La creación de nuevos proyectos bajo el mecanismo de desarrollo limpio es cada vez más complicada a la espera de la resolución de los conflictos políticos en el contexto de la reducción de las emisiones de gases de efecto invernadero, demuestra el informe
La operación principal de créditos de reducciones (Ver) certificada de las emisiones generadas por los proyectos bajo el mecanismo de desarrollo limpio (MDL) y vendido en el mercado por su desarrollador, volumen cayó por tercer año consecutivo.
En 2005 y 2006, este tipo de negociación representa el 23% y 19% respectivamente del mercado mundial del carbono y actualmente asciende a sólo el 1%, cayendo el 12 por ciento en 2008, 59% en 2009 y 46% en 2010, de acuerdo con el informe "Estado y las tendencias del mercado de carbono" publicado por el Banco Mundial esta semana.
Desde 2009, os compradores, que ainda tinham metas de redução de emissões a cumprir e historicamente se envolveram na criação de projetos, mudaram seu foco para ativos mais previsíveis, como as Assigned Amount Units (AAUs) e as RCEs secundárias. Estas últimas, geralmente têm muito menos risco do que primárias já que a RCEs ou já foram emitidas ou a sua entrega é garantida de alguma forma.
Além disso, a demanda do setor privado diminuiu ao passo que as suas emissões reduziram com a crise econômica, o que levou ao excesso de créditos disponíveis sob o EU ETS. Estes fatos em conjunto com as decisões da União Européia sobre as restrições do MDL após 2012, fizeram com que muitas instituições e empresas congelassem as atividades de criação de projetos.
Apesar desta retração, o mercado primário de RCEs continua, principalmente através de investimentos provenientes de compradores do setor privado, especialmente usinas de energia e setor financeiro, buscando oportunidades baratas pré e pós 2012. Algumas agências multilaterais e governamentais também contribuem para esta demanda.
Porém, como a demanda é muito pequena até 2012 e com as incertezas após este período, o "poder de barganha" dos compradores aumentou, segundo o Banco Mundial, o que se traduz em preços baixos e contratos (ERPAs, em inglês) cheios de termos e condições.
Dentre as cláusulas estão o registro dos projetos antes de 2012, pois a União Européia já decidiu que apenas RCEs de países menos desenvolvidos serão aceitos no EU ETS após 2012, e a elegibilidade da atividade de projeto.
Uma pesquisa do Banco Mundial revelou que mais de 80% dos que responderam confirmaram as cláusulas restritivas nos ERPAs. Portanto, os contratos estão sendo cada vez mais customizados para atender as preferências dos compradores. Dentre elas está o estabelecimento de um preço variável nos ERPAs, com o valor máximo limitado ao preço da RCE secundária.
Além disso, o banco constatou que vários atores do mercado têm outras provisões de segurança, sendo que as unidades de criação de projetos do setor privado demonstraram incentivos muito baixos para investimentos em compensações pós-2012 "devido a temores sobre a possibilidade de perda financeira".
"Também é interessante notar que, ao mesmo tempo que a incerteza geral favorece os compradores, os poucos vendedores que possuem as RCEs primárias mais desejáveis (como projetos de energias limpas em estágio avançado e outros em países menos desenvolvidos) têm conseguido condições favoráveis nos ERPAs e preços Premium", ressaltou o banco.
Preços
Apesar da recuperação nos preços das RCEs secundárias, sendo negociadas em torno de € 12,7 na semana passada, com a menor demanda por RCEs primárias, o seu valor também diminuiu para uma média de € 8-10 em 2010, dependendo do projeto (região, risco, atividade ...).
Cerca de 70% dos questionados pelo Banco Mundial confirmaram que não estão comprando compensações pós 2012 ou se estão, os preços estão € 6-8, similares aos registrados em 2009.
Demanda futura
Definir o cenário futuro para as reduções de emissão geradas em países em desenvolvimento continua sendo um "exercício delicado e heróico", ressaltou o relatório, já que muitas iniciativas ainda estão no nível de proposta e devem ser influenciadas pelo resultado das negociações em andamento.
Ainda não se sabe a quantidade de créditos que pode ser usada para cumprir as metas de emissão, quais padrões e mecanismos serão aceitos e quais as restrições ainda podem ser aplicadas, como por exemplo, o país de origem e a tecnologia usada, explica o banco.
Portanto, as estimativas do Banco Mundial para o mercado entre 2013-2020 levaram em conta fatores como as iniciativas propostas e os compromissos sob o Acordo de Copenhague e a introdução de esquemas de comércio de emissões em grande parte dos países do Anexo I para cumprir seus compromissos.
Desta forma, as incertezas em torno do período pós-2012 deixaram a União Européia sozinha para absorver a oferta de RCEs primárias, aquelas provenientes diretamente dos projetos. Porém esta demanda não promete ser muito ampla devido a lenta recuperação econômica do bloco e o excesso de permissões de emissão que estão sendo guardados e serão usados na terceira fase do EU ETS.
"O excedente que será carregado da segunda fase em conjunto com as novas permissões da terceira, reduzirão a necessidade por RCEs adicionais nos primeiros anos (2013-2020)", conclui o relatório.
A oferta disponível entre 2013 e 2020, através dos projetos existentes, é tida como suficiente para atender a demanda de cerca de 1,7 bilhões de toneladas, restando poucos incentivos para os desenvolvedores de projetos em países em desenvolvimento investirem mais e criarem uma oferta futura de reduções de emissão, explica o banco.
Não há dúvidas que é preciso mudanças para incentivar uma economia de baixo carbono nos países em desenvolvimento e as discussões sobre o aprimoramento do MDL e a criação de novos mecanismos estão se desenrolando de forma ainda um tanto confusa.
Portanto, enquanto houver esta brecha no contexto internacional, as políticas domésticas destes países devem ser estabelecidas de forma transparente e abrangente dando um suporte para que as tecnologias inovadoras e limpas não percam o espaço que vem sendo conquistado nos últimos anos.
Por lo tanto, si bien existe esta brecha en el contexto internacional, las políticas nacionales de estos países deben establecerse en un dando transparente y amplio soporte para tecnologías innovadoras y limpios no pierden el espacio que se ha logrado en los últimos años.
Autor: Fernanda B. Müller-fuente: CarbonoBrasil
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