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sábado, 30 de abril de 2011

TERCEIRO DISTRITO DE DUQUE DE CAXIAS GANHA PROGRAMA DE COLETA SELETIVA

Como parte da Política Municipal de Coleta Seletiva, a Secretaria de Meio Ambiente, Agricultura e Abastecimento de Duque de Caxias lançou em Santa Cruz da Serra na manhã desta sexta-feira, 29 de abril de 2011, o programa de coleta seletiva no terceiro Distrito.

A reunião com autoridades, representantes dos catadores, lideranças comunitárias da região e estudantes, aconteceu na Escola Estadual Padre Anchieta, em Santa Cruz da Serra, bairro da região. Para ajudar os catadores a secretaria está elaborando um projeto para conseguir recursos não reembolsáveis junto ao BNDEs (Banco Nacional de Desenvolvimento Social), para construção de galpões e compra de equipamentos.

A Associação dos Catadores da População de Rua e a Cooperativa de Catadores vão se reunir com a direção das escolas públicas e privadas da região para definir estratégias para estimular o envolvimento dos moradores no programa. Ficou acertado que o lixo extraordinário (lixo limpo que pode ser reciclável) será recolhido nas residências às terças-feiras, em data fora da coleta regular de lixo no terceiro distrito, que acontece as segundas, quartas e sextas-feiras. O projeto piloto começou no primeiro distrito em 2009, no bairro Olavo Bilac, e hoje atende a quatro bairros daquela região. Implantada em 2009 a coleta seletiva é feita hoje em bairros do primeiro e quarto distritos. Em breve também chegará a Campos Elíseos, no segundo distrito.

A cooperativa de catadores, que tem galpão de reciclagem no Parque Eldorado, pretende criar ecopontos nos bairros e sub-bairros da região de Santa Cruz da Serra. O material estocado pelos catadores nestes locais será encaminhado para reciclagem uma vez por semana – ou quantas forem necessárias, se a quantidade recolhida for muito grande – no galpão do Parque Eldorado. A reunião contou com a presença de Francisco Correa, gerente de um supermercado que será inaugurado em breve em Santa Cruz da Serra. Ele afirmou que pretende doar todo lixo extraordinário de seu local de trabalho para os catadores.

José Djalma, da cooperativa de catadores quer criar ecopontos

O secretário de Meio Ambiente, Samuel Maia, falou da política Municipal de Coleta Seletiva implantada pelo prefeito José Camilo Zito e dos recursos do BNDS para ajudar os catadores, principalmente os do bairro Jardim Gramacho, que sobrevivem do aterro da Comlurb que será desativado no início do ano que vem. Falou também dos avanços nessa área, preocupação constante do prefeito, que instituiu também a coleta seletiva em todos os órgãos públicos municipais.

Samuel disse que o governo está comprando caminhões para ajudar as cooperativas e que está incluindo os recicladores no programa Minha Casa minha Vida. Das unidades habitacionais construídas pelo programa em Caxias, 5% seriam para catadores cooperativados do município. “Estou satisfeito de encontrar estudantes nesta reunião. Eles serão peças fundamentais para que o processo avance. Além de evitar a poluição do meio ambiente eles estarão colaborando com suas comunidades e proporcionando a geração de renda para muitas famílias”, disse Samuel Maia.

A reunião para o lançamento da coleta seletiva no terceiro distrito contou com a participação de representantes do INEA (Instituto Estadual do Ambiente), do Rotary Clube, professores das redes municipal e estadual de ensino, do Conselho Municipal de Meio Ambiente, do Instituto Natividade, do Centro Comunitário de Defesa da Cidadania e da Locanty, empresa responsável pela coleta de lixo na região e que cederá caminhões para o transporte do material reciclável.

Fonte: PMDC

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Conferência Nacional define propostas para desenvolvimento social

Definir e apresentar aos candidatos à presidência da República e ao Congresso peruano as propostas para construir um país que garanta os direitos humanos com democracia, justiça social e cuidado com o meio ambiente.

Estes são os objetivos da XVI Conferência Nacional sobre Desenvolvimento Social (Conades), este ano com o tema "El Perú de todas las sangres”. O evento acontece nos dias 28 e 29 de abril, no Parque da Exposição de Lima.

A conferência se estrutura em cinco eixos temáticos, cujas mesas de discussão ocorrem simultaneamente: Justiça Econômica e Integração Regional; Democracia e Reforma do Estado; Território, Terra, Água, Meio Ambiente e Direitos dos Povos; Gênero e Equidade; Cidadãos exercendo seus Direitos.

Esta edição inova ao reservar aos indígenas o eixo 4: Território, Terra, Água, Meio Ambiente e Direitos dos Povos. Neste eixo, serão discutidas questões como gestão participativa do território, mudanças climáticas e água, terra, território e direitos, diversidade cultural, bem como o Convênio 169 da OIT e o direito à consulta.

A I Conades ocorreu em 1996, com o tema Pobreza, emprego e desenvolvimento. Desde então, todos os anos, o espaço se articula com movimentos sociais e busca, a partir de uma problemática específica, acumular conhecimento e propostas.

Integrada por diversas organizações sociais da igreja, sociedade civil, instituições de desenvolvimento social e sindicatos, a Conferência é pensada com o objetivo central de "elaborar propostas de políticas públicas orientadas a pôr a economia e o estado ao serviço das pessoas”.

Serviço

O Parque da Exposição de Lima fica entre a Avenida Garcilaso de la Vega e a Avenida 28 de Julho.

Para conhecer a programação completa da XVI Conferência Nacional sobre Desenvolvimento Social, acesse o blog http://conades.lamula.pe

 

Fonte: Camila Queiroz - Jornalista da ADITAL

 

RIO+20 - CAMPANHA DA FRATERNIDADE

A Campanha da Fraternidade antecipa os debates da RIO+20

Já está circulando a revista ECO 21 de abril de 2011. Uma das principais publicações sobre meio ambiente e sustentabilidade no Brasil, a ECO 21 deste mês traz excelentes textos. Veja abaixo do editorial o índice da edição.

Editorial

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) deu início à Campanha da Fraternidade 2011 cujo slogan este ano é “Fraternidade e Vida no Planeta” dando continuidade a uma antiga preocupação da CNBB sobre a questão ambiental. A Campanha mais antiga em torno à ecologia aconteceu em 1979, com o lema: “Preserve o que é de todos”. Em 2002, a Campanha tratou da Amazônia; em 2004 refletiu sobre a questão da água e, em 2007 discutiu o tema “Povos Indígenas e a questão da terra”.

A aprovação das mudanças do Código Florestal é uma das principais preocupações da CNBB, disse Dom Dimas Lara Barbosa, Secretário Geral da CNBB. “Há pouco tempo tivemos, uma reunião com técnicos do MMA e pudemos observar o esforço que setores do Governo estão fazendo para dialogar com movimentos sociais representativos das comunidades mais vulneráveis como quilombolas, ribeirinhos, povos indígenas, atingidos pelas barragens. Todos esses movimentos têm procurado o Governo e a CNBB no sentido de incentivar para que não sejamos tão apressados em aprovar o novo Código Florestal”, disse dom Dimas. Nas últimas semanas ele demonstrou, ainda, preocupação com o Pré-Sal e com a usina Belo Monte, que será construída no Xingu. Ele revelou que Altamira já sente o impacto da obra com a chegada em massa de novos moradores e que a cidade não tem infraestrutura para acolher a todos.

A Campanha sugere realizar, nos níveis pessoal, comunitário e de governo, ações de preservação. “O cidadão pode colaborar com pequenos atos e cultivar hábitos saudáveis como a utilização de fontes renováveis de energia, como é o caso da energia solar, coleta seletiva de lixo, a própria questão do respeito com relação à água”.

Dom Dimas lembra a luta dos povos indígenas que obteve da Assembleia Geral da ONU a declaração formal de que água e saneamento são direitos humanos. “No atual contexto de aquecimento global e mudanças climáticas, a tendência é que os debates relativos à problemática dos recursos hídricos sejam monopolizados por uma eventual crise de oferta de água potável num futuro próximo”.

Inserido nessa visão, Dom Canísio Klaus, Bispo de Santa Cruz do Sul e ativista da Campanha, esclarece a proposta da Igreja Católica: “ela nos convida a uma conversão ecológica que implica em defender as condições para que a vida possa se desenvolver. Lutar pela pureza do ar e das águas e se empenhar na preservação das plantas e dos animais. É bom agirmos rápido. Muitos já foram tragados por ondas gigantes, outros foram sufocados pelos deslizamentos provocados com a ocupação das encostas dos morros. Inúmeras são as famílias obrigadas a migrar por causa das longas estiagens e milhares são os que estão sob a ameaça das radiações atômicas no Japão”.

Já Dom Orani João Tempesta, Arcebispo do Rio de Janeiro, escreveu: “Este Planeta é o nosso hábitat. Não existe outro local, até agora conhecido, possível de habitarmos. Por isso, a Campanha da Fraternidade nos direciona para a conscientização sobre a sustentabilidade com o Reduzir, Reutilizar, Recuperar, Reciclar, Repensar”. Trata-se do primeiro passo para aprofundar os ter

Fonte: Lúcia Chayb e René Capriles, da Eco 21

 

terça-feira, 26 de abril de 2011

DESCOBERTA POR ACASO PODE REVOLUCIONAR PRODUÇÃO DE HIDROGÊNIO

sulfeto de molibdênio é um catalisador muito eficiente para a eletrólise da água - com a vantagem de que esse material é abundante e muito barato. [Imagem: EPFL/Alain Herzog]

A teoria do hidrogênio

Não é sem razão que o hidrogênio é apontado como o combustível do futuro: ao gerar energia em células a combustível, ele só produz água como resíduo.

E, largamente disponível na Terra, a água é formada por hidrogênio e oxigênio - basta quebrar a molécula de H2O para obter o hidrogênio. E isso pode até mesmo ser feito usando a energia solar.

Mas isto é só na teoria. O fato é que, no presente, ainda não existe uma forma de produzir hidrogênio de forma sustentável e a custos competitivos.

Assim, o hidrogênio usado industrialmente continua sendo produzido a partir do gás natural - o primo do petróleo - e os carros a hidrogênio não são mais do que "garotos-propaganda" de uma indústria que quer se tornar verde, mas ainda não consegue.

Eletrólise da água

As moléculas de água podem ser quebradas fazendo com que sejam atravessadas por uma forte corrente elétrica, um processo conhecido como eletrólise.

Esta, contudo, é uma reação lenta. Para otimizá-la é necessário usar um catalisador, a platina - um metal particularmente caro, cujo preço triplicou nos últimos 10 anos.

Mas o acaso reservava uma grata surpresa para o professor Xiel Hu e sua equipe do Instituto Politécnico Federal de Lausanne, na Suíça.

Eles estavam fazendo um experimento eletroquímico quando descobriram uma altíssima produção de hidrogênio na presença de um composto de sulfeto de molibdênio.

Analisando o ocorrido, eles descobriram que o sulfeto de molibdênio é um catalisador muito eficiente para a eletrólise da água - com a vantagem de que esse material é abundante e muito barato.

E o custo não é a única vantagem do novo catalisador. O sulfeto de molibdênio mostrou-se estável, sem sofrer degradação muito forte, e compatível com meios ácidos, neutros e básicos.

Falta a teoria

"Graças a esse resultado inesperado, nós descobrimos um fenômeno único," conta Hu. "Mas não ainda não sabemos exatamente por que esses catalisadores são tão eficientes."

A próxima etapa da pesquisa é criar um protótipo funcional que possa ser utilizado na produção de hidrogênio a partir da luz do Sol.

Os cientistas afirmam que será necessário também compreender o funcionamento do novo catalisador, a fim de se tentar otimizar ainda mais seu rendimento.

Bibliografia:

Amorphous Molybdenum Sulfide Films as Catalysts for Electrochemical Hydrogen Production in Water

Daniel Merki, Stéphane Fierro, Heron Vrubel, Xile Hu

Chemical Science - April 2011 - Vol.: Advance Article - DOI: 10.1039/C1SC00117E

Fonte: Redação do Site Inovação Tecnológica - 21/04/2011

CREADA A CELAC - DELEGACIONES DE 29 PAÍSES LATINOS CONFIRMAN ASISTENCIA A REUNIÓN EN CARACAS

Prezados amigos y hermanos,

 

Esta noticia tiene una gran importancia estratégica. La formación de un bloque con legítimos intereses económicos y geopolíticos en América Latina nos proporcionan diferentes tipos y niveles de instrumentos de armonización y acciones conjuntas.

 

En un futuro muy próximo, una de las gran iniciativas potenciales a ser presentadas e que ponderan contribuir para la fortificación de una convergencia de las políticas educativas latino-americanas é la articulación para unificación o convergencia de los criterios de evaluación que permitan a validación del reconocimiento de los títulos emitidos por cursos de estudios de pregrado y posgrado en todas las universidades de América Latina y el Caribe.

 

O QUE É A CELAC

 

Ministério de Relações Exteriores – Itamaraty, Brasil

 

Começa a tomar forma a Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos, (CELAC), que esvaziará e enterrará a de vez a famigerada OEA, controlada desde a sua fundação pelos Estados Unidos. Nessa nova entidade de integração e fomento ao desenvolvimento os Estados Unidos e Canadá não participarão, o quer permitirá a seus Estados membros agirem sem tutores e protetores e discutirem livremente seus interesses específicos. Para combater as terríveis assimetrias que existem entre  os Estados da América Latina poderá ser fortalecido o BANSUR que substituirá o BIRD no fomento ao desenvolvimento. A América Latina  caminha a passos acelerados para conquistar efetivamente sua soberania e ter voz firme e altiva nos fóruns internacionais. A reunião de chancelares dessa semana preparará a reunião de fundação da entidade que será realizada na cidade de Caracas no dia 5 de julho próximo com a presença dos Chefes de Estado e de Governo dos paises membros. As notas abaixo transcritas trazem outros informes de interesse. Jacob David Blinder.

 

Un total de 29 delegaciones han confirmado su participación en la reunión que se llevará a cabo este martes para preparar la cumbre de la Comunidad de Estados Latinoamericanos y Caribeños (Celac) que se realizará en la ciudad de Caracas, Venezuela, el próximo 5 de julio, fecha en la que este país conmemora el Bicentenario de su Independencia.

 

El encuentro que también se organizará en la capital, tiene como objetivo definir los temas que se debatirán en julio próximo cuando se diseñarán estrategias relacionadas con la seguridad alimentaria, salud, educación, tecnología y deportes. De igual forma, en la primera cumbre, se espera aprobar la creación de la Carta de Derechos Sociales, además de un fondo para la erradicación de la pobreza.

 

En la reunión no participarán Estados Unidos ni Canadá, pues tal como lo acordaron los Jefes de Estado de los países integrados en la Celac, el surgimiento de esta plataforma responde a la necesidad de impulsar un espacio propio regional, determinado por los derechos a la independencia, a la soberanía y a la igualdad de los Estados ejercidos por los pueblos de América Latina y el Caribe.

 

Venezuela y Chile asumieron por mandato colectivo compartir la presidencia Pro Tempore de la Celac y preparar los Estatutos de la institución, cuya puesta en marcha brindará más autonomía a la región, con base en cinco principios y valores que se comparten en el espacio interamericano: el respeto al derecho internacional y a la democracia, el respeto a los derechos humanos, así como a la igualdad soberana de los Estados, y el no uso ni la amenaza del empleo de la fuerza para resolver los conflictos entre los países.

 

Los 33 países que constituyen la Celac generan un Producto Interno Bruto (PIB) total de 5 billones de dólares, tres veces menor que el PIB de Estados Unidos y Canadá juntos que se ubicó en 2009 en la astronómica cifra 15 billones de dólares.

 

La Celac  nación en la Cumbre del Grupo de Río, realizada en febrero de 2010, en Cancún (México).  Los países que integran esta instancia regional son:  Antigua y Barbuda, Argentina, Bahamas, Barbados, Belice, Bolivia, Brasil, Chile, Colombia, Costa Rica, Cuba, Dominica, Ecuador, El Salvador, Granada, Guatemala, Guyana, Haití, Honduras, Jamaica, México, Nicaragua, Panamá, Paraguay, Perú, República Dominicana, San Cristóbal y Nieves, San Vicente y las Granadinas, Santa Lucía, Surinam, Trinidad y Tobago, Uruguay y Venezuela.

 

La llegada de los delegados de los 29 países que participarán en la reunión preparatoria al primer encuentro de la Comunidad de América Latina y el Caribe (Celac) se espera desde este lunes.

 

 

A Comunidade dos Estados Latinoamericanos e Caribenhos – CELAC foi criada na “Cúpula da Unidade da América Latina e do Caribe”, realizada na Riviera Maya (México), em fevereiro de 2010, em histórica decisão dos Chefes de Estado e de Governo da região. A Cúpula da Unidade compreendeu a II Cúpula da América Latina e o Caribe sobre Integração e Desenvolvimento – CALC e a XXI Cúpula do Grupo do Rio.

 

A Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC) tem origem na “Declaração da Cúpula da Unidade”, adotada pelos Chefes de Estado e de Governo da América Latina e do Caribe durante reunião de Cúpula realizada na Riviera Maya, México, em fevereiro de 2010. Naquela ocasião, houve consenso em constituir um novo mecanismo de concertação política e integração, que abrigará os trinta e três países da América do Sul, América Central e Caribe. A CELAC assumirá o patrimônio histórico do Grupo do Rio (concertação política), cuja Secretaria de turno é exercida atualmente pelo Chile, e da CALC (desenvolvimento e integração), cuja presidência temporária é venezuelana. Em julho de 2011, será realizada, na Venezuela, a III CALC, quando deverá ser completado o processo de constituição da CELAC.

 

A Declaração da Cúpula da Unidade da América Latina e do Caribe determinou ainda a constituição de um Foro Unificado como grupo de trabalho encarregado de redigir as regras de funcionamento do novo organismo. A convergência da CALC e do Grupo do Rio ocorrerá de forma gradual. Ambos os mecanismos manterão suas agendas e métodos de trabalho paralelos até a conclusão do processo de construção da CELAC.

 

Para o Brasil, a CELAC deverá contribuir para a ampliação tanto do diálogo político, quanto dos projetos de cooperação na América Latina e Caribe. O novo mecanismo também facilitará a conformação de uma identidade própria regional e de posições latino-americanas e caribenhas comuns sobre integração e desenvolvimento.

 

A dimensão política da CELAC partirá da base construída pelo Mecanismo Permanente de Consulta e Concertação Política, estabelecido no Rio de Janeiro em 1986 e conhecido como Grupo do Rio. Concebido como instrumento de articulação política de alto nível, o Grupo do Rio atuou tradicionalmente na consolidação da democracia, tendo como pressuposto o bem sucedido trabalho diplomático dos Grupos de Contadora e de Apoio em favor da paz na América Central. Sua interseção com a CALC é natural, uma vez que, por ser um foro de discussão política, o Grupo do Rio sempre prescindiu de atuação mais aprofundada na área econômica e de formas institucionalizadas de cooperação.

 

Os fundadores do Grupo do Rio resolveram delimitar seu escopo de atuação a reuniões de caráter informal, destinadas a servir como espaço exclusivamente político, apropriado para consultas, troca de informações e eventuais iniciativas conjuntas, decididas sempre por consenso. Ao longo de mais de duas décadas, foram realizadas vinte Cúpulas, vinte e nove reuniões ministeriais ordinárias e três extraordinárias.  Sua temática foi aberta, tratando, em geral, de temas importantes para a região. Em suas mais recentes reuniões, o Grupo do Rio abordou questões como a promoção dos direitos humanos e o impacto das migrações.

 

O Grupo do Rio fortaleceu-se gradualmente como espaço presidencial privilegiado e como um mecanismo regional representativo da América Latina e do Caribe em relação a outros países e blocos. Os contatos políticos institucionalizados do Grupo do Rio com terceiros promoveram o diálogo interregional entre autoridades do mais alto nível, com o intercâmbio de pontos de vista sobre importantes temas da agenda internacional. Atualmente, são dezenove parceiros de diálogo com o Grupo do Rio, que devem ser herdados pela CELAC: União Européia, Conselho de Cooperação do Golfo, China, Rússia, Canadá, Índia, Japão, Coréia do Sul, ASEAN, Israel, Ucrânia, Liga Árabe, G-77, Grupo GUUAM (Geórgia, Ucrânia, Uzbequistão, Azerbaijão e Moldova), CEI, Austrália, EUA e União Africana.

 

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Processo de produção de biodiesel por rota supercrítica

De acordo com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), biodiesel é um combustível composto de alquilésteres de ácidos graxos de cadeia longa, derivados de óleos vegetais ou de gorduras animais, atendendo as especificações da resolução ANP Nº 7 de 19/03/2008. O processo de obtenção do combustível, no entanto, não é definido pelaANP.

 

Atualmente, o biodiesel é misturado, na proporção de 5% a todo o óleo diesel comercializado no país. O comércio de biodiesel é controlado pela ANP por meio da realização de leilões. Com o último leilão de biodiesel realizado em 2010, o volume do combustível vendido ao longo do ano foi superior a 2 bilhões de litros.

 

biodiesel possui grande importância estratégica, econômica, ambiental e social. Diminui a demanda pelo diesel de origem fóssil e, portanto, a dependência externa desse derivado de petróleo; é vantajoso ambientalmente devido à diminuição da emissão dos gases do efeito estufa, quando se considera todo o ciclo de produção e uso do biodiesel e do diesel; e aumenta as possibilidades de geração de emprego e renda em todas as regiões brasileiras, favorecendo a desconcentração urbana e industrial e ampliando as oportunidades para desenvolvimento regional e da agricultura familiar.

 

Diante dessa importância e considerando que o percentual do biodiesel na mistura com diesel poderá passar, em curto tempo, a 7% e posteriormente a 10%, novos processos são frequentemente propostos para obtenção desse biocombustível. As pesquisas crescem velozmente na busca por novos catalisadores, novas rotas e novas fontes de oleaginosas, considerando o teor de ácidos graxos nas matérias-primas, a eficiência na extração e as possibilidades de regionalização da produção.

 

O método de transesterificação utilizado para produção comercial de biodiesel faz uso de um catalisador alcalino, que pode ser hidróxido de potássio ou hidróxido de sódio. As etapas de purificação dos produtos finais (biodiesel e glicerina) nesse processo exigem a recuperação do catalisador e a remoção dos produtos de saponificação que são gerados no meio. A separação dos produtos de saponificação é tanto mais difícil quanto maior for a quantidade de catalisador necessária para neutralizar os ácidos graxos livres presentes nos óleos vegetais. Outro inconveniente da transesterificação catalisada por bases é a intolerância à água no meio reagente. O efeito negativo ocorre porque a água consome o catalisador diminuindo sua eficiência no processo.

 

Pesquisas têm sido desenvolvidas na produção de biodiesel por rota supercrítica. A condição de fluido supercrítico é alcançada quando a temperatura e pressão do sistema reacional estão acima do ponto crítico dos componentes. A temperatura crítica é definida como a mais alta temperatura na qual um gás pode ser convertido em líquido com o aumento da pressão. E a pressão crítica é a mais alta pressão em que um líquido pode ser convertido em gás, por meio do aumento da temperatura. Entre as aplicações de um fluido supercrítico está a utilização como meio de reação, onde o fluido pode tanto participar ativamente da reação, quanto apenas promover a solubilização dos componentes do sistema, levando todos a uma condição de fase homogênea. A utilização de um fluido supercrítico como meio de reação incrementa a seletividade da reação, proporcionando rendimentos elevados e melhora ou facilita o processo de separação dos diversos componentes do sistema.

 

Em condições de temperatura e pressão elevadas, que superam as propriedades críticas da mistura, ou seja, condições supercríticas de sistema, a reação de transesterificação pode prescindir do uso de catalisadores. Nessas condições, o rendimento e a velocidade da reação são elevados e as etapas de purificação dos produtos são simplificadas. Estas etapas seriam basicamente a separação da fase biodiesel da fase glicerina através de decantação e remoção do excedente de álcool utilizado.

 

Um mecanismo proposto para a reação é o ataque inicial da hidroxila do álcool (etanol ou metanol) diretamente à carbonila do triglicerídeo, diglicerídeo ou monoglicerídeo do ácido graxo, como resultado da elevada pressão do sistema e baseado no mecanismo de hidrólise do éster.

 

No entanto, diversos aspectos devem ser considerados para que a produção de biodiesel venha a ser realizada, em escala comercial, em condições supercríticas. Em função das altas temperaturas e pressões exigidas nessas condições de processo, o equipamento necessário para a produção de biodiesel em escala comercial seria de elevado custo. Além do grande desafio da construção de reatores de custos moderados, a proposta de produção comercial de biodiesel por rota supercrítica deve minimizar a demanda energética do processo e diminuir a razão molar álcool/óleo para que se torne economicamente viável. Ao mesmo tempo, faz-se necessário realizar o balanço energético completo dessa nova rota de produção de biodiesel, para estabelecer em que situações ela poderia ser mais vantajosa do que a rota convencional.

FoNte: ANP

terça-feira, 19 de abril de 2011

COMITÊ EXECUTIVO DO MDL APROVA NOVAS METODOLOGIAS

Além de reconhecer a primeira Entidade Operacional Designada da África, encontro do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo traz avanços para projetos de reflorestamento e de redução de emissões de metano em plantações de arroz

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A 60º reunião do Comitê Executivo do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo terminou no último dia 15 em Bangcoc, na Tailândia, com boas novidades para os desenvolvedores de projetos.

O Comitê aprovou pela primeira vez uma metodologia completa de larga escala para atividades de florestamento e reflorestamento que cobre regiões além de áreas úmidas (AR-AM0013). A inciativa vem em resposta a pedidos de países que estavam com dificuldades de desenvolverem projetos desse setor. 

Também foi aceita a metodologia (SSCV-III.AU) para projetos que reduzem emissões de gases do efeito estufa em plantações de arroz utilizando boas práticas, especialmente novas técnicas de plantio.

Entre outros procedimentos aprovados estão:

- Novos modelos de projetos de florestamento e reflorestamento em terras degradadas (AR-ACM0001);

- Melhorias nas estimativas de emissões de gases do efeito estufa que não o dióxido de carbono (CO2) provenientes da queima de biomassa;

- Ferramentas para mensuração de estoques de carbono no solo.

“O trabalho de melhorar e expandir as metodologias do MDL é de grande importância para identificar potenciais de redução de emissões nos países em desenvolvimento. Estas metodologias representam um passo à frente. Elas aumentam o acesso ao MDL dos setores florestais e de agricultura e são especialmente importantes para a África, América Latina e Sudeste Asiático”, explicou Martin Hession, presidente do comitê executivo.

Com relação aos projetos avaliados na reunião, 32 foram aprovados e apenas um acabou rejeitado pelo comitê.

 

EOD Africana

 

A 60º reunião também rompeu um tabu ao creditar pela primeira vez uma Entidade Operacional Designada (EOD) do continente africano. A grande maioria das EODs são europeias.

A Carbon Check Pvt. Ltda. agora tem a capacidade de validar e certificar projetos do MDL em nove diferentes setores. Trate-se de uma empresa criada em 2009 e que no mesmo ano entrou com o pedido de creditação, que acabou saindo apenas na semana passada.

Segundo o presidente da Carbon Check, Adam Leslie Simcock, a África tem um enorme potencial para reduzir suas emissões através dos projetos de MDL.

“Países como a Nigéria, Quênia e Egito devem receber um grande número de iniciativas, ainda mais porque a próxima Conferência do Clima será na África do Sul. Atualmente, 150 projetos africanos estão estagnados em alguma das etapas de certificação, vamos ajudar a acelerar essa fila”, afirmou Simcock.

“A contribuição do MDL para o desenvolvimento de técnicas de redução de emissões é muitas vezes subestimada. Já existem auditores do mecanismo na Europa, Ásia e América Latina. Estou muito contente por termos finalmente um na África”, declarou Hession.

A próxima reunião do Comitê Executivo do MDL será realizada entre 30 de maio e 3 de junho em Bonn, na Alemanha.

Fonte: -  Autor: Fabiano Ávila   -   Fonte: Instituto CarbonoBrasil/UNFCCC - 19/04/2011  

DESAFIOS E MUDANÇAS ESTÃO A CAMINHO PARA O MDL

O Mecanismo de Desenvolvimento Limpo provavelmente terá um papel no período pós-2012, porém seu escopo deve ser reduzido e outras abordagens devem trazer oportunidades para o fortalecimento de uma economia de baixo carbono.

 

Que muita coisa vai mudar no cenário internacional de créditos de carbono para projetos em países em desenvolvimento após 2012, com o término do período de compromisso do Protocolo de Kyoto e mudanças na aceitação dos créditos sob o esquema europeu de comércio de emissões (EU ETS), ninguém tem dúvida.

 

Porém, existem algumas certezas, sendo que a principal delas diz respeito aos tipos de projetos sob o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo que não serão mais elegíveis durante a terceira fase do EU ETS, como os que envolvem os gases industriais HFC-23 e N2O de ácido adípico. Além disso, algumas restrições podem ser aplicadas de acordo com o país anfitrião do projeto.

 

Se um novo acordo internacional pós-2012 não for alcançado, apenas projetos de MDL registrados antes de 2013, implementados em países menos desenvolvidos ou nos países que tiverem acordo bilateral com a União Europeia (UE), devem ser elegíveis após 2013 no EU ETS, explicou o gerente regional da empresa First Climate, Joachim Sell, durante o evento Carbon Market Americas.

 

Sell acredita que as restrições devem segurar os preços das Reduções Certificadas de Emissões (RCEs) mais altos por algum tempo, até que o limite de importação de RCEs para o EU ETS seja saturado e haja um excesso delas.

 

Muito se fala que desenvolvedores de projetos sob o MDL estão em uma corrida contra o tempo para registrar suas empreitadas antes do término de 2012, temendo uma restrição muito grande na elegibilidade dos projetos. Como o período de registro dos projetos sob o mecanismo é de cerca de um ano e meio, a janela de tempo é curta.

 

Um problema sério levantado pelos desenvolvedores se refere aos contratos para a venda de créditos de carbono pós-2012. Eles alegam que alguns compradores exigem cláusulas de elegibilidade, não se responsabilizando se determinados projetos não forem mais aceitos sob o MDL. Isto estaria inviabilizando a elaboração de muitas iniciativas que gerariam créditos a partir de 2013.

Compradores como a Gazprom, empresa russa que é a maior exportadora de gás natural do mundo, alegam que os contratos pós-2012 têm cláusulas de elegibilidade, porém determinam um preço fixo pago, mesmo se o projeto não for mais elegível. Este valor é definido dependendo do projeto e seu risco inerente.

 

Philip Hauser, vice-presidente de mercados de carbono na América Latina da GDF Suez, comentou que, em um caso similar, a empresa tem como piso € 8/tonelada de CO2e.

 

Preferência dos compradores

Quem busca créditos MDL atualmente tem uma série de preocupações relacionadas a todo este panorama de incertezas pós-2012.

 

Núbia Perez, originadora de projetos de energias limpas da Gazprom comentou que o volume de RCEs geradas por um projeto é um critério muito importante.

 

Ela argumenta que o fechamento de um contrato, chamado ERPA (Emissions Reduction Purchase Agreenment), é extremamente demorado, portanto quanto maior o volume de RCEs, melhor.

 

A data (ou expectativa) de registro, tipo e país dos projetos, aumento, ou não, da meta de redução das emissões da UE, destino da energia nuclear, recuperação econômica, meta de eficiência energética da UE, demanda japonesa e o tipo de mecanismo a ser adotado a partir de 2013 são elementos fundamentais considerados pelos compradores que têm metas compulsórias a cumprir, segundo Francisco Grajales Craviotto, gerente regional da companhia holandesa Vattelfall Energy Trading.

 

Tudo se resume à quantidade de risco embutida em um projeto, seja referente a sua elegibilidade pós-2012 por tipo de projeto ou país anfitrião, ou ainda às inúmeras questões de demanda em nível internacional, que pode aumentar ou diminuir, dependendo das políticas de países como o Japão, Estados Unidos e Austrália.

 

O cenário mais provável para a União Europeia é uma meta de 25% de redução das emissões, o que resultaria em uma demanda de três gigatoneladas em créditos de compensação (RCEs e ERUs) até 2020 versus a oferta de 2,8 Gt, segundo estimativas da Point Carbon.

A consultoria prevê preços em média 25% menores do que os valores das EUAs, com as RCEs secundárias podendo alcançar € 20 em 2014 e € 25 em 2020.

 

Bola de cristal

A impressão geral é que é difícil prever o que acontecerá com o MDL após 2012. Entretanto, projetos de sucesso envolvendo uma economia mais limpa em países em desenvolvimento devem ter um cenário favorável depois de 2012, mesmo com a restrição do MDL.

Nelson Sam, diretor global de serviços de consultoria da Point Carbon acredita que o futuro do MDL envolve projetos de eficiência energética, renováveis e resíduos.

"Temos que aprender com o MDL, mas precisamos de algo novo", disse Philip Hauser da GDF Suez durante o Carbon Market Americas, evento realizado em São Paulo, entre 4 e 7 de abril.

"O MDL levantou muito interesse, as pessoas olharam para projetos que nunca considerariam, além de atrair as empresas para tentar e criar infraestrutura, o que torna difícil é o enorme risco regulatório", completou Hauser.

Dentre os mecanismos que devem trabalhar em conjunto com o MDL, suprindo a demanda por investimentos nos países em desenvolvimento, estão dois importantes caminhos em discussão no âmbito internacional: a abordagem setorial e a implementação das NAMAs.

A abordagem setorial, que evoluiu nas negociações para fazer parte do debate mais amplo das NAMAs, estabeleceria linhas de base padronizadas para as emissões de gases de efeito estufa (GEEs) por setores econômicos, como a aviação internacional ou o transporte marítimo.

As NAMAs, na sigla em inglês, são as Ações Nacionais de Mitigação Apropriadas às realidades Nacionais. Definidas no parágrafo 1(b) (ii) do Plano de Ação de Bali, são um conjunto de medidas de caráter político, regulatório ou financeiro que devem ser definidas por países em desenvolvimento com o objetivo de mitigar as mudanças climáticas de maneira consistente com as circunstâncias nacionais e com as responsabilidades históricas. Elas devem ser mensuráveis, reportáveis e verificáveis por outros países.

Existem três tipos de NAMAs em discussão, unilateral (ações dos próprios países em desenvolvimento), com auxílio dos países do Anexo I, e uma abordagem setorial que geraria créditos. As duas primeiras visam ao corte de emissões de modo que não possam ser utilizadas na forma de compensação de carbono por países do Anexo I (do Protocolo de Kyoto), como ocorre atualmente com o MDL, onde os créditos de emissão podem ser comercializados no mercado.

Entre os diversos tipos de ações apoiadas pelas NAMAs está o desenvolvimento de pesquisas e projetos-piloto, a definição, implantação e imposição de regulamentações, capacitação, incentivos financeiros e campanhas de conscientização.

As NAMAs diretamente apoiadas por países desenvolvidos devem ter um papel significativo tanto dentro quanto fora do processo da ONU, evoluindo no futuro para NAMAs com mecanismos de creditação na opinião de Nelson Sam.

A creditação setorial provavelmente terá um papel mais significativo em ações bilaterais, não tanto dentro do processo da ONU devido à demanda limitada e às complexidades na implantação, acredita Sam.

"A mensagem constante é que seja criado um quadro regulatório local", explica Sam, onde as empresas trabalhem em conjunto com o governo, definindo a melhor abordagem para avançar e preencher o buraco de recursos financeiros.

O próximo passo "é iniciar pilotos bilaterais fast track de novos tipos de ações, apoio, mensuração, relato e verificação para auxiliar as negociações internacionais", completou.

No momento, não existem NAMAs estabelecidas para tomar como foco e as oportunidades para o setor privado surgem com a identificação das necessidades individuais de cada esquema novo emergente. No caso das NAMAs do México, se percebeu um déficit financeiro e tecnológico que então pôde ser atendido pela iniciativa privada, comentou Sam.

As NAMAs mexicanas focam muito em programas de eficiência energética nas residências para controlar as emissões face a uma população crescente, explicou ele.

Em dezembro de 2009, o governo brasileiro lançou uma comunicação referente às suas NAMAs voluntárias sob a Convenção do Clima, estabelecendo uma meta de redução das emissões de GEEs entre 36,1% e 38,9% em comparação com as projeções para 2020.

As NAMAs brasileiras que determinam a meta de emissões são do tipo unilaterais, porém parte da sua estratégia também está condicionada ao apoio de países do Anexo I.

Para garantir a mitigação efetiva das emissões de GEEs, Philip Hauser sugere que seja garantida uma interação harmônica entre as NAMAs e um MDL expandido e revisado. Isto poderia oferecer incentivos imediatos, recuperar a credibilidade e eficiência do MDL e construir a confiança e experiência em relação aos mecanismos de mercado.

Fonte:Instituto Carbono Brasil - por Fernanda B. Muller(*)

 

sábado, 16 de abril de 2011

EMPRESÁRIOS CONHECEM NOVA TECNOLOGIA DE PRODUÇÃO DE BIOCOMBUSTÍVEL

A Secretaria da Indústria e Comércio promoveu nesta tarde uma palestra sobre biocombustível produzido através da criação de algas, alimentadas com CO2 liberado, principalmente, das fábricas de etanol. O superintendente do Produzir, Júlio Pascoal, participou do evento e falou de como o Governo do Estado pode incentivar a aplicação da nova tecnologia em Goiás. “Nós temos o Produzir e os benefícios fiscais. Goiás se torna muito competitivo porque ele cruza benefícios com incentivos, o que reduz a carga tributária”, ressalta Pascoal.

O engenheiro Rafael Bianchini, sócio da Private Equity Group – Climate Consulting, que representa a empresa austríaca SEE-O-TWO e da norte-americana La Wahie Cooperation, (produtoras de biodiesel através da criação de algas) falou das vantagens de produção de biocombustível utilizando a nova tecnologia em Goiás. “O objetivo é apresentar a tecnologia e atrair o interesse dos usineiros e dos industriários de Goiás para implantar diversas fábricas através da reciclagem do CO2 para produzir biodiesel e etanol”, destaca Bianchini.

A criação de algas é viável para a produção de biocombustível e ainda para a produção de ração animal (peixes), fármacos, óleos, cosméticos e uso bioquímico. Rafael Bianchini garantiu ainda que a nova tecnologia é perfeitamente adaptada ao clima goiano e competitiva em relação aos biocombustíveis já utilizados no Brasil. Mais informações: (62) 3201-5514

COOPERATIVA DE SUCATA CONTINUA, HÁ PELO MENOS CINCO ANOS, SOFRENDO COM PROBLEMAS ESTRUTURAIS

O lixo reciclável da cidade é separado em ambiente hostil. Há um recurso federal, de R$ 500 mil, liberado há quatro anos, que não pode ser usado justamente por falta de estrutura Depois de mais de dez anos, a cooperativa de sucata, que fica no Centro de São Sebastião, continua com problemas, se não piorou desde sua fundação. Segundo a tesoureira Edileusa Oliveira Santos, uma das fundadoras, depois que a sede do bairro Cambury, na Costa Sul, fechou em agosto do ano passado, o lixo da cidade inteira é descarregado no galpão, que não tem capacidade para isso, ou seja, fazer a separação do orgânico para o reciclável.

 

A equipe da redação recebeu uma reclamação do morador J.R, da qual informava a situação a que se encontrava esse serviço. "Boa parte da reciclagem está sendo separada na rua. Do material exposto acumula água, tendo o risco de focos de dengues. Além dos ratos que aparecem na redondeza", desabafa.

Nos arquivos do Jornal Imprensa Livre, de 2005, consta matérias com enfoques nos problemas de instalações e estruturas, com resposta da prefeitura, prometendo melhorias. Inclusive existe uma verba federal no valor de R$ 500 mil, via BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) cedida desde 2007, que não foi liberado até hoje. O convênio assinado obriga à cooperativa estar completamente regularizada, o que não acontece, já que precisariam de um lugar apropriado.

Edileusa ressaltou as situações que o galpão se encontra hoje, com instalações elétricas irregulares, sem circulação de ar e falta de espaço, "aparecem ratos e gera muito mau cheiro", desabafou.

 

Segundo os cooperados, todos passaram a sofrer de alguma doença, entre eles bronquite, diabete e pressão alta. De acordo com a presidente da cooperativa Ana Alves Duarte, 48 anos, a prefeitura paga o aluguel, luz e água. No local, trabalham 25 pessoas, sendo a maioria mulheres. Destes, oito vieram da Costa Sul, dois deles são contratados pela própria cooperativa. Ela alertou que a sede do bairro Cambury ainda está com volumes grandes de sucata. "Além do que ficou por lá, e não foram recolhidos os moradores descarregam seu lixo no terreno ainda", acrescentou.

 

O trabalho deles, que é da 7h as 17h, com uma hora de almoço, se resumem em separar o lixo tanto reciclados, como os rejeitos, que toda a tarde é retirado pelo caminhão de lixo, imprensar todos material e vender. "Temos vendedores de varias cidades", comentou Edileusa Oliveira Santos, se referindo a importância do trabalho.

 

A cozinha do local fica dentro do galpão junto ao lixo. É onde eles comem, com ratos e outros insetos. A situação é tão precária que, segundo a presidente, o dono do galpão reclama das condições que sua propriedade se encontra. "Ele já adiantou, que o contrato que vai até julho, não será renovado", adiantou.

 

Orgulho

 

O secretário do Meio Ambiente, Eduardo Hipólito do Rego, por meio da assessoria de imprensa, explicou que a secretaria está empenhada em encontrar um novo galpão para a cooperativa. De acordo com a assessoria, eles sabem dos problemas que o atual tem e que "fizeram instalações voltadas para segurança dos cooperados". "A Secretaria trabalha com duas frentes, a curto e médio prazo", avaliou o secretário do Meio Ambiente Eduardo Hipólito do Rego, por meio da assessoria.

 

Ainda conforme ele, o curto prazo consiste em encontrar um lugar provisório que aguente a demanda imposta pela cidade. Há preferência da prefeitura pelo Centro, Topovaradouro e Costa Norte.

 

Nesse sentido, em médio prazo pretende encontrar um lugar definitivo, na Costa Norte, próximo do local onde será realizado o tratamento mecânico biológico. "O prefeito autorizou o inicio do projeto para a sede da cooperativa definitiva", conta o secretário.

 

Segundo ele, existe também a verba federal que os cooperados só receberão depois de cumprir as regras de regularidade.

 

O secretário comunicou também por intermédio da assessoria, que a prefeitura vai disputar um edital que financia, a fundo perdido, caminhões para os cooperados. "A cooperativa sempre será integrante dos planos da pasta. Há uma obrigatoriedade de formar cooperativas em todas as cidades do Brasil. São Sebastião tem uma há mais de 13 anos, motivo de orgulho para mim", finalizou o secretário do Meio Ambiente.

 

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MÉTODO ALTERNATIVO USA VINHAÇA PARA DEGRADAR POLUENTES

O laboratório de Ecologia Aplicada do Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena), da USP em Piracicaba, estuda a produção de enzimas na vinhaça para clarear efluentes provenientes da indústria têxtil. A degradação de produtos químicos que poluem a água por intermédio do metabolismo de organismos vivos já é uma tecnologia conhecida. O estudo do Cena testa a utilização da vinhaça, resíduo da produção de álcool de cana-de-açúcar. O processo é baseado no método de reciclagem de materiais orgânicos contidos na vinhaça, os quais são transformados em enzimas e biomassa (testada para produção de ração animal). As enzimas, produzidas pelos fungos crescidos no restilo, agem de forma a eliminar diversas substâncias poluentes contidas nos efluentes têxteis.

 

As enzimas são um tipo especial de proteína que aceleram as reações químicas. Além de serem encontradas em todos os organismos vivos, são totalmente biodegradáveis, o que confere ao seu uso uma produção segura e ambientalmente correta. “As enzimas podem substituir muitos produtos nocivos ou perigosos, uma vez que são decorrentes de uma tecnologia limpa”, afirma o engenheiro ambiental e mestrando Gleason de Souza, bolsista da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP).

 

A pesquisa no Cena utiliza a vinhaça, subproduto resultante da produção de álcool de cana-de-açúcar, para produzir enzimas que estão sendo aplicadas na degradação do corante índigo (o mais utilizado na indústria têxtil). Outra vantagem é que esse procedimento resulta no clareamento e na diminuição do odor do restilo.

 

Tratamento

 

“Nosso principal objetivo é um tratamento alternativo para a vinhaça, tornando-a água de reuso”, informa a professora Regina Teresa Rosim Monteiro, orientadora do estudo. Entretanto, o projeto de pesquisa possui uma segunda vertente. “Essa vinhaça transformada é rica em enzimas que podem ser aproveitadas para a pronta degradação de efluentes da indústria têxtil”, acrescenta.

 

As pesquisas são promissoras e vêm mostrando que a matéria-prima extraída da vinhaça pelo desenvolvimento de fungos, quando combinada com resíduos têxteis, é capaz de descolorir e retirar as substâncias tóxicas desse tipo de efluente. “A eficiência dessas enzimas foi testada na descoloração e degradação do índigo com resultados promissores”, enfatiza Regina ao lembrar que esse corante, apesar de ser muito utilizado pela indústria têxtil, é difícil de ser tratado, estando presente em efluentes e lodo.

 

Segundo a professora, sistemas de tratamento de efluentes mal desenvolvidos, que não diminuem os excessos de resíduos, trazem sérios riscos à saúde humana e ao ambiente. “No laboratório de Ecologia Aplicada do Cena, trabalhamos em busca de processo de degradação da matéria orgânica, como a despoluição da água, por meio de processos biológicos”.

 

Há um ano em experiência, o desenvolvimento dessa pesquisa atestou a eficiência dos fungos como degrada dores de compostos poluentes para tratamento de resíduos químicos. “Na presença de efluentes têxteis, as linhagens dos fungos Pleurotus mostraram-se capazes de descolorir e destoxicar. Uma vez dominada essa técnica, as enzimas podem substituir muitos produtos químicos nocivos ou perigosos, permitindo uma produção segura e ambientalmente correta, decorrente de uma ‘tecnologia limpa’”, conclui a professora.

 

Fonte: Data: Redação TN / Agência USP - 15/04/2011 11:16

quinta-feira, 14 de abril de 2011

MEGA EVENTOS NO RIO E OS MOVIMENTOS SOCIAIS

Megaeventos como a Copa do Mundo de Futebol e os Jogos Olímpicos estão associados, hoje em dia, à execução de grandes projetos de intervenção urbana. A organização desses grandes eventos passa a fazer parte de um tipo de modelo de planejamento urbano, o “empresariamento urbano”. Intervenções pontuais, capazes de estimular uma renovação urbana e o aburguesamento em diferentes áreas de cidade, são parte fundamental da estratégia do empresariamento urbano. Essas áreas da cidade, valorizadas por obras de infra-estrutura e pela proximidade de equipamentos esportivos, para atrair investimentos e novos negócios, tornam-se palco de despejos e remoções dos moradores pobres, de rua e de habitações irregulares, da repressão aos trabalhadores de rua, ambulantes etc. A cidade também precisa ser livre de conflitos e, para tanto, a repressão policial objetiva intimidar e impedir as manifestações dos críticos e atingidos pelas mudanças.

*Copa, Olimpíadas e o Rio de Janeiro*

No Rio de Janeiro, os efeitos desse modelo já podem ser percebidos. Todos os projetos de intervenção urbana são voltados para os megaeventos esportivos. Afinal, serão alguns dias de grande divulgação da imagem da cidade, e a propaganda é a alma do negócio. O que está sendo negociado, porém, é bem concreto: são os terrenos públicos e privados que poderiam ser usados para habitação popular. Estão sendo negociadas isenções de impostos para os investimentos do capital, enquanto faltam recursos para saúde e educação.

 

Estão sendo negociados novas leis e parâmetros urbanísticos que atendam às grandes cadeias internacionais de hotéis, e que garantam também que os pobres serão removidos para bem longe. Estão sendo negociados mais uma reforma do Maracanã, outra do Sambódromo, além da construção, com dinheiro público, de vilas olímpicas para atletas, árbitros, mídia etc, de forma que as construtoras recebam todos os benefícios, aluguem esses quartos para o poder público antes e durante os eventos, e depois os vendam para os ricos e especuladores. Planejamento? Apenas para a elaboração de um cardápio de possíveis intervenções urbanas que serão postas em prática conforme o capital compre ou não cada projeto, através das parcerias público privadas (PPPs). Democracia? Apenas para o capital, que diretamente decide o que e onde será realizado, construído ou utilizado na e da cidade.

 

Em suma, está sendo negociada a cidade, e com ela todos seus recursos e os direitos dos seus moradores e trabalhadores. E, se flexibilização e desregulamentação são palavras mágicas para o capital e o neoliberalismo, elas são, agora, aplicadas também às cidades. Argumentam que vivemos um momento excepcional, que prazos para obras precisam ser cumpridos para que o Rio e o Brasil não passem vergonha. O resultado é a instauração de uma cidade de exceção. Cidade onde leis de licitações, limites de endividamento, leis que regulam os parâmetros urbanos, leis fiscais, ambientais, e mesmo as garantias dos direitos individuais e coletivos são flexibilizadas conforme o gosto do freguês (investidores).

 

E, se o objetivo são os negócios, não esqueçamos: “amigos, amigos… negócios à parte”. Pois, se o objetivo é uma cidade amigável aos negócios e o capital, a cidade não será amigável aos seus moradores e trabalhadores.

 

Vejamos: estão previstas remoções de 130 favelas até as Olimpíadas. Para a construção de 3 grandes vias rodoviárias (Transcarioca, Transoeste e Transolímpica) serão necessários milhares de despejos, que estão sendo realizados, sobretudo na região de Jacaré Paguá, sem o mínimo de respeito aos direitos de moradia e aos direitos humanos. Os 73 terrenos do Metrô, todos em áreas com infraestrutura, ao invés de usados para habitação

popular, serão vendidos para fazer caixa para o metrô prometido ao COI. A Zona portuária carioca, onde cerca de 70% do solo é público, também entrou nos planos Olímpicos, para reforçar o projeto de aburguesamento da região. A política de segurança, o que inclui as UPPs, tem como prioridade criar zonas de paz (e de muros) nos entornos dos equipamentos esportivos, nas vias de acesso dos turistas, e nas áreas valorizadas ou em vias de valorização. E, por falar em segurança, lembremos: os jogos Pan-americanos no Rio, em 2007, começaram com o massacre no Alemão. E isso não foi mera coincidência: foi a política do circo que, no nosso caso, tem como acompanhamento o pau em vez do pão.

Já que estamos falando nisso: alguém acha que é coincidência o fato de termos no Rio uma coalizão de poder envolvendo as 3 esferas de governo: federal, estadual e municipal ? Ou acha que é por acaso que 90 (ou 91) dos 92 prefeitos do Estado do Rio tenham apoiado a reeleição do Governador ? Não, isso não é mera coincidência. Essa é uma das expressões da unidade da classe dominante aqui. Unidade essa que há uns 50 anos não existia (se é que existiu algum dia). E essa unidade tem como um de seus pilares o projeto de fazer da cidade do Rio uma cidade global (da periferia do capitalismo), e para tal é fundamental a realização dos megaeventos esportivos.

Segundo a teoria, as cidades globais concentram sedes de empresas transnacionais, precisam ter hotéis, serviços e equipamentos de 1ª classe para os homens de negócios. Precisam ter também uma excelente infraestrutura para essas empresas, tanto na área de comunicações como aeroportos, segurança etc. E precisam ter também condições atrativas para as empresas, como isenção de impostos, oferta de terrenos com infraestrutura e baixo preço, mão de obra barata etc. Não é a toa que vemos serem desengavetados projetos impopulares como as privatizações de aeroportos, da saúde, através das terceirizações nas emergências de hospitais, propostas de aumento da cidade de aposentadoria dos professores etc. E tudo em nome da Copa e das Olimpíadas! Novamente segundo essa teoria, alguns dos efeitos desse modelo tão almejado são o aumento da desigualdade social e econômica e da segregação espacial. Mas alguém acha que isso é um problema para a classe dominante?

Para pôr tudo isso em prática, é preciso convencer disso também os trabalhadores, os pobres e até mesmo os movimentos sociais, sindicais etc. E nada melhor do que o clima criado pelos grandes eventos esportivos para

isso. Ou ninguém lembra das festas de rua para comemorar a vitória do Rio e do Brasil pelo direito de ser sede das Olimpíadas? Megaeventos servem também para difusão de um “patriotismo da cidade”, que visa angariar apoio popular ao projeto da classe dominante, e assim para evitar e criminalizar as críticas, os conflitos urbanos, trabalhistas, fortalecendo ainda mais a cidade de exceção. Afinal, argumentam mídia e governos: remoções, despejos, obras faraônicas e desnecessárias, muros em favelas etc estão a serviço de um bem maior e, se alguém se insurge contra essas coisas, está contra o progresso, a cidade e o espírito olímpico !!!

Coerção e consentimento, criminalização dos pobres e patriotismo da cidade. Eis a velha fórmula de hegemonia. Mesmo assim, há aqueles que resistem. E a resistência a megaeventos tem feito história. E essa história é escrita através dos conflitos e pelos movimentos sociais.

*PAN Rio 2007: Manifestações e Manifestantes. ***

Com a realização do PAN 2007 no Rio, muitas manifestações, antes, durante e depois do evento foram realizadas. Foram organizadas por movimentos que representavam grupos sociais diretamente ou indiretamente atingidos pelo evento. As obras relativas aos Jogos; as prioridades orçamentárias das três  esferas do Estado; e a política de segurança implementada durante o PAN e as remoções foram, entre outros, fatores que atingiram diferentes segmentos da população. Mas, existiram também aqueles que aproveitaram a ocorrência do PAN para realizarem manifestações: que usaram o PAN como arena para dar mais visibilidade às suas lutas e reivindicações. A articulação desses movimentos e entidades resultou na construção de uma ampla rede de entidades e movimentos sociais. Essa articulação de movimentos sociais no Rio de Janeiro se deu, em um primeiro momento, através do Comitê Social do PAN. Depois, quando passou a organizar um conjunto maior de movimentos e entidades, através da Plenária de Movimentos Sociais (PMS-RJ).

Agora, 4 anos depois do PAN e alguns ainda antes da Copa do Mundo e das Olimpíadas, podemos aprender com a experiência recente de nossas lutas. No caso do PAN 2007, o legado para a população, em matéria de obras e equipamentos, foi praticamente nenhum, enquanto os custos foram bastante altos. Já do ponto de vista das lutas sociais, os legados foram significativos. E serão mais ainda se, agora, servirem não apenas às lutas no Rio, mas também a todos os lutadores das cidades sedes da Copa do Mundo de 2014. Os comitês populares da Copa estão sendo criados. Porto Alegre, Fortaleza, Brasília, Belo Horizonte são algumas das cidades onde já existem.

 

No Rio, o comitê popular é da Copa e Olimpíadas. Cabe a todos nós participar desses comitês, preparando a resistência para impedir que o circo aqui montado não venha acompanhado de mais pau nos trabalhadores e setores mais vulneráveis de nossa cidade.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

EIKE BATISTA LANÇA BOLSA DE ENERGIA E FUTUROS NO BRASIL

As tentativas foram tantas, e todas frustradas, que parecia improvável que uma bolsa de valores para a comercialização de contratos de energia fosse lançada no Brasil tão cedo. Mas nada tão improvável poderia resistir a uma parceria inusitada entre os empresários Eike Batista, Josué Gomes da Silva, da Coteminas, Roberto Teixeira da Costa e Marcelo Parodi, da Compass Comercializadora de Energia. Todos eles, junto com a Intercontinental Exchange (ICE), anunciam amanhã a criação da BRIX, a bolsa brasileira de energia e futuros.

 

As empresas tentaram tratar do assunto com toda confidencialidade e criaram um suspense ao dizer tão somente, em seu convite para imprensa, que iriam anunciar um novo negócio que traria contribuição para o setor de infraestrutura no Brasil. Mas os pedidos de registros de marcas no Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI), nas classes de serviços financeiros, não deixam dúvidas. Dois nomes foram registrados pela Compass, já em setembro do ano passado. Um deles é BRIX Energia e Futuros e o outro BRIX Brasil Intercontinental Exchange.

 

Será sobre a plataforma eletrônica da bolsa global ICE que nascerá a bolsa brasileira de energia. A ICE opera com commodities e nos mercados de derivativos de energia. Já está presente no Brasil desde 2009, com a instalação de telas de acesso a seu sistema de negociação via unidade americana. No início do ano, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) autorizou a instalação de telas da ICE Futures Europa no Brasil.

 

Inicialmente, a ideia é negociar apenas contratos bilaterais e de curto prazo, os Brixs Spot. Isso imediatamente traria ao mercado de energia um patamar médio de ágio dos preços da energia em relação à Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

 

Se comparado ao mercado financeiro, seria uma espécie de balcão organizado dos diversos leilões que já acontecem e envolvem geradores, comercializadores e consumidores livres de energia. Esses pequenos leilões servem para suprir consumidores que estão sem lastro na CCEE, que faz a liquidação financeira do consumo de energia do país.

 

Na segunda fase do projeto da BRIX ainda haveria contratos bilaterais, mas de mais longo prazo. A terceira fase partiria para a negociação multilateral em si, como acontecem em contratos de mercados futuros tradicionais. Com o desenvolvimento de mercado, o objetivo ainda é criar uma clearing, que serviria para garantir os negócios.

 

O nascimento e todo o planejamento que circunda a bolsa de energia e futuros é parecido com o caminho que foi percorrido pela BM&F com seus contratos de juros, dólar e commodities em geral. A própria BM&F chegou a ser procurada por agentes do setor elétrico para tentar criar um contrato de energia futuro, mas as negociações não evoluíram. A Brix ocupará um espaço não aproveitado pela bolsa brasileira. A CPFL, uma das maiores comercializadoras do país, já tentou reunir grandes geradores e consumidores e não teve sucesso.

 

A bolsa de futuros de Eike, que tem em seu "portfólio X" uma empresa de energia, tem um grande desafio pela frente para tornar o negócio viável. A começar pela resistência das comercializadoras de energia que fazem a intermediação de negócios entre consumidores livres e geradores. Hoje esse mercado não tem liquidez nem transparência. Pouco se sabe sobre os valores dos contratos de energia fechados bilateralmente. Alguns chegam a dizer que se faz uma verdadeira "lavagem de energia" em alguns casos, principalmente em estatais. A bolsa traria mais transparência e também referência de preço.

 

Os preços do mercado livre estão muito ligados ao chamado Preço da Liquidação das Diferenças (PLD), usado pela CCEE ao fazer a liquidação financeira do consumo de energia. Mas esse PLD tem grande oscilação. Chegou a cotar o MWh em R$ 200, no segundo semestre do ano passado, em função da escassez das chuvas. Nesta semana, o MWh está a R$ 12,98. O PLD também está muito atrelado a decisões de governo, como a de retirar ou não térmicas ou hidrelétricas atrasadas do planejamento.

 

Fonte: Redação TN / Valor Online Data: 13/04/2011 11:09

terça-feira, 12 de abril de 2011

UNIÃO EUROPÉIA QUER PARTICIPAÇÃO DA INICIATIVA PRIVADA

Temendo futuros cortes nos orçamentos nacionais, principalmente nos Estados Unidos, a União Européia recomendou nesta semana que a iniciativa privada providencie boa parte dos US$ 100 bilhões por ano em ajuda climática prometidos na Conferência do Clima de Cancún (COP-16).

 

“Muitas economias irão passar por sérias restrições no orçamento nos próximos anos, assim ficará muito difícil levantar a quantia necessária contando apenas com recursos públicos. Precisamos de novas fontes, em especial da iniciativa privada e dos mercados de carbono”, explicou Olli Rehn, comissário europeu para Economia e Assuntos Monetários.

 

Além de estar se referindo à crise em alguns países europeus, como Portugal e Grécia, Rehn também prevê uma redução na participação dos Estados Unidos e do Japão no Fundo.

 

O presidente Barack Obama nesta semana teve que abrir mão de US$ 38,5 bilhões do orçamento para conseguir um acordo com os republicanos, caso contrário o país ficaria completamente paralisado. Já o Japão sofre com as consequências do terremoto seguido de tsunami e com a crise nuclear, dessa forma dificilmente irá contribuir para o Fundo.

 

De acordo com um relatório divulgado durante a rodada de negociações de Bangcoc, os países mais pobres e vulneráveis com certeza não conseguirão lidar com as mudanças climáticas se não contarem com o financiamento estrangeiro. A União Européia já assumiu o compromisso de entrar com US$ 30 bilhões para o Fundo Climático.

 

Fonte:  Redação TN / Fabiano Ávila, Intituto CarbonoBrasil - Data: 12/04/2011 12:49

NANOPARTÍCULAS MELHORAM EFICIÊNCIA DO BIODIESEL

O resultado se deve à elevada proporção entre superfície e volume apresentada pelas nanopartículas, cujo diâmetro médio é de 51 nanômetros.

 

Uma alternativa para aumentar o rendimento dos biocombustíveis só pode ser vista com poderosos microscópios.

 

São, nanopartículas, cujas dimensões estão na casa dos bilionésimos de metro.

 

Alumínio no biodiesel

 

Um novo estudo feito por cientistas indianos demonstrou que a adição de nanopartículas de óxido de alumínio é capaz de melhorar o rendimento e a combustão do biodiesel.

 

Outra vantagem é a menor emissão de poluentes.

 

O óxido de alumínio (Al2O3), também conhecido como alumina, é o principal componente da bauxita, o mineral do qual o alumínio é extraído.

 

De acordo com o estudo, o resultado se deve à elevada proporção entre superfície e volume apresentada pelas nanopartículas, cujo diâmetro médio é de 51 nanômetros.

 

Isso resulta em mais superfícies reativas, permitindo que as nanopartículas atuem mais eficientemente como catalisadores químicos, aumentando a combustão.

 

A presença das nanopartículas também aumenta a mistura entre combustível e ar, levando a uma queima mais eficiente.

 

Nanopartículas no biocombustível

 

Os pesquisadores do Instituto Nacional de Tecnologia de Tiruchirappalli, na Índia, usaram inicialmente um agitador mecânico para criar uma emulsão que consistia de biodiesel de pinhão-manso (Jatropha curcas), água e um surfactante, misturados com diferentes proporções de nanopartículas de óxido de alumínio.

 

Segundo os cientistas, além de melhorar o rendimento em comparação com o biodiesel comum, a mistura resultou na emissão de quantidades significativamente menores de óxido de nitrogênio e de monóxido de carbono.

 

Os pesquisadores indianos agora estão testando outros tipos de nanopartículas e nanotubos de carbono, além de investigar os efeitos dos aditivos microscópicos na lubrificação e nos sistemas de resfriamento dos motores.

 

Bibliografia - ARTIGO: Role of nano-additive blended biodiesel emulsion fuel on the working characteristics of a diesel engine

J. Sadhik Basha, R. B. Anand

Journal of Renewable and Sustainable Energy

4 April 2011

Vol.: 3, 023106 (2011)

DOI: 10.1063/1.3575169

 

Fonte:  Site inovação tecnologica (http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=nanoparticulas-eficiencia-biodiesel&id=010115110411&ebol=sim )