Seguidores

Pesquisar este blog

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

NOTICIAS AMERICA LATINA SUSTENIBLE

http://limanorte.files.wordpress.com/2011/01/ceplan.jpg?w=173&h=86#038;h=86Con la finalidad de construir en el país un proceso de planificación estratégica en base a las mejores prácticas internacionales, diez expertos del Instituto Latinoamericano de Planificación Económica y Social (ILPES) vienen capacitando a funcionarios públicos peruanos, mediante la realización del “Curso Integrado de Planificación y Presupuesto”. Leer más de este artículo

Puerto Quijarro (Bolívia) - La explotación de minerales en el sureste de Bolivia, que hizo que la zona a convertirse en el Polo Sur para el Desarrollo de Bolivia, está poniendo en peligro una de las más bien conservadas del Pantanal, protegido por el Parque Nacional Otuquis. Había iniciado ya las obras para la exploración minera del cerro Mutún, y con ellos un conjunto de proyectos potencialmente perjudiciales para el bioma, tales como la reapertura de las carreteras, la construcción de un ferrocarril, un canal y un puerto sobre el río Paraguay, entre otras intervenciones defendido por el proyecto IIRSA que pretende integrar a América del Sur entreportos cruce de las principales áreas naturales del continente en 10 años.

 

LEER MÁS ESTE ARTÍCULO

 

 

Inclusão social de catadores recebe ajuda de fundo internacional

 

Catadores Lula DilmaFoto: Ricardo Stuckert/PR/Arquivo

No dia 23 de dezembro de 2010, a presidenta Dilma e o ex-presidente Lula participaram de cerimônia de Natal dos catadores de materiais recicláveis, em São Paulo/SP

O governo federal, por meio da Caixa Econômica, contratou uma operação no valor de US$ 2,7 milhões – aproximadamente R$ 4,5 milhões – para a inclusão socioeconômica de catadores de materiais recicláveis. Os recursos serão doados pelo Fundo Japonês de Desenvolvimento Social (JSDF/BIRD) ao Banco Mundial, que escolheu a Caixa para implementar o programa. O piloto será o aterro controlado do Jardim Gramacho, em Duque de Caxias (RJ), e deverá ser expandido para mais dois lixões no Brasil.

Os recursos serão direcionados para dois projetos selecionados previamente pelo Banco Mundial, voltados para a erradicação de lixões e implantação de aterros sanitários. Os projetos devem estar vinculados a financiamentos da Caixa, no escopo da gestão de Resíduos Sólidos Urbanos e Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL). Com a iniciativa, serão implantados aterros sanitários modernos e ambientalmente sustentáveis, além de instalações alternativas para o tratamento do lixo.

 

A doação é resultado de parceria entre a Caixa e o Banco Mundial, iniciada em junho de 2008, no âmbito do projeto Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), previsto no Protocolo de Kyoto. A parceria também prevê a comercialização, pelo banco brasileiro, de créditos de carbono, e a participação como agência coordenadora do 1º Programa de Atividades em Resíduos Sólidos Urbanos do Brasil, atualmente em fase de validação na Organização das Nações Unidas (ONU)

 

Inclusão - O Programa para Inclusão Social e Econômica de Catadores visa promover, por meio de um processo participativo, a inclusão de recicladores no sistema formal de prestação de serviços básicos do setor de manejo de resíduos sólidos. Para um período de três anos, espera-se o aumento de 50% na adesão de catadores às organizações de base comunitária voltadas para reciclagem e o aumento de 50% do volume de materiais reciclados.

 

O Programa prevê ainda a melhoria da saúde e da segurança dos catadores, o aumento da produtividade e renda, a formalização das atividades e acesso a direitos e serviços governamentais e a criação de alternativas com treinamento e colocação profissional.

 

Recentemente o tema ganhou destaque mundial com o documentário “Lixo Extraordinário”, que retrata o trabalho dos catadores de material reciclável no aterro de Duque de Caxias. O longa-metragem, co-produção do Brasil e Reino Unido, é um dos indicados ao Oscar 2011.

Fonte: Blog do Planalto

 

Link: http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_secao=2&id_noticia=146442

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

INOVAÇÃO: ENERGIA ENTRE PRIORIDADES

Mudanças climáticas (14,8%), energia solar (14%), biocombustíveis (6%) estão entre as áreas consideradas prioritárias para o desenvolvimento do país, segundo a pesquisa “Percepção Pública da Ciência e Tecnologia no Brasil”, feita pelo Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT) e apoiada por entidades como Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Na pesquisa, que ouviu 2.016 pessoas entre 23 de junho e 6 de julho de 2010, as áreas de medicamentos e tecnologias médicas (32,1%) e agricultura (15%). Energia nuclear (1,2%) lideram a lista de 12 segmentos avaliados como importantes.

 

O Objetivo da pesquisa, cuja primeira versão aconteceu em 2006, foi levantar o interesse, grau de informação, atitudes, visões e conhecimento que os brasileiros têm da Ciência e Tecnologia. O resultado do levantamento, realizado pela CP2 (Consultoria, Pesquisa e Planejamento), mostra que houve uma melhora acentuada desta percepção. O percentual de brasileiros muito interessados pelo tema chegou a 65%, contra 41% da pesquisa anterior.

Para o coordenador do estudo, que é também diretor do Departamento de Popularização e Difusão da Ciência e Tecnologia do MCT, Ildeu Moreira, essa constatação é relevante porque mostra a continuidade do grande interesse pela ciência e tecnologia, como foi verificado há quatro anos. Ele também destacou o tema meio ambiente como o mais citado por 83% dos entrevistados. “Está empatado com hoje com medicina e saúde, o que é uma característica única em relação a vários países do mundo”, ressalta.

Apesar do aumento do interesse e do acesso à informação, por meio da televisão e da internet, a grande maioria dos brasileiros tem pouco conhecimento na área. No total, somente 15% das pessoas abordadas foram capazes de citar uma instituição científica importante no Brasil e poucos puderam indicar o nome de um cientista famoso.

“Isso significa que nós não estamos sabendo contar a história da ciência no Brasil, nem na escola e nem nos meios de comunicação. Então precisamos ter mais programas e de melhor qualidade na televisão no rádio, nos jornais, nos meios de comunicação em geral”, recomenda. (com informações do MCT)

 

Veja a íntegra da pesquisa

 

Conteúdos Relacionados:

Uma agenda de inovação para energia

Da Agência Ambiente Energia - Depois de PCH, fotovoltaica, carvão mineral, baterias, acumulador de energia e veículos elétricos, agora foi a vez de o segmento de energia solar sentar para conversar em busca de uma agenda de pesquisa, desenvolvimento e...

 

Cooperação em energia e inovação

a Agência Ambiente Energia - Brasil e Portugal assinaram na quarta-feira, 19 de maio, declaração conjunta definindo prioridades estratégicas para o estabelecimento de cooperação nas áreas de energia, ciência, tecnologia e inovação, além da promoção e divulgação da língua portuguesa....

Inovação: GE planeja investimento de US$ 500 milhões

Primeira iniciativa envolve criação do Centro de Pesquisas Global da GE no Brasil, com investimentos iniciais de US$ 100 milhões. Pesquisa na área de energias renováveis será um dos focos da unidade, que ficará na Ilha do Fundão (RJ)...

 

Brasil e Alemanha debatem inovação

 

a Agência Ambiente Energia - Acontece nos dias 5 e 6 de maio, em Manaus (AM), o workshop Brasil-Alemanha de Ciência Tecnologia e Inovação (CT&I), promovido pelo instituto de pesquisa alemão Fraunhofer Enas (Nanoelectronic Systems). O objetivo é promover a...

 

Finep: um BNDES para inovação

Para investir mais em inovação Finep pode virar banco, diz Aloizio Mercadante, novo ministro. Para ele, um dos desafios fazer com que C&T+I caminhem juntas com a biodiversidade e sustentabilidade ambiental...

 

Fonte: http://www.ambienteenergia.com.br/index.php/2011/01/inovacao-energia-entre-prioridades/8732

Por Júlio Santos - Agência Ambiente Energia

 

PINHÃO-MANSO MOVE PROJETO DE EMPRESA AMERICANA NO BRASIL

O potencial de crescimento do cultivo de pinhão-manso para a produção de biodiesel no Brasil atraiu o interesse da companhia americana de biotecnologia SG Biofuels, criada há menos de dois anos e que já iniciou o processo para instalar operações no país.

 

A procura por uma sede administrativa na capital de São Paulo, a prospecção de regiões para a instalação de fazendas experimentais e a seleção de executivos e pesquisadores vêm sendo conduzidas por Fernando Reinach, um dos maiores especialistas em biotecnologia agrícola do Brasil.

 

Como diretor-executivo da Votorantim Novos Negócios entre 2001 e 2010, Reinach ajudou a fundar a Alellyx, em 2002, e a CanaVialis, em 2003. Com foco no melhoramento genético de culturas agrícolas como laranja, eucalipto e cana-de-açúcar, ambas foram vendidas em 2008 à multinacional Monsanto.

 

Com a desistência do grupo Votorantim de atuar nessa frente, Reinach passou a se concentrar na Amyris, também americana, que desenvolve novos combustíveis, está presente no Brasil e na qual ocupa uma cadeira do conselho de administração da matriz, localizada na Califórnia.

 

A experiência à frente da Votorantim Novos Negócios e os ventos californianos levaram Reinach à SG Biofuels, cuja sede também está situada no Estado americano. Mas nessa companhia, esclarece o brasileiro, sua cadeira está no conselho consultivo, não no administrativo.

 

Como a Alellyx e a CanaVialis, a SG também foi arquitetada por cientistas e pesquisadores, nesse caso especializados no desenvolvimento de sementes de pinhão manso - ou "jatropha", nome científico da planta e como esta é conhecida nos EUA. E se as brasileiras foram turbinadas pela Votorantim Novos Negócios para se desenvolverem, a americana contou com uma injeção inicial de US$ 9,4 milhões de fundos americanos de capital de risco.

 

Ainda que tenha sua sede na Califórnia, a SG concentra seus trabalhos de campo em Honduras, onde estão sendo testadas e coletadas variedades de pinhão manso que alimentam o banco de germoplasma da companhia. Esse banco guia os cruzamentos de variedades em busca de plantas mais produtivas, uma necessidade quando se pensa na produção de biodiesel a partir dessa matéria-prima.

 

"A empresa já tem um banco de germoplasma grande. Quando se faz esse trabalho desde o início, os ganhos são rápidos. É diferente de culturas como soja [principal fonte para a produção de biodiesel no Brasil] ou milho, por exemplo, para as quais muito já foi feito e os ganhos hoje são mais lentos", diz Reinach.

 

O pinhão manso é um "primo" da mamona. Pertencem à mesma família (euforbiáceas), é nativo do Brasil e, como o parente mais famoso no país, é uma planta rústica que cresce em qualquer lugar. Dependendo das condições naturais, pode chegar a 3 metros e durar 40 anos. Mas carece de produtividade. Como a mamona, que nem com subsídios e o apoio do ex-presidente Lula deslanchou como fonte para o biodiesel, cujo mercado é crescente no país.

 

"Em compensação, é o ´bode das plantas´. Em áreas nas quais nada dá certo, pode se transformar em opção de renda em pequenas e médias propriedades". Não por acaso, Reinach prospecta regiões de cultivo no Semiárido nordestino. Segundo ele, a SG não estabeleceu metas para a velocidade de sua expansão no país.

 

Como a questão da produtividade não depende só da frente agronômica, a companhia estabeleceu uma parceria com a Bunge nos EUA em busca de uma maior eficiência também no esmagamento. O pinhão manso produz uma frutinha parecida com uma azeitona, e é do esmagamento dessa frutinha que se obtém o óleo - não comestível - para a fabricação de biodiesel.

 

O plantio de pinhão manso ocupa pouco mais de 20 mil hectares no Brasil, ante os quase 200 mil da mamona e os 24 milhões da soja, carro-chefe do agronegócio nacional e principal fonte do biodiesel nacional. Sendo assim, a SG pensa em expandir seus negócios no país com parcerias com produtores. Reinach realça que, por não produzir óleo vegetal comestível, o pinhão manso escapa da "disputa" entre alimentos e energia por matérias-primas. Esse debate ganha importância em tempos de alimentos caros. Nos EUA 40% da safra de milho já vira etanol.

 

Fonte: Valor Econômico    Fernando Lopes - 26 janeiro 2011 .

Link: http://www.biodieselbr.com/noticias/em-foco/pinhao-manso-projeto-empresa-americana-brasil-260111.htm

PINHÃO-MANSO MOVE PROJETO DE EMPRESA AMERICANA NO BRASIL

O potencial de crescimento do cultivo de pinhão-manso para a produção de biodiesel no Brasil atraiu o interesse da companhia americana de biotecnologia SG Biofuels, criada há menos de dois anos e que já iniciou o processo para instalar operações no país.

 

A procura por uma sede administrativa na capital de São Paulo, a prospecção de regiões para a instalação de fazendas experimentais e a seleção de executivos e pesquisadores vêm sendo conduzidas por Fernando Reinach, um dos maiores especialistas em biotecnologia agrícola do Brasil.

 

Como diretor-executivo da Votorantim Novos Negócios entre 2001 e 2010, Reinach ajudou a fundar a Alellyx, em 2002, e a CanaVialis, em 2003. Com foco no melhoramento genético de culturas agrícolas como laranja, eucalipto e cana-de-açúcar, ambas foram vendidas em 2008 à multinacional Monsanto.

 

Com a desistência do grupo Votorantim de atuar nessa frente, Reinach passou a se concentrar na Amyris, também americana, que desenvolve novos combustíveis, está presente no Brasil e na qual ocupa uma cadeira do conselho de administração da matriz, localizada na Califórnia.

 

A experiência à frente da Votorantim Novos Negócios e os ventos californianos levaram Reinach à SG Biofuels, cuja sede também está situada no Estado americano. Mas nessa companhia, esclarece o brasileiro, sua cadeira está no conselho consultivo, não no administrativo.

 

Como a Alellyx e a CanaVialis, a SG também foi arquitetada por cientistas e pesquisadores, nesse caso especializados no desenvolvimento de sementes de pinhão manso - ou "jatropha", nome científico da planta e como esta é conhecida nos EUA. E se as brasileiras foram turbinadas pela Votorantim Novos Negócios para se desenvolverem, a americana contou com uma injeção inicial de US$ 9,4 milhões de fundos americanos de capital de risco.

 

Ainda que tenha sua sede na Califórnia, a SG concentra seus trabalhos de campo em Honduras, onde estão sendo testadas e coletadas variedades de pinhão manso que alimentam o banco de germoplasma da companhia. Esse banco guia os cruzamentos de variedades em busca de plantas mais produtivas, uma necessidade quando se pensa na produção de biodiesel a partir dessa matéria-prima.

 

"A empresa já tem um banco de germoplasma grande. Quando se faz esse trabalho desde o início, os ganhos são rápidos. É diferente de culturas como soja [principal fonte para a produção de biodiesel no Brasil] ou milho, por exemplo, para as quais muito já foi feito e os ganhos hoje são mais lentos", diz Reinach.

 

O pinhão manso é um "primo" da mamona. Pertencem à mesma família (euforbiáceas), é nativo do Brasil e, como o parente mais famoso no país, é uma planta rústica que cresce em qualquer lugar. Dependendo das condições naturais, pode chegar a 3 metros e durar 40 anos. Mas carece de produtividade. Como a mamona, que nem com subsídios e o apoio do ex-presidente Lula deslanchou como fonte para o biodiesel, cujo mercado é crescente no país.

 

"Em compensação, é o ´bode das plantas´. Em áreas nas quais nada dá certo, pode se transformar em opção de renda em pequenas e médias propriedades". Não por acaso, Reinach prospecta regiões de cultivo no Semiárido nordestino. Segundo ele, a SG não estabeleceu metas para a velocidade de sua expansão no país.

 

Como a questão da produtividade não depende só da frente agronômica, a companhia estabeleceu uma parceria com a Bunge nos EUA em busca de uma maior eficiência também no esmagamento. O pinhão manso produz uma frutinha parecida com uma azeitona, e é do esmagamento dessa frutinha que se obtém o óleo - não comestível - para a fabricação de biodiesel.

 

O plantio de pinhão manso ocupa pouco mais de 20 mil hectares no Brasil, ante os quase 200 mil da mamona e os 24 milhões da soja, carro-chefe do agronegócio nacional e principal fonte do biodiesel nacional. Sendo assim, a SG pensa em expandir seus negócios no país com parcerias com produtores. Reinach realça que, por não produzir óleo vegetal comestível, o pinhão manso escapa da "disputa" entre alimentos e energia por matérias-primas. Esse debate ganha importância em tempos de alimentos caros. Nos EUA 40% da safra de milho já vira etanol.

 

Fonte: Valor Econômico    Fernando Lopes - 26 janeiro 2011 .

Link: http://www.biodieselbr.com/noticias/em-foco/pinhao-manso-projeto-empresa-americana-brasil-260111.htm

LOGÍSTICA REVERSA JÁ RECOLHE 36% DO ÓLEO LUBRIFICANTE USADO NO BRASIL

Ao fazer uma simples troca de óleo lubrificante no veículo em um estabelecimento qualquer, o consumidor quase nunca imagina que a iniciativa pode significar um ato que pode gerar graves consequências para o meio ambiente. Caso o estabelecimento escolhido para o serviço não faça parte do sistema nacional de recolhimento de óleo usado e contaminado, seu descarte incorreto pode resultar em contaminação química e os danos podem ser irreversíveis.

 

Os Óleos Lubrificantes Usados ou Contaminados (Oluc), vulgarmente conhecido como óleo queimado, é considerado um resíduo tóxico persistente e perigoso não só para o meio ambiente, como também para a saúde humana. São cancerígenos e provocam, entre ouros males, a má-formação dos fetos. A prática tecnicamente recomendada para evitar a contaminação química é o envio do resíduo para a regeneração e recuperação por meio do processo industrial chamado de rerrefino.

 

Para se ter uma idéia do grau de toxicidade do resíduo, um litro de óleo lubrificante usado pode contaminar um milhão de litros de água. Mil litros deste óleo podem destruir uma estação de tratamento de água para 50 mil habitantes. Se for queimado como combustível em padarias ou olarias, o ar ficará saturado de gases venenosos e cancerígenos de alta toxicidade. Derramado no solo, pode poluir irreversivelmente lençóis freáticos e aquíferos. O óleo usado ou contaminado é rico em metais pesados, ácidos orgânicos, hidrocarbonetos policíclicos aromáticos e dioxinas, todas substâncias altamente poluentes.

 

Para evitar esse tipo de contaminação, há cinco anos, o Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) publicou a Resolução nº 362/2005 regulando as atividades de coleta e recolhimento destes óleos lubrificantes. Com a aprovação da Norma, foi possível criar um sistema harmônico e claro para a gestão deste perigoso resíduo, estabelecendo obrigações e ações coordenadas para evitar o caos ambiental.

 

Mas além do benefício ambiental, o processo de rerrefino também oferece vantagens econômicas, pois quando coletados e corretamente encaminhados à reciclagem, por meio do processo de rerrefino, os olucs são transformados novamente em óleo lubrificante , numa proporção de 75% a 80% de aproveitamento. Representam um recurso mineral valioso e possibilitam a geração de importante parcela de óleos básicos, destinados à formulação de lubrificantes acabados essenciais para a operação de maquinário de diversos segmentos industriais como, por exemplo, operações de corte, estampagem, fabricação de borrachas, metalurgia, etc.

 

Uma outra vantagem do rerrefino é apontada pelo coordenador do Grupo de Monitoramento Permanente (GMP) da Resolução 362/2005, Edmilson Rodrigues da Costa. Ele explica que a questão envolve até mesmo a soberania nacional. "Para fazer o óleo lubrificante, usa-se uma parte do petróleo chamada óleo leve e o nosso petróleo é muito pesado. Como o Brasil importa esse óleo do Oriente Médio, então quanto mais óleo for recolhido e quanto maior a quantidade de rerrefino menos óleo a gente vai ter de importar", explica.

 

Desde junho de 2005, vem sendo feito um rigoroso monitoramento do recolhimento e rerrefino dos óleos usados ou contaminados no Brasil. A entrada em vigor da Resolução criou uma rotina bem sucedida de ações articuladas entre as três esferas de governo e a sociedade civil que vem, ano a ano, retirando do meio ambiente uma quantidade cada vez maior deste agente poluidor. A Resolução inovou ao criar um sistema de logística reversa, obrigando os produtores e importadores a coletar todo o óleo disponível ou garantir o custeio de toda a coleta dos olucs efetivamente realizada.

 

Além de editar a Resolução, o Conama inovou uma vez mais ao criar um Grupo de Monitoramento Permanente (GMP) para verificar a aplicabilidade da Resolução, coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente. Além do MMA e dos ministérios de Minas e Energia e das Cidades, fazem parte do GMP os órgãos estaduais e municipais de meio ambiente, a sociedade civil, representada pelas organizações não-governamentais ambientalistas e o setor empresarial.

 

O engajamento da sociedade organizada e de vários segmentos do setor empresarial também confere ao GMP uma dimensão participativa ainda maior. Além do Governo Federal fazem parte do grupo a Agência Nacional de Petróleo (ANP), Associação Brasileira de Entidades de Meio de Meio Ambiente (Abema), Associação Nacional de Órgãos Municipais de Meio Ambiente (Anamma), Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e Lubrificantes (Sindicom), Sindicato das Indústrias Petrolíferas (Sindipetro), Sindicato do Comércio de Lubrificantes (Sindilu), Sindicato da Indústria de Reparação de Veículos e Acessórios (Sindirepa), Força Verde Ambiental do Paraná entre outros.

 

A Resolução aprovada pelo Conama determinou que todo óleo usado ou contaminado deve ser recolhido, coletado e ter destinação final, de modo que não afete negativamente o meio ambiente e propicie a máxima recuperação dos constituintes nele contidos.

 

Estabeleceu aos produtores e importadores a obrigação de coletar, ao menos anualmente, um percentual mínimo não inferior a 30%, em relação ao óleo lubrificante acabado comercializado. Posteriormente, os ministérios do Meio Ambiente e de Minas e Energia editaram uma Portaria, em conjunto, com metas de recolhimento regionais e nacional. Estas metas vão até 2011 e terão de ser revistas para um período de mais quatro anos.

 

Atualmente, cinco anos após a entrada em vigor da Norma do Conama, o Brasil exibe um percentual de 36% de recolhimento de óleo usado e aposta que em até meados da próxima década atingirá a meta de 42% de recolhimento.

 

Edmilson da Costa, no entanto, explica que apesar do sucesso da Resolução, os números não revelam todo o quadro brasileiro. "Em nível nacional, diz ele, os números andam bem, mas isso porque o sudeste e o sul vêm puxando esses números para cima. O centro-oeste, o norte e o nordeste ainda se encontram bem distantes das metas programadas".

 

Porcentagem ideal - As metas estabelecidas vão mudando a cada quatro anos e o ideal é que o Brasil atinja a faixa de 60% de rerrefino. Para o coordenador do GMP, para se atingir esse patamar, em primeiro lugar é preciso ampliar a consciência da sociedade no sentido de que ela deve trocar o óleo do veículo em agentes credenciados. Em segundo lugar, coibir o desvio de grande quantidade de óleos que vem sendo utilizada como óleo combustível na queima de caldeiras em olarias, padarias e outros. Por último, controlar a venda de óleos lubrificantes em supermercados.

 

Edmilson Costa afirma que a venda em supermercados, mini-mercados e outros estabelecimentos atrapalha o sistema de logística reversa, uma vez que este tipo de estabelecimento não se sente responsável pela coleta. "O óleo vendido em posto de gasolina tem um controle, o vendido em supermercado não, porque eles não fazem parte do sistema da logística reversa estabelecido pela Norma Conama".

 

Mobilização - Um anos após a aprovação da Resolução, o GMP realizou um seminário nacional para organizar os passos seguintes da aplicação da Resolução. De acordo com Edmilson da Costa, a partir de então, foi montado um sistema de capacitação de técnicos de órgãos municipais e estaduais. Dentro desta lógica, foram realizadas quatro oficinas regionais para debater a Resolução e também uma oficina nacional. No momento, estão sendo realizadas mini-oficinas regionais. "No último ano, fizemos oficinas nos estados do Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Paraíba, Amazonas e na Bahia. A intenção é fazer chegar a informação correta a um número cada vez maior de atores, e das pessoas da sociedade como um todo", diz o coordenador.

 

Segundo ele, já foram capacitadas em torno de 600 pessoas entre técnicos de meio ambiente, de universidades, da defesa civil, do Corpo de Bombeiros, sindicatos de classe relacionados ao trânsito, como rodoviários e ferroviários.

 

Atualmente, o grupo vem desenvolvendo um trabalhando junto aos caminhoneiros. O coordenador do GMP informa que o Sindirepa está elaborando um estudo que irá apontar qual o melhor caminho para se chegar a essa categoria. "A maioria dos caminhoneiros tem consciência de que precisa trocar o óleo em um local correto, mas ele precisa entender que existem lugares que fazem a troca mas não fazem a destinação correta para o rerrefino. Eles precisam entender que neste locais deve existir o certificado de coleta, com adesivo da ANP, tem que haver uma série de cópias dos certificados para a garantia de que foi destinado corretamente. Quando conseguirmos atingir os caminhoneiros, estaremos atingindo um ponto nevrálgico desta iniciativa", garante Edmilson da Costa.

 

Atores - São cinco os participantes da cadeia de comercialização do óleo lubrificante até o processo de rerrefino. São eles:

 

Produtores e importadores - Pessoas jurídicas que introduzem o óleo lubrificante acabado no mercado e possuem a obrigação legal de custear sua coleta e de informar aos consumidores (geradores) as obrigações que estes têm e os riscos ambientais decorrentes do eventual descarte ilegal do resíduo. Aqui entra o sistema de logística reversa;

 

Revendedores - Pessoas jurídicas que comercializam óleo lubrificante acabado no atacado e no varejo, que dentre outras obrigações devem receber dos geradores o óleo lubrificante usado ou contaminado, em instalações adequadas;

 

Geradores - Pessoas físicas ou jurídicas que em função do uso de lubrificantes geram o óleo lubrificante usado ou contaminado e que têm obrigação de entregar este resíduo perigoso ao pondo de recolhimento (revendedor) ou coletor autorizado;

 

Coletores - Pessoas jurídicas devidamente licenciadas pelo órgão ambiental competente e autorizadas pelo órgão regulador da indústria do petróleo, para realizar atividade de coleta de óleo lubrificante usado ou contaminado, entregando-o ao rerrefinador;

 

Rerrefinadores - Pessoas jurídicas devidamente autorizadas pelo órgão regulador da indústria do petróleo e licenciadas pelo órgão ambiental competente, para a atividade de rerrefino, que tem por obrigação remover os contaminantes do resíduo perigoso e produzir óleo lubrificante básico conforme especificação da ANP.

 

Passo a passo de algumas das obrigações dos segmentos envolvidos no processo de rerrefino

 

OBRIGAÇÕES DO PRODUTOR/IMPORTADOR

 

1- Garantir, mensalmente, a coleta do óleo lubrificante usado ou contaminado, no volume mínimo fixado pelos ministérios do Meio Ambiente e de Minas e Energia, que será calculado com base no volume médio de venda dos óleos lubrificantes acabados, verificado no trimestre civil anterior;

2- Prestar ao Ibama e, quando solicitado, ao órgão estadual de meio ambiente, até o décimo quinto dia do mês subsequente a cada trimestre civil, informações mensais relativas aos volumes de: a) óleos lubrificantes comercializados por tipo, incluindo os dispensados de coleta, b) coleta contratada, por coletor, e c) óleo básico rerrefinado adquirido por rerrefinador.

 

OBRIGAÇÕES DO REVENDEDOR

 

1-      Receber dos geradores o óleo lubrificante ou contaminado;

2-      Dispor de instalações adequadas devidamente licenciadas pelo órgão ambiental competente para a substituição do óleo usado ou contaminado e seu recolhimento de forma segura, em lugar acessível à coleta, utilizando recipientes propícios e resistentes a vazamentos, de modo a não contaminar o meio ambiente;

3-      Adotar as medidas necessárias para evitar que o óleo lubrificante usado ou contaminado venha a ser misturado com produtos químicos, combustíveis, solventes, água e outras substâncias, evitando a inviabilização da reciclagem.

 

OBRIGAÇÕES DO GERADOR

 

1-      Recolher os óleos lubrificantes usados ou contaminados de forma segura, em lugar acessível à coleta, em recipientes adequados e resistentes a vazamentos, de modo a não contaminar o meio ambiente;

2-      Adotar medidas necessárias para evitar que o óleo lubrificante usado ou contaminado venha a ser misturado com produtos químicos, combustíveis, solventes, água e outras substâncias, evitando a inviabilização da reciclagem;

3-      Apresentação pelo coletor das autorizações emitidas pelo órgão ambiental competente e pelo órgão regulador da indústria do petróleo para a atividade de coleta;e a emissão do respectivo Certificado de Coleta;

4-      Fornecer informações ao coleto sobre os possíveis contaminantes contidos no óleo lubrificante usado, durante o seu uso normal.

 

OBRIGAÇÕES DO COLETOR

 

1-      Firmar contrato de coleta com um ou mais produtores ou importadores com a interveniência de um ou mais rerrefinadores, ou responsável por destinação ambiental adequada, para os quais necessariamente deverá entregar todo o óleo usado ou contaminado que coletar;

2-      Disponibilizar, quando solicitado pelo órgão ambiental competente, pelo prazo de cinco anos, os contratos de coleta firmados;

3-      emitir a cada aquisição de óleo lubrificante usado ou contaminado, para o gerador ou revendedor, o respectivo Certificado (ou manifesto) de Coleta.

 

OBRIGAÇÕES DO RERREFINADOR

 

1-Receber todo o óleo lubrificante usado ou contaminado exclusivamente do coletor, emitindo o respectivo Certificado de Recebimento;

2-Manter atualizados e disponíveis para fins de fiscalização os registros de emissão de Certificados de Recebimento, bem como outros documentos legais exigíveis, pelo prazo de cinco anos; prestar ao Ibama e, quando solicitado, ao órgão estadual do meio ambiente, até o 15º do mês subsequente a cada trimestre do ano civil, informações mensais relativas:

 

a) ao volume de óleos lubrificantes usados ou contaminados recebidos por coletor;

b) ao volume de óleo lubrificante básico rerrefinado produzido e comercializado por produtor/importador.

 

Fonte: Suelene Gusmão - ASCON

LINK.: http://www.portaldomeioambiente.org.br/lixo-e-reciclagem/6662-logistica-reversa-ja-recolhe-36-do-oleo-lubrificante-usado-no-brasil.html

 

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

NOTICIAS AMERICA LATNA SUSTENIBLE

http://0.gravatar.com/avatar/a2486cf236a6d5654904721d8a57bc74?s=48&d=identicon&r=G

Semana del Perú en NatGeo

LimaNorte.com | 18 enero 2011 at 5:29 pm |

http://limanorte.files.wordpress.com/2011/01/natgeo_peru.jpg?w=400&h=172#038;h=172Leer más de este artículo

El Canal National Geographic dedica su programación semanal a Perú.

Foro Educativo: Educación y desarrollo rural, Perspectivas en el contexto de la descentralización

Publicado el por LimaNorte.com

http://limanorte.files.wordpress.com/2009/10/foro_educativo.jpg?w=465De nuestra mayor consideración:
Reciban el fraternal saludo de Foro Educativo y nuestros mejores deseos para el año 2011.
En nuestros 18 años de vida institucional hemos orientado nuestros trabajos de investigación y de propuestas a contribuir al debate nacional sobre la educación pública, para que ésta se desarrolle con estándares de calidad y de equidad.

En ese marco, estamos realizando la Conferencia Nacional de Foro Educativo: “Educación y desarrollo rural. Perspectivas en el contexto de la descentralización”.

En esta ocasión la Conferencia se llevará a cabo los días 27, 28 y 29 de enero del 2011, en el auditórium de IPAE.

Así mismo, invitamos a usted a participar en la inauguración de la conferencia, el día 26 a las 6.30 pm en el Auditorio de la Derrama Magisterial, en Av. Gregorio Escobedo 598 – Jesús María.

De aceptar nuestra invitación, les agradeceremos se sirvan confirmar su participación, comunicándose a los siguientes números telefónicos: 2646218, 2640607, 2642638 Anexos 106 y 107 y/o al correo electrónico conferencia@foroeducativo.org

Será un honor contar con su participación. A la espera de su gentil respuesta, nos despedimos

Cordialmente. Luisa Pinto – Presidenta - Foro Educativo

PORTAL REDD+ BRASIL REÚNE PROJETOS SOBRE REDUÇÕES DE EMISSÕES DE GASES DO EFEITO ESTUFA

O Ministério do Meio Ambiente (MMA) e o Serviço Florestal Brasileiro lançaram terça-feira (21/12), às 15h, o “Portal REDD+ Brasil”, que reunirá projetos, ações e informações a respeito das reduções de emissões de gases de efeito estufa oriundas do desmatamento e degradação florestal (REDD+).

http://www.ciflorestas.com.br/imagem.php?w=295&h=300&imagem=n_portal_estufa_8879.jpg

Saiba mais

Projeto de MDL que reutiliza resíduos de madeira no Pará é aprovado pela ONU

Índios suruí apostam no mercado de carbono para conservar sua terra em RO

Caixa deve entrar no mercado de créditos de carbono em 2011

Posição da CNA na COP-16

Bird lança fundo de desenvolvimento de mercados de carbono

O Portal visa à difusão pela internet dos conhecimentos, aprendizados e oportunidades que o mecanismo de REDD+ tem gerado no Brasil. Esta ação se insere na política brasileira de fomentar, monitorar, avaliar e planejar políticas e iniciativas que, juntamente com os esforços internacionais, viabilizem a redução de emissões de gases de efeito estufa, notadamente aquelas relacionadas ao uso da terra.

“A disponibilização de informações no portal subsidiará as instituições relacionadas à gestão florestal na avaliação de suas políticas e na definição de suas ações em REDD+”, afirma o diretor-geral do Serviço Florestal Brasileiro, Antônio Carlos Hummel. O “Portal REDD+ Brasil” foi desenvolvido pelo Serviço Florestal e pela Secretaria de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental (SMCQ) do MMA, em parceria com a organização não-governamental Conservação Internacional.

Assim como na maioria dos países, o Brasil ainda não possui regulamentação específica para projetos em REDD+. O governo brasileiro, por meio do MMA, lançou um processo participativo com a sociedade civil para formular o Sistema Nacional de REDD+. Segundo Thais Juvenal, diretora de Mudanças Climáticas do Ministério do Meio Ambiente, a difusão da informação pelo Portal aumentará o conhecimento sobre REDD+ entre os segmentos da sociedade envolvidos com o debate sobre o tema, o que contribuirá para a elaboração de propostas visando à regulação do REDD+ no País.

Projetos e ações

No portal, aparecerão como “Projetos” as iniciativas de REDD+, com área de influência determinada, metodologia para o cálculo de emissões evitadas ou biomassa estocada, tempo de realização delimitado e com resultados e expectativas definidos. Serão consideradas “Ações em REDD+ as atividades relacionadas à sistematização e troca de conhecimentos sobre o tema, como capacitações, preparação institucional, elaboração de políticas e legislação, dentre outras. Estas iniciativas resultam em contribuições indiretas para a boa implementação dos projetos em REDD+.

“Não apenas as iniciativas sobre REDD+ serão disponibilizadas, mas também informações sobre as políticas públicas nacionais e internacionais relacionadas ao mecanismo, como acordos de cooperação e parcerias financeiras e técnicas entre o Brasil e outros países ou instituições”, explica Thais Juvenal.

Sobre o REDD+

O conceito de REDD surgiu na Conferência das Partes sobre o Clima (COP), com o objetivo de se buscar formas voluntárias de compensação pelos esforços empreendidos na redução de emissões de gases de efeito estufa por desmatamento. Este mecanismo busca possibilitar que países detentores de florestas possam receber incentivos financeiros por evitar o desmatamento e por esforços para a manutenção e o aumento dos estoques de carbono florestal. Além das reduções por evitar o desmatamento e degradação, o REDD+ abrange também o papel da conservação florestal, do manejo florestal sustentável e do aumento dos estoques de carbono.

fonte: Ministério do Meio Ambiente

PROJETO DE MDL QUE REUTILIZA RESÍDUOS DE MADEIRA NO PARÁ É APROVADO PELA ONU

A ONU aprovou em janeiro sob o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) um projeto em Paragominas (PA) que reduzirá emissões de gases do efeito estufa ao evitar a liberação de metano dos resíduos que seriam depositados nos pátios das serrarias da região ao utilizá-los para a geração de energia.

http://www.ciflorestas.com.br/imagem.php?w=295&h=300&imagem=n_projeto_onu_24302.jpg

Resíduos de madeira em Paragominas / Enerbio

Índios suruí apostam no mercado de carbono para conservar sua terra em RO

Caixa deve entrar no mercado de créditos de carbono em 2011

Portal REDD+ Brasil reúne projetos sobre reduções de emissões de gases do efeito estufa

Posição da CNA na COP-16

Bird lança fundo de desenvolvimento de mercados de carbono


O projeto é formado por uma usina termelétrica (UTE) alimentada por resíduos de madeira que começará a ser construída nesse ano e entrará em operação em 2012. A UTE pertencerá a Uaná Energias Renováveis, empresa do grupo pernambucano Federal Petróleo.

O projeto de MDL foi desenvolvido pela Enerbio Consultoria que é também responsável pela comercialização dos créditos de carbono.

Para atingir a sua capacidade média de geração de energia, o Projeto Paragominas consumirá cerca de 86.400 toneladas de resíduos de madeira por ano, que serão fornecidos por serrarias e empresas do pólo de produção de móveis da região. Um dos pré-requisitos é que esses produtores tenham suas licenças ambientais regulares.

Todos os possíveis destinos que vêm sendo dados aos resíduos provenientes das serrarias do município de Paragominas apresentam grande potencial agressor ao meio ambiente e à saúde da população local.

A poluição presente na cidade expõe a comunidade local a uma série de doenças, como IRA (Infecção Respiratória Aguda), alergias, asma, irritação no globo ocular, dentre outras.

Além disso, a falta de uma destinação adequada aos resíduos proporcionou o surgimento de várias carvoarias e caieiras como o objetivo da produção de carvão. A operação desses tipos de empreendimentos sem as condições necessárias e suficientes de segurança e de proteção ambiental expõe a população a riscos diversos. São muitos os casos de queimaduras e até mutilamentos, principalmente de crianças, devido a acidentes decorrentes do contato involuntário com resíduos em combustão.

A implantação do Projeto Paragominas proporcionará uma nova alternativa de destino aos resíduos das serrarias da região e poderá até resolver parte dos problemas decorrentes do não-gerenciamento dos resíduos.

“O projeto Paragominas tem como objetivo principal solucionar o problema ambiental e social proveniente do mau gerenciamento de resíduos de madeira das atividades das serrarias da cidade de Paragominas e, além disso, atender à crescente demanda de energia no Brasil, fornecendo energia limpa e renovável, contribuindo, assim, para a sustentabilidade ambiental, social e econômica do país”, explicou Eduardo Baltar, diretor da Enerbio Consultoria.

Fonte: CI - FLORESTAS

Link: http://www.ciflorestas.com.br/conteudo.php?id=4620

TERCEIRA REVOLUÇÃO: CIENTISTAS DEFENDEM CONVERGÊNCIA CIENTÍFICA

Assim como a biologia e a medicina estão se beneficiando de avanços na informática e na engenharia, as ciências físicas estão usando modelos biológicos

Um novo modelo para a pesquisa científica, batizado de "convergência", tem potencial para permitir avanços revolucionários na biomedicina e em outras áreas da ciência.

A proposta foi defendida por um grupo de 12 pesquisadores do MIT (Massachusetts Terceira Revolução: cientistas defendem convergência científicaInstitute of Technology), nos Estados Unidos, durante um fórum organizado pela Associação Americana para o Avanço da Ciência (AAAS).

O poder da convergência

Segundo os pesquisadores, a tendência da convergência - que envolve a fusão das ciências da vida, física e engenharia - pode promover as inovações necessárias para atender, por exemplo, à crescente demanda por cuidados de saúde acessíveis, com preços acessíveis. .                                   

[Imagem: Christine Daniloff/MIT]

"A convergência é um repensar amplo na forma como toda a investigação científica pode ser realizada, para que

possamos capitalizar uma série de bases de conhecimento, da microbiologia à informática, passando pelos projetos de engenharia," afirmou Phillip Sharp, Nobel de Biologia em 1993 e um dos autores do relatório.

"Ela envolve a colaboração entre grupos de pesquisa, mas, mais profundamente, a integração das abordagens disciplinares que eram originalmente vistas como separadas e distintas. Esta fusão de tecnologias, processos e dispositivos em um todo unificado irá criar novos caminhos e novas oportunidades para o avanço científico e tecnológico," disse Sharp.

Terceira Revolução

Sharp e os outros autores do artigo afirmam que a convergência tem potencial para criar uma "Terceira Revolução" na área da biomedicina, que poderá ser tão profunda quanto as duas revoluções das ciências da vida que a precederam: as descobertas que acompanharam o desenvolvimento da biologia molecular e celular, e o sequenciamento do genoma humano, que tornou possível identificar as bases genéticas de muitas doenças.

A convergência também fornece as bases para lidar com os desafios médicos e de saúde do futuro, que só irão aumentar com a maior longevidade da população, quando doenças como o Alzheimer irão se tornar mais prevalentes.

O relatório, "A Terceira Revolução: A Convergência das Ciências da Vida, Ciências Físicas e Engenharia", destaca o impacto que a convergência já está tendo em vários campos.

Assim como os avanços na tecnologia da informação, de materiais, imagens, nanotecnologia e áreas afins - juntamente com os avanços em modelagem computacional e simulações- transformaram as ciências físicas, da mesma forma eles estão começando a transformar as ciências da vida.

Terceira Revolução: cientistas defendem convergência científicaOs cientistas afirmam que a convergência tem potencial para gerar uma "Terceira Revolução" na área da biomedicina, que poderá ser tão profunda quanto as duas revoluções das ciências da vida que a precederam. [Imagem: Sharp et al./MIT]

O resultado são novos campos de pesquisas relacionados à biologia, tais como a bioengenharia, biologia computacional, biologia sintética e engenharia de tecidos.

Ao mesmo tempo, modelos biológicos, voltados ao entendimento de sistemas auto-organizados complexos, já estão transformando a engenharia e as ciências físicas, tornando possíveis avanços na área de biocombustíveis, alimentos, automontagem viral e muito mais.

Cientistas da convergência

O relatório dá uma ênfase especial à biomedicina, um campo que já está sendo transformado pela convergência.

Por exemplo, os cientistas estão usando nanopartículas para transportar e liberar drogas anticâncer diretamente nas células cancerosas, para desenvolver medicamentos que combatem doenças sem danificar os tecidos e as células saudáveis, e para melhorar os modelos preditivos das doenças.

O relatório afirma que o sucesso do modelo de convergência depende de um apoio financeiro adequado e de incentivos a pesquisas que cruzam as fronteiras das áreas tradicionais de pesquisa.

Entre outras recomendações do relatório estão o estabelecimento de um "ecossistema de convergência", que poderia criar conexões entre as agências de financiamento, a reforma do processo de revisão por pares para dar apoio a financiamentos interdisciplinares, e a formação e apoio a uma nova geração de cientistas da convergência.

Bibliografia:

The Third Revolution: The Convergence of the Life Sciences, Physical Sciences and Engineering

Phillip A. Sharp, Charles L. Cooney, Marc A. Kastner, Jacqueline Lees, Ram Sasisekharan, Michael B. Yaffe, Sangeeta N. Bhatia, Tyler E. Jacks, Douglas A. Lauffenburger, Robert Langer, Paula T. Hammond, Mriganka Sur

January 2011

http://web.mit.edu/dc/Policy/MIT%20White%20Paper%20on%20Convergence.pdf

 

Fonte: Inovação Tecnologica / MIT - 24/01/2011

Link: http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=terceira-revolucao-convergencia-cientifica&id=010150110124&ebol=sim

 

USP E MIT LEVAM INOVAÇÃO TECNOLÓGICA PARA COMUNIDADE CARENTES

As primeiras ações de uma parceria envolvendo o Laboratório de Sustentabilidade (LASSU) da Escola Politécnica (Poli) da USP e o MIT D-Lab (Design Lab), do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês), acabaram de ser entregues para os moradores da comunidade Zé Mineiro, em Embu, na Grande São Paulo.

 

O projeto tem por objetivo desenvolver tecnologias apropriadas para o atendimento de necessidades de comunidades de baixa renda e de projetos sociais. Os moradores da comunidade Zé Mineiro receberam, no último dia 15 de janeiro, tampas para os poços de água que servem a comunidade; bombas d’água; arquibancada coberta para o campo de futebol e um playground para crianças.

 

Partindo da idéia original do projeto - a de oferecer inovações tecnológicas que não necessitem de muito investimento - os pesquisadores implementaram essas ações utilizando materiais de baixo custo e recicláveis, facilmente encontrados na comunidade, como pneus velhos, plástico PVC, madeiras, baldes e canos

 

A professora Tereza Cristina Carvalho, coordenadora do LASSU, explica que não há água encanada no local e o recurso é conseguido através de poços caseiros feitos pelos moradores. O problema é que esses poços estavam abertos, facilitando a entrada de sapos, insetos e sujeiras na água.

 

De acordo com a professora uma das intenções do projeto é transferir o conhecimento para a comunidade. “Entregamos uma tampa para um dos poços, feita com materiais da região, como restos de madeira de construção e plástico. Desta forma, podemos ensinar aos moradores como construir a tampa e eles mesmos ficaram responsáveis pela construção das coberturas dos outros poços”, explica a coordenadora do projeto no Brasil. Segundo a professora, os pesquisadores também fizeram testes na água para verificar se havia contaminação.

Ainda no dia 15, os moradores também receberam bombas para facilitar a captação da água, construídas com materiais alternativos, como baldes, canos e plásticos. O grupo fez um protótipo e deixou instruções sobre como construir outras bombas d´agua. Já o playground oferece vários brinquedos produzidos com material reciclado vindo de um centro de reciclagem próximo e com troncos de árvores. Enquanto que o campo de futebol ganhou uma arquibancada, também construída com material reciclável.

 

Os alunos também elaboraram um cartaz com informações educativas sobre a importância de procedimentos de higiene para a saúde, como lavar as mãos, e as frutas e verduras. “O cartaz tem grande apelo visual, pois nem todos os moradores da comunidade sabem ler e escrever”, conta a professora.

 

O MIT D-Lab atua em 7 países de economia emergente e, no Brasil, vem atuando desde 2004 em conjunto com a USP. A parceria com o LASSU começou em 2010. Neste ano, a abordagem empregada consistiu na definição de três áreas de atuação (água, entretenimento e educação). Nos primeiros dias foram realizadas diversas visitas à comunidade do município de Embu, visando identificar problemas em cada uma dessas categorias, por equipes compostas por membros da comunidade além de alunos da USP, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar-Sorocaba) e do MIT.

 

Manaus

 

O grupo que trabalhou com a comunidade Zé Mineiro, em Embu, é composta por 10 alunos do MIT D-Lab, 9 da USP (6 do Departamento de Engenharia de Computação e Sistemas Digitais (PCS) e 2 da Engenharia Mecatrônica da Escola Politécnica e 1 do Instituto de Psicologia), além de 3 da UFSCar-Sorocaba. Parte desta equipe está agora em Manaus, onde uma parceria com a Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e a Fundação BRADESCO pretende levar a iniciativa para as comunidades carentes locais. Os alunos do MIT devem ficar no Brasil até quarta-feira (26).

 

Para a professora Tereza, além de auxiliar o desenvolvimento das comunidades envolvidas, a iniciativa também traz benefícios aos alunos participantes. “Muitos alunos da Poli sabem tudo a respeito de circuitos elétricos complexos, mas não sabem instalar uma rede elétrica de uma casa, pois é um conhecimento mais relacionado ao nível técnico. Este projeto coloca o aluno em contato com esse tipo de situação. Ele acaba tendo contato com uma outra realidade e se torna mais sensível para os problemas sociais”, destaca a professora. Para ela, quando este aluno estiver no mercado de trabalho, vai levar toda essa carga de aprendizado e será um líder mais consciente de sua responsabilidade social.

 

Neste primeiro projeto participaram mais alunos da Engenharia de Computação, mas de acordo com a professora, pretende-se estender a participação para todos os estudantes da USP, de todas as áreas do conhecimento e, também, de outras universidades brasileiras e também da América do Sul.

 

O projeto tem o suporte da Fundação Bradesco e da ONG Familia Ines e da CAOS FOCADO.

 

Fonte: Agência USP - Autor: Valéria Dias -  24/01/2011

domingo, 16 de janeiro de 2011

ECUADOR AMENAZA CON DEJAR A LA PRESERVACIÓN DE LAS RESERVAS DE PETRÓLEO EN LA AMAZONÍA

Ministro dice que la BBC Quito para explorar petróleo en el área donde los países no contribuyen a financiar fuentes de energía alternativas.


María Fernanda Espinosa pidió el apoyo del gobierno Rousseff


El Gobierno de Ecuador amenazó con abandonar el proyecto para la conservación de su reserva de petróleo en la Amazonia si la comunidad internacional no contribuye a un fondo para la creación de fuentes alternativas de energía.

"Si no podemos reunir partidarios suficientes y el compromiso internacional de tener un plan B (...) esa es la decisión de explotar los recursos petroleros", dijo a la BBC Brasil, María Fernanda Espinosa, Ministra de Patrimonio Cultural del Ecuador y el coordinador del proyecto Yasuní-ITT.


"Está en juego el futuro del Ecuador, es un país con enormes necesidades de desarrollo del planeta y estamos ofreciendo la oportunidad para ejercer su compromiso y su co-responsabilidad con el cambio climático y la biodiversidad", añadió.


Para dejar intacto el Parque Nacional Yasuní - considerada una de las zonas más ricas en biodiversidad en el mundo - el gobierno de Rafael Correa instó a la comunidad internacional una donación a un fondo de compensación de $ 3.6 mil millones, 50% de la de aceite situado en la zona de la Amazonía.

Estos fondos, administrados por las Naciones Unidas para el Desarrollo (PNUD), debe tener como objetivo la transformación de la energía y la preservación de los bosques del Ecuador y las comunidades indígenas aún en aislamiento en el Ecuador.


En la actualidad, la exploración de petróleo es la principal fuente de ingresos.


Se estima que la preservación del campo Yasuní, que posee el 20% de las reservas de petróleo de Ecuador, se evitaría la emisión de más de 400 millones de toneladas métricas de dióxido de carbono, el principal contribuyente al calentamiento global.


El ministro ecuatoriano dijo que después de la conferencia de la ONU sobre el clima en Cancún, México, el gobierno ecuatoriano espera que el programa podría caer Yasuní-ITT por delante en el mecanismo de acceso a los recursos para la conservación de los bosques conocidos por el acrónimo REDD (reducción de emisiones por deforestación y degradación).


La participación financiera de la comunidad internacional, sin embargo, está lejos de satisfacer las expectativas y las preocupaciones del gobierno del Ecuador. Hasta ahora, sólo Chile, España e Italia han colaborado con el fondo de compensación, que reúne a más de EE.UU. $ 38 millones.


"Hay una cierta decepción, sin duda", dijo el ministro.

 

El apoyo de Brasil

 

El objetivo acordado con el PNUD, el regulador del fondo este año es recaudar por lo menos $ 100 millones. De lo contrario, el proyecto puede ser inviable.

 

"Este año es vital para la existencia y permanencia de la iniciativa (ITT-Yasuní) e inferior (de compensación)", dijo Espinoza.

El ministro dijo que el Ecuador cuenta con el apoyo de los países de Unasur y el Mercosur, sin embargo, sólo el gobierno de Chile ha contribuido al fondo.


El ministro, que ha sido rector en la gestión de Correa, dijo que espera que el apoyo del gobierno del presidente Rousseff. "Sería importante que una nación hermana de la importancia de Brasil para agregar este fondo para continuar la alimentación, es de esperar de trabajo", dijo.

 

El futuro del proyecto Yasuní-ITT será uno de los puntos tratados por el referendo que el presidente de Ecuador tiene previsto realizar en los próximos meses. En esta consulta, anunciada el sábado, Correa quiere saber si la población está de acuerdo con el abandono del proyecto de conservación si no la comunidad internacional a colaborar con el fondo.

Correa dijo que evaluará el desarrollo del proyecto en junio y mayo, antes de que finalice el año, para decidir si su gobierno le abandonará. BBC Brasil - Todos los derechos reservados. Queda prohibida cualquier reproducción sin autorización escrita de la BBC.