mais...


- Em "Judeus - suas extraordinárias histórias...", Marcelo Szpilman sintetiza de forma
perspicaz a milenar história judaica e suas peculiaridades
Leia mais...

 

Educação

- Vale a pena conhecer algumas definições do que são as instituições - em especial as
de Estado - e qual o seu valor para a sociedade e a democracia
Leia mais...

 

Movimentos Sociais

- MCCE entregou ontem mais de 65 mil assinaturas de cidadãos pelo fim do voto secreto
no Congresso. Participe também no site da Avaaz
Leia mais...

 

 ARTIGOS

- Em "O valor das instituições", Jorge Maranhão comenta o caso Lula x Gilmar Mendes
e o comportamento da mídia, que não toca em um ponto fundamental
Leia a íntegra...


- Em "Advogados não concursados não podem integrar a AGU", Marcos Luiz da Silva teme
nomeação de advogados não concursados para a AGU
Leia a íntegra...

- Em "A Aduana fica na RFB!", Vilson Romero protesta contra a tentativa governamental
de tirar a Aduana do controle da Receita Federal do Brasil
Leia a íntegra...
- Em "Os frutos da Consocial: 80 propostas", Jorge Maranhão fala sobre o texto aprovado
de um dos marcos da cidadania este ano Leia a íntegra...

- Em "Impacto no centro da cidade", Eliomar Coelho denuncia ausência de transparência
nos grandes empreendimentos que acometem a cidade do RJ Leia a íntegra...


 

        Apoiadores

                               

 

                               

 

                 

 

 

    Apoio de Mídia

     

 

 Associe-se
Conheça as contrapartidas oferecidas para os associados à Voz do Cidadão.
Clique aqui >>
 
Visite: www.avozdocidadao.com.br
Caso não queira receber mais informações sobre A Voz do Cidadão 
responda este e-mail colocando no
campo Assunto a palavra "Excluir"
e retiraremos seu e-mail de nossa lista.