Além de reconhecer a primeira Entidade Operacional Designada da África, encontro do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo traz avanços para projetos de reflorestamento e de redução de emissões de metano em plantações de arroz
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A 60º reunião do Comitê Executivo do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo terminou no último dia 15 em Bangcoc, na Tailândia, com boas novidades para os desenvolvedores de projetos.
O Comitê aprovou pela primeira vez uma metodologia completa de larga escala para atividades de florestamento e reflorestamento que cobre regiões além de áreas úmidas (AR-AM0013). A inciativa vem em resposta a pedidos de países que estavam com dificuldades de desenvolverem projetos desse setor.
Também foi aceita a metodologia (SSCV-III.AU) para projetos que reduzem emissões de gases do efeito estufa em plantações de arroz utilizando boas práticas, especialmente novas técnicas de plantio.
Entre outros procedimentos aprovados estão:
- Novos modelos de projetos de florestamento e reflorestamento em terras degradadas (AR-ACM0001);
- Melhorias nas estimativas de emissões de gases do efeito estufa que não o dióxido de carbono (CO2) provenientes da queima de biomassa;
- Ferramentas para mensuração de estoques de carbono no solo.
“O trabalho de melhorar e expandir as metodologias do MDL é de grande importância para identificar potenciais de redução de emissões nos países em desenvolvimento. Estas metodologias representam um passo à frente. Elas aumentam o acesso ao MDL dos setores florestais e de agricultura e são especialmente importantes para a África, América Latina e Sudeste Asiático”, explicou Martin Hession, presidente do comitê executivo.
Com relação aos projetos avaliados na reunião, 32 foram aprovados e apenas um acabou rejeitado pelo comitê.
EOD Africana
A 60º reunião também rompeu um tabu ao creditar pela primeira vez uma Entidade Operacional Designada (EOD) do continente africano. A grande maioria das EODs são europeias.
A Carbon Check Pvt. Ltda. agora tem a capacidade de validar e certificar projetos do MDL em nove diferentes setores. Trate-se de uma empresa criada em 2009 e que no mesmo ano entrou com o pedido de creditação, que acabou saindo apenas na semana passada.
Segundo o presidente da Carbon Check, Adam Leslie Simcock, a África tem um enorme potencial para reduzir suas emissões através dos projetos de MDL.
“Países como a Nigéria, Quênia e Egito devem receber um grande número de iniciativas, ainda mais porque a próxima Conferência do Clima será na África do Sul. Atualmente, 150 projetos africanos estão estagnados em alguma das etapas de certificação, vamos ajudar a acelerar essa fila”, afirmou Simcock.
“A contribuição do MDL para o desenvolvimento de técnicas de redução de emissões é muitas vezes subestimada. Já existem auditores do mecanismo na Europa, Ásia e América Latina. Estou muito contente por termos finalmente um na África”, declarou Hession.
A próxima reunião do Comitê Executivo do MDL será realizada entre 30 de maio e 3 de junho em Bonn, na Alemanha.
Fonte: - Autor: Fabiano Ávila - Fonte: Instituto CarbonoBrasil/UNFCCC - 19/04/2011

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